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Chichén Itzá: o sítio arqueológico mais popular do México

Chichén Itzá: o sítio arqueológico mais popular do México

O México é um país enorme, assim como o Brasil. Há cidades e atrações para todos os tipos e gostos: praias, cidades grandes, pequenas, cachoeiras, desertos, montanhas, e ruínas, muitas ruínas. Aos que desejam se aventurar por elas, o país irá providenciar uma enorme variedade.

Muitas civilizações diferentes habitaram o território mexicano em tempos pré-colombianos, mas dois dos maiores destes povos se destacam: os astecas e os maias.

A área de domínio destes últimos não se restringia ao México, como também é possível encontrar cidades de influência maia por praticamente toda a América Central. Ruínas incríveis podem ser vistas na Guatemala, Belize, Honduras e por aí vai.

As cidades maias eram autônomas entre si. Cada uma com seu próprio imperador, suas especificidades e áreas de influência e comércio, o que faz a visita em cada uma delas ser única e fantástica.

De todas, a mais visitada e mais icônica, sem sombra de dúvidas é Chichén Itzá, no estado mexicano de Yucatán, dentro da famosa península de mesmo nome. Até Jennifer Lopez já fez clipe lá.

A fama internacional de Chichén Itzá

Chichén Itzá: o sítio arqueológico mais popular do México

Chichén Itzá, como muitos podem pensar, não era a cidade maia mais importante. Durante o período clássico (do século III ao IX), Tikal, na Guatemala, era muito mais imponente e rivalizava com Calakmul, do lado mexicano da atual fronteira, o controle da região. Mesmo as ruínas de Palenque, no estado mexicano de Chiapas, e Copán, em Honduras, formavam cidades-estado mais grandiosas no auge do império.

Com o declínio no século IX das cidades da floresta, Chichén Itzá, que havia sido erguida e estava há 300 anos abandonada, foi reocupada e subiu ao posto de centro da cultura maia no que é conhecido como período pós-clássico.

Tendo dois períodos distintos de ocupação, Chichén Itzá torna-se única entre as ruínas maias. E estar completamente preservada com um fácil acesso, às margens da rodovia que liga Cancún a Mérida, faz com que seja a preferida entre os turistas. Recentemente seu favoritismo entre os viajantes ainda foi extrapolado quando foi eleita uma das 7 maravilhas do mundo, naquela votação de 2007 que ainda incluiu o Cristo Redentor.

Como chegar até lá

É possível pegar um ônibus que saia de Cancún (2h30 de viagem) ou Mérida (1h30), mas nossa ida a Chichén Itzá foi um pouco diferente. Partimos de Valladolid, uma cidade colonial adorável, cheia de Cenotes, bem mais próxima das ruínas e ainda assim, muito mais em conta por não ser tão cheia de turistas. Saindo de lá, a viagem dura apenas 40 minutos e o trajeto pode ser feito tanto nos ônibus de viagem, que partem da rodoviária, ou em vans locais, que partem do lado de fora dela e saem assim que lotam (ou saem mais cedo, caso você se disponha a pagar mais para isso).

Para voltar, dentro do próprio parque existem guichês das empresas e basta comprar o ticket para o horário mais próximo.

A dica é sempre chegar cedo, não apenas para evitar as multidões de turistas que desembarcam em tour guiados, mas também porque, ao contrário da maioria dos sítios arqueológicos maias, o parque tem poucas árvores e o sol mexicano pode ser cruel.

A entrada no parque não precisa ser comprada com antecedência, basta chegar à bilheteria e adquirir seu tíquete.

A Pirâmide de Kukulcán – El Castillo

Chichén Itzá: o sítio arqueológico mais popular do México

A primeira ruína avistada é logo a mais famosa, a Pirâmide de Kukulcán ou El Castillo. Perfeita, completamente restaurada, é altamente visitada durante os Equinócios de Outono (22 de Setembro) e Primavera (20 de Março), onde nos primeiros 15 minutos após o amanhecer, a sombra da pirâmide projetada na escadaria central forma o corpo de uma serpente, símbolo do deus Kukulcán. Apesar de ser um evento especial e belíssimo, Chichén Itzá se torna um inferno de transitar devido ao enorme fluxo de turistas em torno do momento. (caso queira realmente observar, uma semana antes ou depois o fenômeno ainda é perceptível – ou fique até de noite, quando reproduzem, todos os dias, artificialmente o efeito)

Outra curiosidade espantosa é a pirâmide possuir 365 degraus, referentes aos dias do ano no calendário maia! Sendo os maias excelentes astrônomos numa época em que a inquisição ainda queimava quem dizia que o Sol não era o centro da Terra, não é de se espantar com tamanho desenvolvimento e organização em relação às estrelas.

O Cenote Sagrado e a área de sacrifícios

Chichén Itzá: o sítio arqueológico mais popular do México

Numa trilha em meio à vegetação é possível chegar ao Cenote Sagrado, um lago profundo cercado de paredes de calcário onde sacrifícios eram realizados aos deuses, sendo oferecidos ouro, pedras preciosas, esculturas e pessoas, claro. Vários esqueletos de homens e crianças foram encontrados em seu fundo.

As demais áreas do parque

Chichén Itzá: o sítio arqueológico mais popular do México

Mais a frente encontra-se o Templo dos Guerreiros, com a Praça das Cem Colunas em seu entorno, sendo todas entalhadas com serpentes e adereços astronômicos.

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Uma das ruínas mais interessantes é a Quadra do Jogo da Bola. Na maioria das ruínas maias é possível ver um exemplar, mas em Chichén Itzá o campo é imenso e muito bem conservado, o que dá uma dimensão maior do que era o esporte na época. É um campo aberto, com duas muralhas paralelas. Em cada uma delas, um aro em seu topo, onde os jogadores tinham que passar uma bola de borracha por eles. O time que perdesse o jogo, era sacrificado em nome dos deuses.

Chichén Itzá: o sítio arqueológico mais popular do México

Mais afastado pode-se ver o Caracol, um observatório para que os maias pudessem observar as mudanças no céu, acima da vegetação, sem nenhuma obstrução! O edifício é circular, com uma escadaria em espiral, muito diferente de tudo visto no mundo maia. O mais incrível é notar a semelhança com observatórios contemporâneos pelo mundo.

Muitas outras pirâmides, não tão esplendorosas como de Kukulcán encontram-se espalhadas pelo parque, que é imenso. Para visitar todo o sítio arqueológico é necessário um bom tempo, pois é bastante extenso, com muitas informações e ruínas separadas. Reserve um dia inteiro de sua visita ao México para circular pelo parque e a experiência será inesquecível.

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Sobre o Autor

Larissa

Larissa é nascida em Niterói/RJ, mas já estudou em Nova York e morou na Nova Zelândia por um ano antes de iniciar a volta ao mundo que terminou em 2016. Sonhando em viajar desde que se entende por gente, mantinha um caderno cheio de recortes de jornais e revistas sobre o Egito quando tinha 7 anos de idade. Hoje esse caderno é virtual e engloba vários destinos. Os “recortes” são produzidos por ela e pelo Carlos, semanalmente, no Vida Cigana.

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