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O que fazer em Auckland: os pontos turísticos da cidade

A cidade de Auckland vista do outro lado da baía, com todos os seus prédios, com destaque ao Sky Tower, a torre mais alta do país. O céu está azul, com algumas poucas nuvens brancas. A cidade está na beira da água.

Muita gente afirma que, para um turista que chega à Nova Zelândia, não há o que fazer em Auckland, sugerindo que a viagem pelo país deva logo partir em direção ao interior, deixando para trás a maior de suas cidades.

Em parte a afirmação é correta, mas um pouco injusta. Porque não é questão de não haver nada o que fazer em Auckland, mas sim de, por comparação, existir muito mais o que explorar no restante do país.

Para quem chega à Nova Zelândia com os dias contados no roteiro, o tempo gasto em Auckland pode fazer com que outras atrações do país sejam deixadas de fora da viagem, o que seria um crime. Mas para quem se programa direitinho e viaja com o tempo adequado, ficar uns dias em Auckland para se ambientar à Nova Zelândia, enquanto conhece seus principais pontos turísticos, é a melhor atitude a ser tomada antes de partir para conhecer o restante do país.

Saiba mais: Onde ficar em Auckland: os melhores bairros da maior cidade da Nova Zelândia.

E ainda: Veja uma seleção de hotéis para sua hospedagem em Auckland.

O que fazer em Auckland

Homem sentado em banco de madeira no Albert Park, em Auckland, na Nova Zelândia. Ao redor, muitas árvores e verde. O home está vendo um mapa da cidade.

O desembarque na Nova Zelândia acontece, na maioria dos casos, no aeroporto de Auckland e sempre depois de um voo muito longo, com uma enorme mudança de fuso horário. A não ser que você já esteja na Austrália e de lá estenda sua viagem à Nova Zelândia, o desgaste será imenso e a ambientação nos primeiros dias será complicada.

Assim, aproveite o tempo que tiver na cidade para se reestruturar, caminhar pelas ruas principais e conhecer o ritmo de vida neozelandês.

Aos que tiverem mais dias de folga no roteiro, a dica é conhecer também os bairros e pontos turísticos de Auckland mais afastados do centro da cidade e quem sabe ainda explorar alguma das ilhas próximas.

Abaixo listamos nossas sugestões do que fazer em Auckland e detalhamos cada dica em seguida:

O que fazer no centro de Auckland, o Auckland CBD

O centro de Auckland, chamado pelos neozelandeses de CBD, é compacto e facilmente percorrido a pé. Para os recém-chegados, passear por suas ruas principais é excelente atividade para se ambientar na chegada.

Para ir mais longe, ou poupar uma caminhada maior, existem 3 linhas de ônibus turísticos na cidade bem fáceis de identificar:

  • City Link – vermelho. Roda o centro, do Wynyard Quarter até a Karagahape Road
  • Inner Circle – verde. Liga os bairros de Ponsonby e Parnell, cruzando de um lado a outro pelo centro.
  • Outer Circle – amarelo. É uma linha maior, que atinge diversos bairros, vai ao Parnell, ao Mount Eden, ao Mount Albert e Point Chevallier.

Para detalhes de horários, preços e rotas, acesse o site do AT – Auckland Transport (em inglês).

As principais ruas: Queen Street, Quay Street e Karangahape Road

A cidade de Auckland vista do alto da Sky Tower, onde só os pés da fotógrafa aparecem, em cima de um chão de vidro de onde é possível ver as ruas e os carros lá embaixo.

A Queen Street é a rua principal da cidade, onde está boa parte do comércio do centro. Ela liga o porto à Karangahape Road e às vias expressas que levam aos subúrbios. Andar pela Queen Street é frequente na rotina de todo turista recém-chegado a Auckland.

Paralela ao porto corre a Quay Street, na região do Britomart. A área é repleta de restaurantes e cafeterias e ótima para passar um tempo observando a movimentação do porto. Ao fim do dia, tire um tempo para observar e entrar no Ferry Building, às margens do golfo. Caminhe pelos píers e ao final você encontrará espreguiçadeiras para deitar e observar o pôr do sol.

Na parte alta, a Queen Street cruza com a Karangahape Road, a K Road como chamada pelos neozelandeses, a rua mais alternativa do centro. Pela K Road você encontrará um comércio mais descolado, restaurantes étnicos, casas de tatuagens e lojas que vendem produtos não legalizados em outros países (!).

Saiba mais: Os festivais de música e a celebração do verão na Nova Zelândia.

A Sky Tower

O que fazer em Auckland: Um homem se jogando da Sky Tower, a maior torre da Nova Zelândia, em Auckland. Ele está preso por cabos e praticando esportes radicais. Ao fundo, a cidade de Auckland lá embaixo, com o mar e prédios altos. O céu está azul com nuvens brancas.

Visível de quase toda a cidade, a Sky Tower é o maior ícone e principal ponto turístico de Auckland. A entrada do complexo é pela Victoria Street, próximo à esquina da Hobson Street.

Uma vez lá dentro, além de subir até o nível do observatório, de onde se vê toda a cidade de Auckland, é possível jantar em um restaurante giratório ou pagar para ter algumas emoções extras e logo se familiarizar com o país dos esportes radicais. A quem tiver coragem, na Sky Tower são oferecidos o SkyWalk – uma caminhada por fora da torre no nível do observatório – e o SkyJump – um salto externo, auxiliado por cabos, por toda a sua extensão.

Albert Park

O Albert Park, em Auckland, na Nova Zelândia. Na foto, vemos um banco vazio embaixo de uma enorme árvore com folhas verdes. Um caminho de cimento se encontra entre a grama verde.

Do outro lado do centro, próximo à Universidade de Auckland, fica o Albert Park, ideal para descansar, fotografar e passar um tempo nas diversas cafeterias próximas.

Dentro do Albert Park ainda fica a Auckland Art Gallery, a maior do tipo da Nova Zelândia.

Museu de Auckland

O Auckland Museum, um dos maiores museus da Nova Zelândia. Ele possui arquitetura clássica, com a fachada cheia de colunas e quinas pontudas. O céu está azul com algumas nuvens brancas.

No topo do Auckland Domain, o Museu de Auckland já vale a visita para observar o edifício onde está localizado e a vista da cidade de lá de cima.

As coleções do museu têm bastante material de história natural, arte e cultura maori e neozelandesa. Mas o foco é na participação do país nas Guerras Mundiais, algo tratado com extrema seriedade na Nova Zelândia.

Do Albert Park é possível chegar ao Museu de Auckland numa caminhada de 20 minutos. De transporte público, as linhas do Inner Circle e Outer Circle têm paradas próximas.

O Auckland Domain, onde está localizado o Museu, foi formado pela explosão da cratera de um antigo vulcão, o Pukekawa. A cidade de Auckland é recheada destes antigos vulcões, que formam uma atração à parte. Mas há outros lugares onde é mais fácil observá-los.

Os vulcões de Auckland

A região de Auckland possui aproximadamente 50 cones vulcânicos espalhados por sua área metropolitana. A maior parte deles teve geologicamente um período curto de atividade e as crateras formadas de suas explosões formaram lagos, como o Pupuke e o Orakei Basin, ou compuseram as diversas colinas, como o Auckland Domain, que vemos hoje distribuídas pela cidade.

Como são muitos e nem todos ainda mantém o formato característico de um vulcão, aqui vamos listar os maiores, mais famosos e mais acessíveis de serem incluídos em seu roteiro de coisas a fazer em Auckland.

Mount Eden

O que fazer em Auckland: O Mount Eden, o vulcão mais famoso de Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia. Na foto vemos o vulcão extinto com sua cratera coberta de grama verde. Uma sombra se projeta para dentro da cratera. Uma árvore se encontra na borda da cratera. O céu está parcialmente nublado, com o canto direito azul e a esquerda com bastante nuvens. Ao fundo vemos a cidade de Auckland, com a Sky Tower, a maior torre do país.

O Mount Eden é o mais famoso entre os turistas e ponto de parada obrigatório de todo visitante de Auckland. Localizado bem próximo do centro da cidade, a linha turística do Outer Circle faz parada na base do morro logo depois de passar pelo bairro de Parnell.

O cume do Maungawhau, o nome original do vulcão, é o ponto natural mais alto da cidade de Auckland. Lá, além de uma belíssima vista de Auckland, o viajante consegue observar sua cratera côncava mantida quase perfeita, dando uma noção muito real do que era o vulcão.

One Tree Hill

O que fazer em Auckland: One Tree Hill, um antigo vulcão que fica em Auckland, na Nova Zelândia. A colina possui um obelisco em seu topo e um caminho que vem até seu topo. A colina está coberta de grama seca numa coloração amarelada. O céu está azul com nuvens brancas. Árvores também são vistas no caminho. Na borda da foto é vista uma cerca de madeira.

One Tree Hill é um parque formado sobre a região por onde correu a lava da explosão de três crateras do vulcão ali existente. Em metragem quadrada, a área de base atingida faz com que este seja considerado o segundo maior dos vulcões de Auckland, atrás apenas do Rangitoto.

Como durante a explosão, as laterais do cone vulcânico foram rompidas pela lava, em One Tree Hill é mais difícil de visualizar o formato das antigas crateras. A área, no entanto, atrai por ser um importante memorial para a cultura maori, e por ter sido incorporada pela cultura pop, ao virar título de uma música do U2.

Para visitar One Tree Hill usando o transporte público da cidade a opção mais fácil é pegar um trem no Britomart até a estação de Greenlane e de lá caminhar até o parque.

Rangitoto

Uma mulher ruiva parada na borda de uma rocha, de frente do Rangitoto, um antigo vulcão em Auckland, na Nova Zelândia. Entre o vulcão e a rocha fica um mar azul. O céu está azul, com nuvens brancas.

O maior e mais impressionante vulcão de Auckland, o Rangitoto reina sozinho em uma ilha do Golfo de Huaraki, sendo visível da maior parte do litoral da cidade.

Por seu formato simétrico, o Rangitoto tem a imagem icônica dos vulcões que mais atraem a nós, turistas. Assim, incluir uma ida à ilha do Rangitoto deveria ser item obrigatório na hora de decidir o que fazer em Auckland a qualquer visitante.

A possibilidade deste passeio, no entanto, é pouco divulgada e são raros os turistas que efetivamente vão até lá. Nós mesmos, estivemos por um ano na Nova Zelândia e só descobrimos que isto era permitido depois de termos saído do país (não cometam o mesmo erro, por favor!).

Para visitar a ilha do Rangitoto basta pegar o ferry que sai do porto de Auckland, ou do bairro de Devonport. A viagem completa dura 25 minutos.

Ao chegar lá, a trilha do porto ao topo do vulcão, gerenciada pelo departamento de conservação da Nova Zelândia, dura 1 hora em uma caminhada moderada de 4 a 5 km.

Os bairros além do centro

Caso seus dias na cidade sejam reduzidos, sua programação provavelmente ficará restrita aos pontos turísticos do centro de Auckland, mas os demais bairros também têm muito a oferecer.

Ponsonby

Uma rua em Auckland com seus carros estacionados e repleta de árvores com galhos altos e verdes. O dia está ensolarado.

Ponsonby é o bairro boêmio e descolado de Auckland. Por lá você encontrará diversos restaurantes étnicos, além de bares, cafeterias e bem mais opções para quem procura o que fazer em Auckland durante a noite.

Para chegar até lá em transporte público, pegue a linha do Inner Circle no centro e desça na parada da Ponsonby Road.

Devonport

Um casal sentado na beira do mar, debaixo de uma árvore, com um veleiro ao fundo. Do outro lado do mar fica outro bairro, com casas. No canto direito da foto também tem outro casal sentado na grama aproveitando o dia.

Devonport é o bairro que fica do outro lado do golfo de Huaraki, bem em frente ao centro de Auckland. Para chegar até lá é necessário cruzar a Auckland Harbour Bridge ou, de maneira mais interessante aos turistas, pegar um ferry do centro até o porto de Devonport, numa viagem ótima para sentir o clima portuário da cidade.

Devonport é um bairro muito tranquilo, com um casario histórico, sem muitas atrações de destaque, mas bem interessante para passar um tempo, caminhar pelos parques e praças e, especialmente, observar a vista privilegiada.

As Praias do North Shore e da Costa Oeste

Uma mulher corre na frente do mar ao longe, onde apenas sua silhueta aparece. O céu está azul, o mar, azul esverdeado e a areia é clara.

Além de mergulhar na agitada vida urbana, o turista recém-chegado à Nova Zelândia pode também decidir aproveitar as inúmeras praias espalhadas pela cidade na hora de decidir o que fazer em Auckland.

A maior cidade do país é banhada pelas duas costas neozelandesas: o Oceano Pacífico, através do Golfo de Huaraki, e o Mar da Tasmânia, na costa oeste da cidade. Dos dois lados o visitante encontrará praias lindas e cada uma delas com características próprias.

Saiba mais: 11 praias em Auckland para fugir do estresse da cidade grande.

As praias mais próximas da cidade, as do North Shore e, um pouco mais além, na Hibiscus Coast, são de águas mais calmas e de areias brancas, ideais para banho (no verão) e passeios mais tranquilos. Entre elas, algumas ótimas opções, e bem acessíveis, são as praias do bairro de Takapuna.

Do outro lado, na costa oeste, as praias são mais agitadas e de areias negras. São locais quase virgens, muito procuradas por surfistas e por quem queira um contato maior com a natureza. Visitar a trinca de praias da região – Piha, Bethells e Karekare – é fundamental a quem viaje em busca das melhores imagens que Auckland pode proporcionar.

A ilha de Waiheke

O que fazer em Auckland, a ilha de Waiheke - Uma pequena praia na Nova Zelândia, com uma pequena faixa de areia, com o mar claro, algumas rochas, um pedaço de terra ao fundo. O céu é azul com poucas nuvens brancas.

A 40 minutos de ferry do centro da cidade, a ilha de Waiheke é um dos passeios de bate e volta favoritos dos moradores de Auckland. Seus visitantes vão atrás de suas praias, suas diversas vinícolas e, especialmente, do ritmo de vida mais tranquilo da ilha.

Apesar de um dia ser suficiente para uma passagem geral pelas atrações da ilha, o ideal para explorar o local com calma é encontrar um bom hotel ou guesthouse para pernoitar e aproveitar o amanhecer ainda em Waiheke.

Veja mais informações sobre a ilha de Waiheke no site de turismo do governo da Nova Zelândia.

Quantos dias ficar em Auckland?

Homem em pé olhando para a cidade de Auckland, na Nova Zelândia, com a Sky Tower ao fundo. O céu está nublado.

Há muitas atrações para serem exploradas em Auckland. Mas, para o turista recém-chegado, é difícil a escolha entre estender seus dias na maior cidade do país e conhecê-la a fundo, ou encurtar sua estadia, visitando apenas as atrações básicas, para logo partir ao interior do país.

Para ajudar na decisão, seguem algumas sugestões de roteiros baseados no que listamos acima:

O que fazer em Auckland em 2 dias:

Para quem tem pouco tempo, enquanto se recupera dos efeitos do jet lag, concentre-se em conhecer os pontos turísticos do centro de Auckland.

No primeiro dia caminhe pelo porto, pela Queen Street, suba a Sky Tower, visite o Albert Park e a Auckland Art Gallery. Depois experimente ir mais longe, ao Museu de Auckland, ao Mount Eden e termine o dia com um jantar em Ponsonby.

O que fazer em Auckland tendo de 3 a 5 dias:

Com alguns dias a mais alugue um carro e vá explorar os pontos mais distantes como o One Tree Hill, as praias de Piha e Karekare ou Takapuna. Para quem prefere circular em transporte público, dá pra ir ao One Tree Hill de trem, atravessar o golfo de ferry até Devonport ou ir à ilha do Rangitoto.

O que fazer em Auckland em 7 dias:

Com uma semana inteira disponível dá pra riscar todos os pontos citados da lista e ainda garantir um fim de semana tranquilo na ilha de Waiheke, em meio aos vinhedos antes de seguir viagem.

Com tanto tempo disponível na cidade você terá a certeza de ter conhecido tudo o que Auckland tem a oferecer. E estará pronto para se impressionar ainda mais com o que a Nova Zelândia irá proporcionar a sua viagem quando finalmente partir ao interior.

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Sobre o Autor

Carlos

Carlos nasceu em Petrópolis/RJ. Quando tinha 20 anos decidiu que, sozinho, viajaria para o lugar mais distante que pudesse com o primeiro dinheiro que conseguiu acumular. Após muita pesquisa e economia, saiu do país pela primeira vez e rodou por quatro países. De ônibus. Nos anos seguintes dificilmente havia um em que não estivesse planejando outra viagem. Hoje o produto destas pesquisas é compartilhado publicamente aqui, no Vida Cigana.

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