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Camboja

3 formas fáceis de conseguir o visto para o Camboja

três crianças, duas meninas e um menino cambojanos andando pelas ruas de Phnom Penh, a capital do Camboja. eles voltam da escola pois estão os treês uniformizados. os três sorriem para a câmera.

Brasileiros (e a maior parte das nacionalidades do mundo) precisam de visto para o Camboja para fazer turismo no país.

Para nós, isso ainda traz uma dificuldade adicional, já que não existem representações consulares do Camboja por aqui. Neste caso, aquela velha estratégia de pedir o visto antecipadamente junto à embaixada não é uma possibilidade.

Mas existem 3 outras formas, e bem fáceis, do viajante conseguir seu visto para o Camboja, como listamos abaixo:

Para decidir qual das três melhor se enquadra em seu perfil, planeje seu roteiro pelo Sudeste Asiático com antecedência. Assim, você saberá de antemão de que forma entrará no país, e terá a certeza de que o processo escolhido por você para tirar o visto para o Camboja é o mais adequado.

Indo além? Veja também como conseguir o visto para o Vietnã.

Visto para o Camboja antecipado, pela internet

O pôr do sol em Angkor, no Camboja. O sol está se pondo atrás das árvores e na frente do lago. Muitas nuvens e o céu está azul e amarelo.

O Governo do país disponibiliza um site oficial, o evisa.gov.kh, onde visitantes podem solicitar o visto para o Camboja e receberem o documento diretamente em seu email.

O processo inteiro é bem simples. Serão exigidos os dados do seu passaporte (que deve ter ao menos 6 meses de validade), uma foto, em padrão de passaporte, digitalizada em boa qualidade e o pagamento da taxa de US$ 40,00 (30 pelo visto, mais 7 pelo serviço deles e mais 3 de taxa do cartão de crédito) com um cartão de crédito internacional.

Com tudo certo, o visto é enviado ao email cadastrado em até 3 dias úteis. Depois disso, basta imprimir duas cópias do documento e apresentá-las junto ao seu passaporte, uma para deixar na chegada ao país e outra na saída.

Mas há algumas coisas que você deve ficar atento ao usar o e-visa:

  • O visto para o Camboja é valido por até 3 meses após a data de emissão. Não tente requisitar com antecedência maior que essa ou perderá o dinheiro pago por ele.
  • O visto é válido para uma entrada de até 30 dias. Só é possível estender a estadia indo pessoalmente a uma embaixada. E para entrar mais de uma vez no país será necessário fazer o processo inteiro novamente. Portanto, planeje com cuidado seu roteiro.
  • Apenas 3 fronteiras terrestres aceitam o e-visa:  na fronteira com a Tailândia, em Poi Pet (vindo de Bangkok) e em Cham Yeam (para quem segue a Koh Rong) e na fronteira com o Vietnã, em Bavet (a quem cruza da cidade de Ho Chi Minh a Phnom Penh). O visto eletrônico não é aceito nas fronteiras com o Laos. O Governo do Camboja disponibiliza um mapa atualizado mostrando todas as fronteiras e que tipos de vistos são aceitos em cada uma.
  • Para sair do país, no entanto, não existe a mesma limitação e praticamente todas as fronteiras aceitam o e-visa, até as menores. Use o mesmo mapa indicado acima como orientação.

Mais sobre o país: Saiba como visitar os Templos de Angkor, no Camboja.

Visto para o Camboja na chegada, nos aeroportos

O caminho para um dos templos de Angkor no Camboja. O céu está azul com nuvens brancas que refletem no lago a frente que está cheio de vitórias régias.

Aos que não quiserem requisitar o visto para o Camboja antecipadamente, pela internet, e têm a intenção de iniciar sua viagem por algum de seus aeroportos internacionais, o governo permite que seja concedido o visto no desembarque, o chamado “visa on arrival”.

O processo é bem similar ao visto online, mas feito todo manualmente. Você preenche um formulário que é entregue pela tripulação de seu voo ou coletado no terminal e o entrega na área de imigração do aeroporto. Junto a ele devem ser apresentadas duas fotos em tamanho de passaporte e o valor da taxa de emissão, que oficialmente são US$ 30,00 (em 2016).

Faço questão de ressaltar que oficialmente são 30 dólares porque é difícil encontrar informações concretas sobre os valores realmente cobrados. Os esquemas de corrupção nas fronteiras do Camboja são comuns e há casos de quem tenha pago 35 ou 40 dólares. O conselho que posso dar é que vá preparado e não tente discutir o valor exigido, já que as áreas de imigração são sempre tensas.

Além disso, os que optarem por receber o visto para o Camboja nos aeroportos devem se prevenir quanto aos seguintes pontos:

  • Haverá filas. E das longas. Apesar de ser possível receber o visto pela internet, a maior parte dos visitantes prefere a comodidade de fazer tudo na hora. Isto gera uma grande espera para que todos passem pelo processo imigratório. Para facilitar um pouco, leve uma caneta e preencha o formulário ainda no avião, se possível.
  •  Leve fotografias em tamanho 3×4 e 5×7 para que não dê margem a dizerem que não estão em tamanho adequado. Desembarcar sem as fotografias não impedirá que você consiga seu visto para o Camboja, mas abrirá mais uma oportunidade para que cobrem uma taxa extra pela emissão.
  • Vá com dinheiro em espécie, em dólares americanos, suficiente para pagar todas as taxas. Não são permitidas outras formas de pagamento e não há caixas eletrônicos para fazer saques antes da área de desembarque dos terminais. O dólar já é praticamente a moeda oficial do Camboja e você deverá estar preparado pra isso em sua viagem, mas se por algum motivo você precisar pagar em outra moeda, saiba que a cotação usada será extremamente desfavorável.

Visto para o Camboja na chegada, nas fronteiras terrestres

Templos de Angkor no Camboja

Ao contrário do visto para o Vietnã, onde o “visa on arrival” só é concedido a quem desembarca pelos aeroportos internacionais, o visto para o Camboja é estendido como uma possibilidade também a quem chegue ao país por via terrestre, mesmo nas fronteiras menores, com o Laos.

Essa opção pode ser a ideal a quem prefere viajar com a máxima flexibilidade na hora de montar seu roteiro. Ou a quem pretenda economizar um pouco mais na viagem, entrando no país de ônibus ao invés de pagar por um voo internacional. (Os voos para o Camboja são bem caros quando comparados aos países vizinhos).

Foi esta a opção que escolhemos. Conseguimos nossos vistos de entrada ao cruzarmos a fronteira em um ônibus que nos levava da Cidade de Ho Chi Minh até Phnom Penh, a capital do Camboja.

Eu imagino que o processo oficial seja feito da mesma forma que o que ocorre nos aeroportos, com um formulário e exigência de fotos, mas não tenho como afirmar com certeza. Isso porque o que aconteceu conosco – e o que ocorre com muitos que entram por terra no Camboja – foi completamente diferente.

Ao comprar a passagem, ainda no Vietnã, a funcionária da empresa de ônibus avisou que o visto para o Camboja custaria US$35 para cada, cinco a mais que o preço oficial. Como já havíamos lido muitos relatos sobre isso, imediatamente entendemos que haveria alguma “taxa extra” envolvida.

Na chegada à fronteira, um funcionário da empresa perguntou um a um aos passageiros se já tinham visto. A quem não tinha, pedia os passaportes e cobrava antecipadamente os 35 dólares, conforme avisado.

Com uma pilha de passaportes nas mãos, só ele entrou no setor de imigração enquanto todos esperavam no ônibus. Alguns minutos depois ele retornou já com os vistos afixados aos documentos. Não preenchemos nada, não entregamos fotos e nem sequer vimos pessoalmente o agente de imigração, mas lá estava o visto para o Camboja autorizando nossa entrada.

O fato de histórias como esta que ocorreu conosco serem comuns entre viajantes só reforça o quanto estas fronteiras são uma espécie de terra sem lei. E como falei anteriormente, nessas horas não há margem para que nós, como turistas, questionemos qualquer coisa. O melhor a fazer é aceitar a orientação dos locais, esperar e torcer que tudo dê certo. Fora os instantes tensos que passamos entre o momento em que entregamos os passaportes até os recebermos de volta, nada correu fora do que já haviam nos orientado.

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Sobre o Autor

Carlos

Carlos nasceu em Petrópolis/RJ. Quando tinha 20 anos decidiu que, sozinho, viajaria para o lugar mais distante que pudesse com o primeiro dinheiro que conseguiu acumular. Após muita pesquisa e economia, saiu do país pela primeira vez e rodou por quatro países. De ônibus. Nos anos seguintes dificilmente havia um em que não estivesse planejando outra viagem. Hoje o produto destas pesquisas é compartilhado publicamente aqui, no Vida Cigana.

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