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Como organizar (e curtir) sua visita ao Coliseu de Roma

Visita ao Coliseu de Roma

Pode não ser a obra mais importante ou a mais antiga da Roma Antiga, mas uma visita ao Coliseu de Roma é obrigatória a todo turista que desembarque na capital da Itália devido à fama obtida por sua grandeza e preservação, que o tornou o grande símbolo do que um dia foi o Império Romano.

Construído com o nome de Anfiteatro Flávio, no coração da cidade, sob o poder do imperador Vespasiano, hoje é conhecido como Coliseu devido a uma enorme estátua de Nero que se encontrava em seus arredores. O “apelido” veio bem a calhar, afinal, o Coliseu é gigantesco, tanto em suas proporções quanto em intensidade.

Fazer uma visita ao Coliseu romano sempre foi um dos meus maiores sonhos e, apesar de ter sido um dos locais mais tumultuados que já vimos, nada disso me frustrou. Pelo contrário, passar por ele toda vez que saíamos do hotel me fazia suspirar e imaginar os gritos das multidões ecoando de lá há alguns milênios.

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Entendendo um pouco sobre a história do Coliseu de Roma

Visita ao Coliseu de Roma

Como dito anteriormente, o Coliseu romano foi um projeto do imperador Vespasiano, tendo sido inaugurado por seu filho, Tito e depois terminado por seu irmão mais novo, Domiciano – todos da dinastia Flávia, de onde recebeu seu nome: o Anfiteatro Flávio. Era parte da política do “pão e circo”, onde a população se distraía assistindo aos espetáculos e comendo o que era servido lá.

Originalmente a edificação possuía quatro andares e abrigava 90 mil espectadores. A título de comparação, o Maracanã hoje reformado abriga cerca de 80 mil torcedores.

O Coliseu romano sediou jogos com gladiadores, animais exóticos e, depois do surgimento do cristianismo, com fiéis da recém-criada religião, onde os espetáculos sempre terminavam em carnificina. Levando o espetáculo além, utilizando de artifícios teatrais e cênicos, o Coliseu em alguns momentos também era palco de batalhas navais (!), com a arena inundada e barcos guerreando no centro. Cerca de 500 mil pessoas e um milhão de animais foram mortos no Coliseu.

Em seu período com as funções originais, a história do Coliseu durou cerca de 400 anos, só parando após a queda de Roma. De lá pra cá, sua deterioração se deve ao tempo (dã), terremotos, incêndios e saques que ocorreram desde sua construção, entre os anos de 75 e 90 d.C.

Para ver mais do Império Romano: As termas romanas de Bath, na Inglaterra.

A visita ao Coliseu romano (por fora)

Visita ao Coliseu de Roma

Como tudo em Roma tem fila e exige paciência, fazer uma visita ao Coliseu não é das tarefas mais simples. E como se não bastasse, a infraestrutura turística local é falha e nada é bem informado, com placas confusas e falta de funcionários para auxiliar o viajante. Para quem faz a visita por conta própria (como gostamos de fazer sempre) pode ser um martírio caso não esteja preparado.

Antes de tudo: chegue cedo. Indo de metrô, a estação Colosseo, da linha B (azul), para exatamente na porta do monumento, não tem como se perder.

O Coliseu de Roma abre às 8:30 da manhã, então esteja lá neste horário ou mesmo antes disso para evitar as enormes filas e fugir de pegar o sol romano alto no céu enquanto espera do lado de fora.

Para ver mais sobre o Império Romano: York, na Inglaterra: a histórica cidade ao norte do país.

Com medo, após lermos inúmeros relatos de filas gigantescas na entrada do Coliseu, usamos o Roma Pass como entrada em nossa visita ao Coliseu, o que nos permitiria pular a fila e entrar direto no anfiteatro. Mas não poderíamos imaginar que o “comprar o ingresso do Coliseu antecipado para evitar as filas em Roma” já é algo amplamente difundido e o “pular a fila” seria na verdade entrar em outra fila somente para quem já havia adquirido o ingresso ou possuía o Roma Pass. No fim, aliado à falta de organização na entrada que deixava uma fila se misturar à outra, dava tudo no mesmo. Frustrante.

Visita ao Coliseu de Roma

Com algum sufoco e depois de meia hora esperando (em baixa temporada), e com a sorte da fila ficar à sombra do próprio Coliseu, entramos.

Com nosso Roma Pass, tínhamos direito a fazer a visita ao Coliseu pelo circuito simples, onde o turista tem acesso ao térreo e ao segundo anel. Caso queira visitar o subsolo e o terceiro anel, é preciso comprar um ingresso mais caro e com antecedência, visto que esse tour só comporta 25 pessoas por vez e só é liberado em determinadas épocas do ano.

Visita ao Coliseu de Roma

Este tour em grupo pode valer não só pelo conhecimento passado como por ser uma opção mais simples para quem quer fugir das filas a todo custo, uma vez que há uma entrada exclusiva a seus integrantes. Ao redor do Coliseu você ainda vai ser abordado por centenas (sem exagero) de guias oferecendo tours similares como forma de furar a fila, mas não sabemos qual a real qualidade ou procedência deles. Na dúvida, reserve antes, pela internet, no site da Coopculture.

Para quem, como nós, encara a visita sem tour fechado, tome cuidado: reiteramos que na maioria das atrações de Roma, as sinalizações e textos expositivos são muito mal feitos e mal conservados, com pouquíssimas explicações. Um desperdício diante de uma obra como esta. Para não depender somente do que estudou sobre a história do Coliseu na escola e evitar ficar ao léu e desorientado enquanto circula pelo monumento, na bilheteria é possível alugar um guia em áudio e vídeo para aproveitar melhor sua experiência. Ou respire fundo e vá com a cara e a coragem.

A visita ao Coliseu romano (por dentro)

Visita ao Coliseu de Roma

Enorme e misterioso, a mais magnífica obra que restou do Império Romano, assim é o Coliseu por dentro. Com suas ruínas onde só o contorno do que acontecia ali durante o Império Romano é revelado, ele nos deixa de boca aberta com toda a sua grandeza.

Com toda sua áurea milenar, é incrível fazer uma visita ao Coliseu e caminhar por aqueles corredores, cercados de arcos e pedras que já foram tocados por pessoas de todas as épocas.

Visita ao Coliseu de RomaVisita ao Coliseu de Roma

Não existem mais arquibancadas, nem o piso da arena, mas o que restou nesses milênios que passaram nos faz recriar na mente todo o ambiente em detalhes (para quem já assistiu Gladiador, essa função fica mais fácil ainda).

Difícil é se locomover, dependendo da hora em que for visitar. Como uma ruína em permanente estado de conservação, uma visita ao Coliseu comporta apenas três mil pessoas por vez, então imagine os poucos corredores disponíveis totalmente lotados. Tirar fotos é praticamente uma saga. Filas se formam em nichos onde é possível fotografar “em paz”, mas quem disse que turista respeita né? É uma arena onde cada um tem que lutar por sua própria vida selfie. Tenha calma que depois de algumas longas tentativas, você consegue sua foto fingindo que não tem trocentas pessoas em volta.

Visita ao Coliseu de RomaVisita ao Coliseu de Roma

Acho que o segredo de uma visita ao Coliseu é, acima de tudo, ter paciência. Por maior que seja, são poucos lugares com acesso liberado somado a um dos monumentos mais visitados do mundo. Por isso, relaxe, aprecie o maravilhoso e único lugar em que está pisando. As fotos são detalhes. No final, mesmo com todo o perrengue, vale a pena. É o Coliseu. Ponto.

E se puder, dê uma passadinha por ele durante a noite. A vista vale um retorno 😉

Visita ao Coliseu de Roma

Saiba mais: 13 Dicas de fotografia para melhorar suas fotos de viagem.

Onde ficar hospedado em Roma*

Visita ao Coliseu de Roma

Durante nossa estadia em Roma, ficamos hospedados no Apartments Marco Aurelio 49, um apart-hotel a 3 minutos do Coliseu. Quando eu disse lá em cima que toda a vez que saíamos do hotel, dávamos de cara com o Coliseu, não estava exagerando.

Não podíamos pedir nada melhor numa estadia. Lugar impecável, com sala, cozinha, banheiro e quarto, extremamente bem decorados, coloridos e perfeitos para quem quer ter um cantinho para chamar de seu em Roma.

O quarto era muito confortável, dava gosto só de olhar. Uma cama enorme, com televisão, armários, lareira e ar condicionado (para as extremas estações do ano romanas). A sala, com sofás lindos e a cozinha, com tudo que uma pessoa precisa ao se alugar um apart-hotel, até uma máquina de café expresso, o xodó de Carlos.

Visita ao Coliseu de Roma

E todos os dias nos serviam de torradas, geleias e biscoitos.

O único porém eram as escadas. Por ser em um prédio antigo, não tinha elevador e tivemos que carregar nossas malas até o quarto andar, onde nos hospedamos. Mas nada que nos fizesse mudar de ideia, afinal, o lugar era realmente incrível.

 

*Larissa e Carlos se hospedaram em Roma a convite do Apartments Marco Aurelio 49.

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Sobre o Autor

Larissa

Larissa é nascida em Niterói/RJ, mas já estudou em Nova York e morou na Nova Zelândia por um ano antes de iniciar a volta ao mundo que terminou em 2016. Sonhando em viajar desde que se entende por gente, mantinha um caderno cheio de recortes de jornais e revistas sobre o Egito quando tinha 7 anos de idade. Hoje esse caderno é virtual e engloba vários destinos. Os “recortes” são produzidos por ela e pelo Carlos, semanalmente, no Vida Cigana.

3 Comentários

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  • Boa tarde! Parabéns pelo blog, estou adorando! Eu e meu namorado vamos à Itália em maio e estamos programando as visitas. Gostaria de fazer uma visita com guia ou audio-guia ao Coliseu. Estou achando os guias muito caros, e gostaria de saber se consigo ter acesso a um audio-guia em portugês no local mesmo, ou se tenho que reservar com antecedência, você sabe me informar? Não estou encontrando essa informação na internet.. Se tiver audio-guias lá, será que tenho que pegar a tal da fila gigante para adquirir? Porque estou pensando em comprar o Roma Pass, e na teoria não precisaria ficar na fila. Obrigada, um abraço!

  • Oie! Acompanho o blog há um tempinho, e pretendo tentar o working holiday visa esse ano. Queria saber qual seguro saúde vocês fizeram para esse 1 ano na Nova Zelândia… Estou pesquisando por aqui, e contratar aqui no Brasil está ficando bem caro.
    Pelo google encontrei o “orbit protect”, um seguro da própria NZ, e que inclusive tem uma opçãosó para working holiday visa, e o melhor, beeeem mais barato. Queria saber se vocês já ouviram falar, conhecem alguém que teve, etc.

    Obrigada desde já. 😉

    • Nós conhecemos este e é realmente o mais barato, mas não foi o que usamos porque precisávamos de um que também cobrisse o seguro de nosso equipamento fotográfico. Por isso não podemos opinar se é bom mesmo de fato ou não, mas diversas agências têm parceria com eles e não imagino que você teria algum problema.

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