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Machu Picchu: como aproveitar ao máximo sua visita

Machu Picchu Vida Cigana

Visitar Machu Picchu era o maior objetivo do meu primeiro mochilão. Aos 20 anos saía do Brasil pela primeira vez e atravessava todo o país e o altiplano boliviano de ônibus, para poder visitar a cidade sagrada dos Incas. Anos depois, em mais uma aventura pela América do Sul, estava de passagem pelo Peru, rumo ao Norte, mas quem resiste a uma nova visita estando tão perto? Daí conheci Larissa, e como ela nunca tinha visitado, bastou uma promoção de passagem qualquer para me levar uma vez mais à cidadela.

Com essa experiência talvez eu possa me considerar um viajante pós-graduado em Machu Picchu. No entanto, mesmo tendo passado por ali em três ocasiões diferentes, posso afirmar que ainda não consegui conhecer tudo o que existe disponível por lá. A cidade é fonte inesgotável de informações e cada visita gera um olhar diferente.

Tenho consciência que o turista padrão não se dá ao luxo de ir várias vezes ao mesmo local, e que em uma só visita, apesar da grandiosidade do local, deseja ver tudo o que o tempo, e principalmente, o preparo físico, permitir.

O parque abre às 6 da manhã e fecha às 4 da tarde. São 10 horas para explorar Machu Picchu, mas acredite, ainda é pouco para tudo o que é possível encontrar por lá.

A vista clássica do Cartão Postal

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Ao entrar no parque em si, você começará a subir uma seqüência de escadas que, após passar pela Casa do Guardião, levarão direto ao ponto onde se consegue a foto clássica que estampa todos os cartões postais da cidade. Caso entre assim que o parque abrir, a cidade estará coberta pela neblina da manhã, mas isso é bem comum na região. Basta esperar uns minutos para que o sol dissipe tudo.

A travessia da zona agrícola e a Porta de Entrada da cidade

Machu Picchu Vida Cigana Machu Picchu Vida Cigana

A urbanização de Machu Picchu é dividida muito claramente entre um trecho agrícola, com os terraços, e um urbano, com as residências e templos. Siga entre os terraços para a Porta de Entrada da cidade e deixe para ver a zona agrícola com calma no fim do dia. A Porta é outro daqueles pontos em que todos querem conseguir boas fotos e é preciso ter paciência para conseguir um momento sozinho.

O Setor dos Templos

Seguindo para a montanha de Huayna Picchu (aquela famosa que aparece atrás da cidade nos cartões postais), suba à parte mais alta da cidade, o Setor do Templos, onde estão, entre outros, o Observatório, o relógio solar (Intihuatana) e o Templo Principal, com o Templo das Três Janelas ao lado, representando os três níveis em que os incas dividiam o mundo.

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A pedra cerimonial e a subida a Huayna Picchu

Ao fim da travessia do Setor dos Templos, as subidas e descidas constantes na altitude peruana já terão causado um cansaço inicial. Aproveite os espaços cobertos e bancos que existem próximos à Pedra Cerimonial para um descanso.

Machu Picchu Vida Cigana

É neste ponto que há o registro daqueles que desejam fazer a subida do Huayna Picchu. Fique atento, pois desde 2013 é necessário comprar, pelo site oficial do governo, um ingresso específico para os que desejam fazer a escalada, com duas opções de horários de entrada. Com várias ruínas no caminho até o topo e a melhor vista da cidade e das montanhas em volta, para os que têm o preparo físico necessário é algo imperdível.

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O setor residencial e os Templos da parte baixa da cidade

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Voltando de Huayna Picchu, comece a caminhar em direção ao setor agrícola pela parte baixa da cidade. Ali fica a praça principal, as residências, a fonte que corre pela cidadela e templos importantes como o do Condor e o do Sol, a única construção circular existente.

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Suba do trecho baixo de volta à Casa do Guardião e dará para tirar umas fotos a mais da perspectiva da cidade, interagir com as lhamas e alpacas que habitam o parque e rever um ou outro ponto que tenha gerado um interesse maior.

O desgaste de um dia inteiro de caminhadas na altitude já deve estar pesando, mas caso você já não esteja completamente esgotado e ainda tenha algumas horas antes do parque fechar, ainda existem locais mais afastados, isolados da zona central da cidade, que pouquíssima gente visita, mas valem um esforço adicional.

A Ponte do Inca

Atrás da Casa do Guardião, uma trilha de meia hora serpenteando a montanha e alguns precipícios sobre o Rio Urubamba leva até a Ponte do Inca, uma das antigas entradas da cidade, mas completamente desconhecida a quem visita hoje a cidade.

O cerro Machu Picchu

Assim como o Huayna Picchu é possível escalar também a própria montanha onde está situada a cidade de Machu Picchu e tem o mesmo nome. Do mesmo modo que aquele, com o novo sistema online, os que quiserem se aventurar por aqui também deverão reservar antecipadamente a entrada no momento da compra dos ingressos. No entanto, perceba que não é possível escalar as duas em um só dia e optar por esta montanha impede o ingresso em Huayna Picchu, que é bem mais interessante historicamente.

A Porta do Sol

Machu Picchu Vida Cigana

Indo além da entrada para a escalada do cerro Machu Picchu, você começará a fazer a Trilha Inca Clássica, mas de maneira inversa. Após uma longa caminhada toda em subida é possível chegar à Porta do Sol, o primeiro marco de entrada na cidade, em geral conhecido apenas por aqueles que chegam à cidade pela trilha.

Perceba, portanto, que não é possível conhecer tudo isto em uma só visita e escolhas deverão ser feitas. É sempre difícil abrir mão de algo em uma viagem, mas pense que deixar uma ou outra coisa para trás pode se tornar uma ótima desculpa para voltar lá em uma nova viagem. Conheço gente que faz isso.

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Sobre o Autor

Larissa

Larissa é nascida em Niterói/RJ, mas já estudou em Nova York e morou na Nova Zelândia por um ano antes de iniciar a volta ao mundo que terminou em 2016. Sonhando em viajar desde que se entende por gente, mantinha um caderno cheio de recortes de jornais e revistas sobre o Egito quando tinha 7 anos de idade. Hoje esse caderno é virtual e engloba vários destinos. Os “recortes” são produzidos por ela e pelo Carlos, semanalmente, no Vida Cigana.

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