Home » Quem Somos

Quem Somos

Vida Cigana Quem somos

Vida Cigana é Larissa e Carlos, um casal que devia estar contente por ter um emprego serem ditos cidadãos respeitáveis e ganharem quatro mil cruzeiros por mês (sdds Raul), mas preferiu largar tudo o que tinha e sair viajando pelo mundo sem data de retorno (ou assim pretendemos que seja).

Largar tudo pode ser força de expressão, mas caso sua definição pessoal de “largar tudo” seja sair de empregos dos quais não somos proprietários e devolver um apartamento alugado à imobiliária, sim largamos. Mas se este tudo for ampliado um pouco e visto mais de perto… não, apenas estocamos nossos pertences para a data do retorno (se houver, claro – e longínqua, esperamos). Seguir viajando indefinidamente é um desejo, ainda que inviável no momento.

Há diversos casos de pessoas, casais ou mesmo famílias inteiras autodenominados nômades digitais, viajando continuamente enquanto trabalham de maneira remota. Posts relatando a atitude deles pipocam ao montes pelos Hypeness da vida.

Naturalmente, todos têm a capacidade de gerir seus empregos e negócios online. No nosso caso isto é, em parte, possível, pois Larissa é fotógrafa e, em tese, pode trabalhar em qualquer parte do mundo (em tese, veja bem). Já Carlos é arquiteto, e ainda que tudo o que precise para trabalhar seja um computador e uma conexão a internet, não há ainda quem execute um projeto a distância.

Largamos nossos empregos fixos, mas continuamos trabalhando como freelancers. Viver desta forma seria um impeditivo caso ainda estivéssemos morando no Rio de Janeiro com contas e despesas regulares a serem pagas, mas viajar continuamente pode ser mais barato que manter um apartamento fixo.

House sitting

Saímos do Brasil com dinheiro suficiente para nos mantermos por dois meses e um Working Holiday Visa, que nos garantiria a possibilidade de trabalhar regularmente na Nova Zelândia caso as contas começassem a não fechar. Saímos também com dois acordos de house sitting acertados, um período inicial em Napier que nos ajudaria a nos habituarmos ao país, e outro no fim do ano, em Wellington. Cuidaríamos das casas e dos animais em troca de hospedagem gratuita. A nossa idéia era que estes períodos nos ajudassem a reduzir despesas e nos desse segurança para buscar algum emprego regular. Não poderíamos estar mais errados.

Ou melhor, subestimamos o quão certo pode dar viver de house sitting. Nossos gastos foram tão reduzidos e as experiências têm sido tão gratificantes que não paramos naqueles dois iniciais. Encaixamos outros dois períodos entre eles e já temos outros pré-agendados para 2015.

Quer viajar deste mesmo modo? Aprenda como em nosso E-book e nunca mais pague hotel!

Nômades digitais

Nossa relação com o trabalho que sustenta nossas viagens é dependente do local em que estamos. O que não nos impede de viajar continuamente, apenas selecionamos o modo Hard da coisa. Não nos denominamos nômades digitais, portanto. Ou, não nos denominamos nômades digitais, ainda. Mas a possibilidade está logo ali. Se conseguimos nos manter viajando em um país com um custo de vida elevado, por que não seguir desta forma onde é mais barato viver? Por que não seguir assim pra sempre? Voltar a um emprego fixo ou conhecer o mundo?

Vida Cigana, o blog

Não nos denominamos nômades ainda, preferimos ciganos. Larissa é cigana, de sangue, e mesmo não tendo crescido imersa na cultura, se orgulha disto e acredita estar remetendo às suas raízes ao viajar desta forma.

A roda de carroça

Nosso símbolo e marca, a roda de carroça (em romani, roda de vurdón) está presente na bandeira dos povos ciganos. É através dela que eles se mantém em constante movimento. O vermelho simboliza a paixão pela vida e a força da transformação. Para nós serve de inspiração para seguir na jornada.

Apenas um rapaz latino americano

Vida Cigana também é título de música do Belchior, que não sabemos se é mesmo de sua autoria e sequer conhecíamos antes de escolher o nome. Fora a grande batalha que temos que travar para sermos listados no Google entre tantas regravações que a música teve, se tornou muito apropriado homenagear também um cara que vive anos de sonho e de sangue e de America do Sul, e que diz andar pelo mundo prestando atenção em cores de Almodóvar e Frida Kahlo. Ou que certo dia abandonou a vida que tinha e foi viver numa vila no interior do Uruguai.

Close