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Como planejar sua viagem (e montar seu roteiro) pelo Sudeste Asiático

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Geograficamente o Sudeste Asiático é toda aquela região localizada ao sul da China e a leste da Índia. Vai do Myanmar (a antiga Birmânia) a oeste, até as Filipinas, a leste, às margens do Oceano Pacífico, passando por Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, Malásia, Cingapura, Indonésia, Brunei e o Timor Leste, totalizando 11 países.

O Sudeste Asiático é uma área muito vasta e culturalmente diversa, permitindo (ou exigindo) vários meses de viagem para ser explorada por completo.

Apesar de a região ter um dos custos de vida mais baixos para viajantes, tornando-se ponto de concentração de mochileiros e nômades digitais de diferentes origens, não planeje seu roteiro pensando que sua viagem dará conta de cobrir tudo o que o Sudeste Asiático tem a oferecer de uma só vez.

Como planejar sua viagem (e montar seu roteiro) pelo Sudeste Asiático

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Nosso roteiro de viagem pelo Sudeste Asiático: começando pelo Laos, em outubro, terminando em CIngapura, em janeiro.

Tenha em mente que seus dias disponíveis, o clima na época da viagem e os custos com vistos, transporte e bagagens podem influenciar bastante a composição de seu roteiro. Na hora de colocar no papel que países e cidades visitar, todas estas questões devem ser cuidadosamente analisadas e ao final, sua viagem pode tomar um rumo bem diferente daquilo que você imaginava antes de iniciar seu planejamento.

1. As chuvas de monções no Sudeste Asiático

O clima no Sudeste Asiático é regulado por um complexo sistema de monções que, simplificadamente, divide as estações locais em dois tipos: a seca e a chuvosa.

Mas não é qualquer chuvinha: em alguns locais é algo tão concentrado que a chuva de um ano inteiro cai em apenas alguns meses.

A intensidade das chuvas, associada à falta de infraestrutura de alguns países da região, pode comprometer completamente sua viagem, interrompendo-a por dias devido à impossibilidade de deslocamento de um ponto ao outro.

O primeiro elemento a ser checado, portanto, na hora de elaborar seu roteiro de viagem pelo Sudeste Asiático é prever se as chuvas de monções estarão ou não no seu caminho. E caso estejam, acredite, é melhor que seja você esteja preparado para desviar.

Acha exagero? Veja o relato do pessoal do 360 Meridianos quando visitaram a Tailândia em Maio.

Na hora de planejar, leve bastante em consideração a época do ano. Nós temos uma completo mostrando as melhores épocas do ano para viajar para a Tailândia que também vale para ser usado pro trecho continental do Sudeste Asiático.

Para montar o restante de nosso roteiro, usamos ainda o mapa do Selective Asia, que te permite escolher o mês de viagem para cada país mostrando as condições em um sistema bem intuitivo.

2. Vistos de entrada no Sudeste Asiático

Muita gente aproveita os baixos custos para planejar um roteiro de viagem pelo Sudeste Asiático da mesma maneira como se fosse um tour com agencia de turismo pela Europa: incluindo o maior número de países possível para aumentar a quantidade de carimbos a exibir no passaporte.

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O problema é que, ao contrário do continente europeu, em muitos países do Sudeste Asiático, brasileiros precisam pedir visto prévio de entrada antes de conseguir carimbar seus documentos. E apesar de em muitos casos ser possível conseguir o visto no momento do desembarque (visa on arrival) os custos de todos eles somados podem ser um dos maiores a serem considerados no orçamento de sua viagem.

Além disso, vale ter em mente que o modelo de visto mais simples não permite múltiplas entradas, o que obriga que seu roteiro seja construído de tal forma a não realizar um zigue-zague entre os países.

(Informações sobre vistos sofrem alterações constantemente. Cheque com a embaixada/consulado antes para evitar surpresas)

  • Brasileiros não precisam de visto para Cingapura, Malásia, Tailândia e Filipinas. (Mas lembre-se que em geral exigem um passaporte válido por pelo menos seis meses, passagem de saída, comprovação financeira e, em alguns casos, o comprovante de vacinação de febre amarela. Verifique também a estadia máxima permitida, pois isto pode variar bastante de um país a outro).
  • Brasileiros pode conseguir visto no desembarque (visa on arrival) para o Laos, Camboja, Indonésia e Timor Leste. Neste caso você traz umas fotos 3×4, preenche os formulários do visto e paga as taxas na chegada, conseguindo o visto logo antes do carimbo de entrada. Cada visto destes custa entre US$30 e US$40.
  • Já para os vistos para o Vietnã, Myanmar, e Brunei o visto deve ser conseguido com antecedência ou ao menos pré-arranjado pela internet. Os custos no caso destes países podem ser bem mais elevados.

Leia mais: 3 formas de conseguir o visto para o Vietnã

Indo além? Viaje e trabalhe por até um ano na Nova Zelândia com o Working Holiday Visa para brasileiros ou descubra como conseguir visto para a Austrália pela internet.

3. As fronteiras terrestres no Sudeste Asiático

Outro fator importante a ser considerado, antes de sair incluindo diversos países em seu roteiro pelo Sudeste Asiático, é definir em que ponto e de que forma você fará cada travessia de fronteira. Os pontos de divisa entre países são sempre áreas de potenciais riscos aos turistas por possíveis golpes, incluindo os próprios policiais nisso (olá, Camboja!) e dificuldade de transporte, pois em alguns casos estão localizadas em áreas bem remotas e de difícil acesso.

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Sempre que planejar um ponto de travessia de fronteira, pesquise informações no Google de quem já fez e caso encontre poucos relatos, desista e tome outro rumo. Não vale a pena encarar um posto fronteiriço que não esteja acostumado a receber turistas.

4. Voos internacionais

Para reduzir o estresse com as fronteiras, vale considerar comprar passagens aéreas entre um país e outro, já que aeroportos são bem mais amigáveis que os postos terrestres. Apesar de um voo internacional não ser tão low-cost assim no Sudeste Asiático, ainda é bem barato ao ser considerada a relação custo/benefício.

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Com sorte, entre cidades maiores como Bangkok, Hanoi, Kuala Lumpur, Cingapura e a ilha de Bali, há tanta concorrência entre as empresas que os preços podem ser bem atrativos.

Leia mais: Os aeroportos de Bangkok: como chegar e sair de maneira barata

5. Voos domésticos e os deslocamentos internos no Sudeste Asiático

Já dentro de um mesmo país, comprar uma passagem aérea pode não ser tão mais caro que ônibus e trens (a não ser que você viaje como os locais, por horas a fio, sem ar condicionado ou qualquer conforto).

Especialmente nos países com mais infraestrutura e longas distancias internas a serem percorridas como a Tailândia e o Vietnã, comprar passagens aéreas domésticas pode custar só alguns dólares a mais e salvar horas (ou dias) de viagem.

6. Bagagens: o que e quanto carregar em uma viagem pelo Sudeste Asiático

O quê, quanto e de que forma você carrega sua bagagem também é determinante no planejamento de uma viagem pelo Sudeste Asiático.

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Uma mala pesada não só comprometerá seu deslocamento e será impraticável de ser carregada no calçamento irregular das ruas, como fará com que você pague muito mais taxas para despachá-la em qualquer viagem aérea que queira fazer.

Organize-se para viajar apenas com a mala de mão. Sem despachar bagagem!

Leia mais: Não siga nossos passos! Saiba como não organizar a bagagem para uma viagem longa.

Pode parecer absurdo, mas é completamente possível viajar pela região inteira apenas com os 7kg de bagagem limitados a serem carregados dentro da cabine do avião.

O clima no Sudeste Asiático é extremamente quente e sem importar a época do ano de sua viagem tudo o que você precisará são roupas leves, botas de caminhada e chinelos. Nada de calças jeans ou casacos pesados.

Isto te salvará dezenas de dólares a cada voo. As companhias low-cost da região cobram taxas para despacho de bagagem que muitas vezes dobram os custos de cada bilhete.

Como saímos do Brasil cheios de roupas de frio para viajar pela Nova Zelândia, antes de encararmos o calor do Sudeste Asiático fizemos uma parada em Cingapura (local de nosso último house sitting na Ásia), deixamos nossas malas maiores com toda a tranqueira desnecessária e partimos para explorar o continente com uma só mochila cada um.

Com nosso Guia de House Sitting viajar o mundo fica muito mais fácil. Mude sua forma de viajar!

Vocês, que ao contrário de nós, têm a chance de sair do Brasil já organizados para a realidade do Sudeste Asiático, não cometam o mesmo erro e venham com bagagem reduzida.

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Sobre o Autor

Carlos

Carlos nasceu em Petrópolis/RJ. Quando tinha 20 anos decidiu que, sozinho, viajaria para o lugar mais distante que pudesse com o primeiro dinheiro que conseguiu acumular. Após muita pesquisa e economia, saiu do país pela primeira vez e rodou por quatro países. De ônibus. Nos anos seguintes dificilmente havia um em que não estivesse planejando outra viagem. Hoje o produto destas pesquisas é compartilhado publicamente aqui, no Vida Cigana.

8 Comentários

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  • Gostei muito do vosso post, cheio de detalhes 😀 Atualmente estou a viver em Chiang Mai, na outra metade do ano vivi por Bangkok, mas entretanto já me faço à estrada pelo sudeste todo.

    • Chiang Mai é um cidade que adoramos! Passamos pouco tempo aí, mas pensamos em voltar, pelo baixo custo de vida. E Bangkok nós passamos quase um mês, adoramos mesmo 🙂
      Quando puder, visite o Camboja e Angkor!

  • Acompanho sempre as aventuras de vcs é me inspirei por elas a viajar pelo mundo. Agora em fevereiro viajo pra Tailândia.. viajo sozinho.. vcs acham melhor se hospedar em hostel ou Arbnb? Obrigado e continuem na aventura maravilhosa de vcs 🙂

    • Oi Júnior, obrigado pela parceria!
      Viajando sozinho pelo Sudeste Asiático ficar em hostel é imbatível, cara. Reservar apto no Airbnb pode ser uma boa se você tiver estadias longas numa mesma cidade, dando preferência ao conforto no lugar da economia.

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