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12 Dicas para fazer uma viagem perfeita para a Tailândia

O maior buda reclinado da Tailândia, fica em Bangkok, a capital do país. Neste post damos todas as dicas sobre a Tailândia. Este Buda fica na parte antiga da cidade, é totalmente dourado e fica em uma sala com os pilares e tetos totalmente adornados em vermelho e dourado.
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Fazer uma viagem à Tailândia é um sonho para muita gente. A cada ano o país entra mais fortemente no radar de brasileiros em busca de conhecer essa parte do mundo tão exótica aos nossos olhos. Mas para fazer uma viagem perfeita a um país de clima, hábitos e costumes tão distintos aos dos brasileiros, é necessário ter uma série de cuidados e uma boa dose de planejamento para que nada saia do rumo.

Para ajudar, listamos abaixo 12 dicas de viagem para a Tailândia para que seu sonho se concretize sem percalços e de maneira socialmente responsável, como o turismo deve ser sempre.

1. Escolha a melhor época para viajar para a Tailândia

O Templo Branco de Chiang Rai, na Tailândia. O céu está azul.

Escolher bem o mês em que desembarcará no país é a maior dica a ser dada antes que se tome qualquer decisão palpável sobre sua viagem para a Tailândia.

O clima na Tailândia é regido pelas monções asiáticas, que atuam em épocas distintas, em diferentes regiões do país.

Numa análise simplificada o período entre os meses de novembro e fevereiro é escolha certeira. Mas o clima no país tem muitas nuances e merece um tempinho dedicado a seu entendimento antes da decisão final.

Veja, mês a mês, o que poderá encontrar no país e qual a melhor época para viajar para a Tailândia.

2. O visto e a importância da vacina contra febre amarela

Um passaporte brasileiro.

A Tailândia não exige visto prévio para brasileiros. Para nós, basta chegar a um de seus aeroportos e fronteiras para recebermos a autorização de turismo no país por até 90 dias.

Isto é uma vantagem enorme que o passaporte brasileiro tem em relação aos de outras nacionalidades como americanos e europeus. A estes outros países, o governo tailandês oferece apenas 30 dias a quem chegar por via aérea, e somente 15 dias a quem entra no país pelas fronteiras terrestres.

Assim, a dica aqui é válida especialmente aos brasileiros que têm dupla cidadania: apresentem à imigração os seus passaportes brasileiros!

No entanto, ao entrar com o passaporte brasileiro, o turista deve apresentar também o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela. É uma obrigatoriedade local. Há muitos países que fazem essa exigência, mas foi somente na Tailândia, nas duas vezes em que entramos no país, que o certificado foi exigido, checado e registrado junto às autoridades de imigração. Não caia na bobagem de viajar meio mundo e ser impedido de entrar no país por falta dele.

3. Monte um roteiro adequado à duração de sua viagem

Uma lagoa na ilha de Phi Phi, na Tailândia, com águas azuis e cercada de paredes de pedra.

Ao viajar é sempre forte a tentação de querer colocar tudo no roteiro. Especialmente em uma viagem para um país tão distante como a Tailândia.

No entanto, ficar acrescentando diferentes paradas no roteiro apenas para cumprir a meta de visitar o maior número possível de lugares só fará com que o turista veja superficialmente cada atração, ao invés de se aprofundar nas que mais lhe atrai por conta da correria toda.

No caso da Tailândia, a maior tentação é achar que poderá visitar todas as ilhas e todas as praias do país. Não vai. Isso só criará um problema enorme de deslocamento interno a ser resolvido, fazendo com que alguns dias de viagem sejam completamente improdutivos.

Em um texto anterior, nós publicamos várias dicas e sugestões, e explicamos como montar um roteiro perfeito de viagem pela Tailândia.

4. Sobrando alguns dias, combine a viagem com outros países do sudeste asiático

Duas mulheres vietnamitas sorriem para a câmera, usando chapeus típicos em formato de cone. Elas vendem frutas.
Mulheres em uma rua de Hanói, no Vietnã.

Os aeroportos de Bangkok são muito bem servidos por voos internacionais. Além disso, o valor das passagens para as cidades mais turísticas dos países vizinhos podem caber no bolso de qualquer viajante.

Assim, a quem tiver alguns dias sobrando no roteiro, ir à Tailândia pode permitir que se conheça mais de um país na mesma região sem aumentar o custo total  da viagem.

De Bangkok as opções mais fáceis (e baratas) são Hanói e a Cidade de Ho Chi Minh, no Vietnã ou Siem Reap, no Camboja.

Mas lembre-se que, ao contrário da Tailândia, estes países exigem visto prévio de brasileiros e, portanto, o processo de obtenção dos vistos deve entrar no seu planejamento o quanto antes.

Saiba como conseguir o visto para o Vietnã e o visto para o Camboja.

5. Leve apenas bagagem de mão

Uma mulher ruiva carregando um mochilão nas costas enquanto entra em um trem em Chiang Mai de cor roxa. Ela sorri para a câmera.
Mochilões são práticos na Tailândia.

Esta é uma dica mais difícil de cumprir, mas que consideramos imprescindível.

Ninguém precisa levar roupas pesadas para a Tailândia. Nem em quantidade que justifique incluir uma peça de bagagem despachada. Viajar apenas com a bagagem de mão fará com que sua viagem seja bem mais produtiva e barata.

Há muitas empresas low-cost atuando na Tailândia e demais países do Sudeste Asiático. Mas, assim como ocorre na Europa, estas passagens só serão baratas caso o viajante não precise pagar pelos custos extras cobrados pelo despacho de bagagem. Em alguns casos, as sobretaxas para colocar uma mala no porão da aeronave podem fazer o preço original da tarifa dobrar, inviabilizando o “custo baixo” do deslocamento.

E se você é do tipo que compra a feirinha inteira em lembrancinhas e acha que elas não vão caber na mala na volta, deixo uma dica especial: reserve os dias finais de seu roteiro em Bangkok para comprar o que quiser/precisar. Caso extrapole o limite da bagagem, compre uma mala barata lá mesmo e despache tudo no retorno ao Brasil, aproveitando a franquia maior de bagagem regulamentada nos voos que partem ou chegam de nosso país.

Leia mais: Como montar seu roteiro pelo Sudeste Asiático

6. Faça um upgrade no padrão de hotel a reservar

Um quarto de hotel em Chiang Rai, na Tailândia, com uma cama de casal, uma parede amarela totalmente adornada e uma linda janela cheia de verde lá fora.

O custo de vida na Tailândia é muito barato, mesmo para nós, brasileiros. Assim, o país é um dos poucos que dá a liberdade, mesmo aos viajantes mais econômicos, de subir um pouco o padrão da viagem, especialmente nos gastos com hospedagem.

Com os valores reduzidos, fica mais fácil ganhar em conforto sem aumentar os custos. Logo, quem antes procuraria um dormitório em hostel, pode alugar um quarto privado. Ou quem ficaria em um quarto simples de hotel, pode experimentar um mais luxuoso, com direito a piscina.

E quem já esbanjava, pode ficar tranquilo que a Tailândia também saberá fazer valer seu dinheiro. 😉

Veja as seleções que fizemos e decida onde ficar em Bangkok, em Chiang Mai e em Koh Phi Phi

7. Respeite a cultura local

Velas amarelas estão sendo acesas em um templo em Chiang Mai, na Tailândia.

A Tailândia é um dos poucos países onde ainda existe o lèse-majesté, o crime de lesa-majestade, punido com prisão. E a lei tem gerado penas ainda mais severas a cada ano, especialmente depois do último golpe militar no país, em 2014.

Na Tailândia o rei é quase uma instituição divina, considerado o pai da pátria. E ainda que não tenha muito poder sobre os rumos do país, até os militares que hoje governam, quando dissolveram o senado, só conseguiram o controle do país após a benção do rei.

Até o ano passado a majestade do país era o Rei Abdulyadev (Rama IX), que reinou por 70 anos, no mais longo período de reinado de um rei tailandês da história. Com seu falecimento, em outubro de 2016, o país entrou em choque e decretou um ano de luto.

Especialmente nesse período, mas mesmo fora dele, a dica é evitar qualquer forma de comentário sobre o rei ou a família real, ou mesmo fazer fotos diante das muitas imagens do rei que existem espalhadas por templos e edifícios do país.

Os tailandeses costumam ser mais tolerantes com estrangeiros, mas já houve caso de um suíço condenado a 10 anos de prisão por, quando bêbado, ter pixado quadros com a imagem do rei. E de um tailandês, condenado a 15 por ter postado no Facebook uma imagem falando mal do cão de estimação do rei.

8. Vista-se adequadamente

Uma mulher veste uma roupa do século XIX dentro de um museu da Tailândia, em Bangkok. Ela usa um chapéu, vestido antigo e uma faixa rosa no peito.
Ok, isso é um exagero! 😀
Essa roupa era só para tirar foto dentro de um museu, em Bangkok.

Nos templos tailandeses há um código de vestimenta básico a ser seguido, mas rigidamente aplicado. Nas áreas cobertas não se pode entrar usando calçados e as peças de roupas devem cobrir tanto joelhos quanto ombros.

Principalmente no período de luto pelo falecimento do rei, as regras devem ser aplicadas também nas ruas, como demonstração de respeito.

O Projeto 101 países tem um artigo completo dando as dicas de como funciona o dress-code na Tailândia e em alguns outros países asiáticos.

9. Viva como os locais

Homem barcudo comendo uma refeição no mercado flutuante de Tailin Chan, em Bangkok, na Tailândia. Ele come um peixe, veste uma camisa listrada vermelha e cinza e tem barba.

Além de praias e templos, outra grande atração a quem visita a Tailândia é ter a experiência de viver brevemente em uma sociedade de cultura e hábitos tão distintos.

Neste sentido a maior dica que podemos dar é que o viajante controle a ansiedade e viaje mais devagar, tentando ter um distanciamento do que é oferecido aos turistas e explorando mais o que é habitual à população tailandesa.

Experimente frequentar as feiras e mercados tailandeses, que têm aos montes nas grandes cidades. Lá você vai ver que o escorpião que oferecem como aperitivo na Khaosan Road só serve pra enganar turista, já que ninguém come aquilo no dia a dia.

Do mesmo modo, ao invés de aceitar qualquer pacote turístico que te ofereçam nas agências, explore a cidade sozinho. Foi assim que descobrimos o melhor mercado flutuante de Bangkok, em Tailing Chan, e conseguimos fugir do programa turistão clássico que todo mundo odeia.

Acima de tudo, não tenha medo de experimentar a vida local. O tailandês tradicionalmente come tanto nos mercados e nas ruas que seus apartamentos nem costumam ter cozinha.

E caso você não se dê bem com os temperos tailandeses ou se sinta mal de alguma forma, seu seguro viagem estará lá de prontidão para te acudir. 😉

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10. Não visite atrações com animais

Uma mulher ruiva acariciando carpas no Templo Branco de Chiang Rai, na Tailândia. As carpas são simpáticas e deixam a mulher acariciá-las. A mulher está abaixada com uma calça típica da região.
Os únicos animais que vimos na Tailândia foram as simpáticas carpas do templo branco de Chiang Rai 😀

Ao chegar à Ásia o turista estará sempre tentado a visitar locais onde o contato com animais selvagens e exóticos é permitido. No entanto, a maioria destas “atrações” envolve maus-tratos e esquemas de tráfico de animais que são escondidos dos visitantes.

O modo mais fácil de saber se você deve ou não visitar determinada atração é simplesmente não visitando nenhuma. Ou, fazendo uma escolha muito cautelosa sobre as práticas realizadas no local para não correr o risco de estar, com o preço de seu ingresso, financiando o sofrimento dos animais que você tanto quer ver de perto:

Em junho de 2016, um dos “Templos dos Tigres”, onde monges e animais viviam em suposta harmonia, foi fechado pela policia ao terem sido encontrados 40 filhotes de tigres congelados dentro de um freezer.

Em abril do mesmo ano, uma elefanta que trabalhava carregando turistas nos Templos de Angkor, no Camboja, morreu de parada cardíaca por exaustão.

O 360meridianos tem um texto que ajuda a refletir sobre o que é ético numa atração com animais.

Aos que vão à Tailândia com esse intuito, a dica que posso dar é que conheçam os projetos da Save Elephant Foundation. Eles cuidam do Elephant Nature Park, em Chiang Mai, onde os animais vivem livres e é possível visitar ou ser voluntário por uns dias e é proibido montar nos elefantes.

11. Pesquise (muito) antes de visitar as tribos da Tailândia

Uma menina da tribo Hmong, em Chiang Mai, na Tailândia, vestindo roupas típicas, nas cores rosa e branco. Ela olha com seus olhos amendoados para a câmera e sorri.
Uma menina da tribo Hmong, em Chiang Mai.

A Tailândia tem muitas tribos indígenas vivendo nas regiões montanhosas do país, na fronteira com Myanmar. As principais são os Karen (de onde um sub-grupo, os Kayan, forma a famosa tribo das mulheres-girafa), os Hmong e os Akha. Há muitos tours que, saindo especialmente de Chiang Mai, levam turistas a conhecer suas rotinas, mas poucos deles são feitos de uma forma socialmente responsável.

Na maior parte dos casos, as taxas pagas pelos turistas sequer chegam a ser repassadas pelos agentes às tribos. O dinheiro que recebem por sua exposição ao turismo vem somente do artesanato que conseguem vender durante as visitas.

O caso das mulheres-girafa é ainda mais extremo. Por serem refugiadas birmanesas, mas não terem o reconhecimento disso pelo governo tailandês, não conseguem ter acesso à cidadania. E sem isso, seu direito a residência só lhes permite trabalhar com o turismo, como em um zoológico humano, o que gera uma relação limítrofe entre a manutenção das tradições pela cultura ou pela necessidade econômica.

O 360Meridianos tem um texto completo explicando a situação das mulheres-girafa na Tailândia.

Assim, quem quiser incluir alguma tribo no roteiro, mas conhecê-la de maneira eticamente responsável, deve pesquisar exaustivamente para encontrar empresas que beneficiem diretamente os locais antes de contratá-las. Em geral as que têm guias de origem das tribos são as melhores indicações.

12. Não estimule o turismo sexual

Dicas Tailândia: não estimule o turismo sexual. Uma placa escrito Skips Limbo Topless girls Free Bucket, em uma praia na Ilha de Phi Phi na Tailândia.

Ao andar pelas ruas de Bangkok ou, sobretudo, pelas praias de Phuket e Pattaya pode parecer que a prostituição  é regulamentada na Tailândia, mas não é.

Ser uma atividade ilegal não impede, no entanto, que se proliferem vários bairros da luz vermelha pela capital ou que se tenha uma cidade inteira, Pattaya, considerada um grande bordel a céu aberto.

Não é do meu perfil e não estou aqui para fazer o papel de moralista, cada um faz o que bem entender de seus dias de férias. Mas ao planejar uma viagem à Tailândia devemos todos, sim, refletir sobre o papel que temos, como turistas, nesta indústria.

O turismo sexual é tão intenso na Tailândia que já entrou na cultura viajante como uma atração à parte. Muita gente, mesmo sem qualquer intenção de pagar por uma noite de sexo, acaba incluindo outras atividades relacionadas no roteiro como o ponto onde eu queria chegar, o infame Ping Pong show tailandês.

A “apresentação”, um show bizarro de strip com pompoarismo, é conhecida por suas tentativas de golpes contra os turistas que fazem papel de plateia e seguem frequentando o local atrás do que seria “exótico”. Extorsão e ameaças de sequestro e cárcere privado fazem parte do relado comum de quem já foi.

E cá pra nós, é justamente por ainda existir quem vá atrás deste tipo de evento que a atividade se mantém. Ou alguém acha que os tailandeses também se interessam por isso em seu dia a dia?

É esse o tipo de turismo que queremos que se propague?

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Sobre o Autor

Carlos

Carlos nasceu em Petrópolis/RJ. Quando tinha 20 anos decidiu que, sozinho, viajaria para o lugar mais distante que pudesse com o primeiro dinheiro que conseguiu acumular. Após muita pesquisa e economia, saiu do país pela primeira vez e rodou por quatro países. De ônibus. Nos anos seguintes dificilmente havia um em que não estivesse planejando outra viagem. Hoje o produto destas pesquisas é compartilhado publicamente aqui, no Vida Cigana.

5 Comentários

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  • Pesquisando pelo google encontrei esse portal e adorei as dicas de viagem para Tailândia.
    Vamos dia 28Nov de SP para Hanoi. Em Hanoi vamos pegar um tour e o final em Saim reap. Dia 10Dez, vamos Para Bankoque, 5 pernoites. Vôo para Mai + 5 pernoites. Dia 20Dez Vôo para Phuket+ 6 Pernoites. Vôo para Dubai com um tour comprado+ 3 pernoites. Dia 02Jan retorno para Brasil.

  • Adorei as dicas de vocês! Esse post está super completo!!
    Estamos embarcando para a Tailândia (novamente) em duas semanas e uma das nossas maiores preocupações foi em fugir das monções. Por isso, organizamos o roteiro para o Golfo da Tailândia e queremos dar um pulinho no norte também.
    Já estamos arrumando as mochilas bem leves para não despacharmos nada, afinal, roupa lá é tão barato que vou acabar deixando para comprar aquelas calças maravilhosas por lá.
    Estou animadíssima!!! 😉
    Obrigada por lembrar do Projeto 101 Países!
    Beijos

    • Que invejinha, adoraríamos estar voltando pra essa parte do mundo! Divirtam-se muito e comprem bastante roupas lá também hehehe
      E adoramos o texto de vocês sobre o dress code, completíssimo!

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