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Como incluir uma viagem para Bolívia no roteiro de seu mochilão

Como incluir a Bolívia no roteiro do mochilão, Vida Cigana
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Com 20 anos e os primeiros pagamentos que consegui juntar, arrumei minha mochila e parti, de ônibus, do Rio de Janeiro até a fronteira do Mato Grosso do Sul com a Bolívia. Era a primeira vez que saia do país e o não tão belo povoado de Puerto Quijarro, no meio da selva boliviana foi meu primeiro contato com o mundo exterior. De lá pra cá estive na Bolívia praticamente a cada dois anos e já acumulo 10 carimbos de entrada e saída do país em meus passaportes, pelos mais diferentes postos de fronteira possíveis.

Fazer uma viagem para Bolívia é muito barato, extremamente rica culturalmente e te faz passar por incríveis paisagens naturais. Ideal, portanto, a quem queira ter uma experiência completamente diferente da que teria no Brasil, mas sem ter que queimar as economias ou ir muito além dos muros de casa.

Inexplicavelmente muitos viram as costas e desprezam um país com tantas possibilidades e experiências a nos oferecer.


Saiba mais: Conheça o Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo


Inclua uma viagem para Bolívia no roteiro do seu mochilão

Para tentar eliminar este fantasma que faz muitos viajantes apagarem nossos irmãos andinos de seus roteiros, elaboramos um mapa com diversas opções de rotas e listamos algumas maneiras de incluir uma viagem para Bolívia no roteiro do seu próximo (ou primeiro) mochilão pela América do Sul.

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De Avião

Ir de avião significa que sua viagem para Bolívia começará pelo Viru-Viru, o aeroporto internacional de Santa Cruz de La Sierra. Apesar de a capital de fato ser em La Paz e constitucionalmente em Sucre, Santa Cruz é o grande centro econômico e financeiro do país, e hub para a grande maioria dos vôos com destino a Bolívia.

Ao contrário do que o preconceito inicial possa imaginar, o Viru-Viru é bem confortável e seguro. Larissa e eu até passamos uma noite dormindo por lá, esperando uma conexão sem maiores problemas.

Por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

Por terra, o Brasil oferece uma enorme faixa de fronteira com a Bolívia, mas os pontos de cruzamento são feitos essencialmente por Mato Grosso do Sul, entre Corumbá e Puerto Quijarro, de onde sai o famoso Trem da Morte até Santa Cruz, e entre Cáceres, no Mato Grosso e San Matias. Em ambas é possível encontrar diversos ônibus que, assim como a linha férrea, te levam até Santa Cruz, mas o trem, apesar do nome, ainda é a melhor opção, acredite.

Pelo Norte da Argentina

Aos que pretendam visitar o Norte da Argentina, Salta, Jujuy e a Quebrada de Humauaca, estender um pouco mais a viagem até a fronteira não é tão difícil. Há ônibus de todos estes locais que seguem até La Quiaca, de onde é possível cruzar a pé até Villazón, já no lado boliviano, e de lá seguir em veículos locais até Potosí. Vale notar apenas que Potosí fica acima dos 4 mil metros e subir sem a devida aclimatação pode causar vários problemas relacionados à altitude.

Pelo Norte do Chile

viagem para bolíviaAntes da Guerra do Pacífico (século XIX) a área do Deserto do Atacama pertencia à Bolivia e era a saída pro mar que o país luta para ter de volta. A rixa entre Chile e Bolívia ainda permanece, o que pode complicar um pouco a vida de quem queira cruzar de um lado a outro da fronteira, mas ainda existem algumas opções.

Do litoral chileno é possível pegar um trem de Arica a La Paz, ou um ônibus que faça o mesmo trajeto. Um pouco mais ao Sul, de Iquique saem veículos não só a La Paz como a Oruro também.

Pelo Deserto do Atacama e Salar de Uyuni

A melhor opção aos que chegam pelo norte chileno é aproveitar a viagem e fazer a travessia pelo Salar de Uyuni. De San Pedro do Atacama é possível entrar em algum dos tours organizados e passar 3 dias incríveis em meio ao deserto e suas lagoas multicoloridas antes de chegar ao Salar, no ponto alto da viagem.

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Pelo Peru e Lago Titicaca

Aos que vêm de Lima, Cusco e vistam Machu Picchu, é possível seguir viagem para Bolívia até as margens do Lago Titicaca. Do lado peruano temos Puno e as Ilhas Flotantes de Urus, e na margem boliviana a cidade de Copacabana, (de onde se origina o nome da praia do Rio de Janeiro, sabiam?) Tiwanaku e a Ilha do Sol, antes de chegar a La Paz.

Leia mais: Saiba como aproveitar ao máximo sua visita a Machu Picchu

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Rotas não recomendadas

Nem todos os caminhos disponíveis serão boas escolhas. Há alguns a serem evitados.

Por Rondônia e Acre

Os departamentos bolivianos de Beni e Pando ainda são regiões rurais e isoladas pela floresta do restante do país. Em Rondônia é possível cruzar de Guajará-Mirim a Guayaramerin e no Acre, de Brasiléia a Cobija, mas uma vez no lado boliviano as estradas não serão pavimentadas, e pela distância a ser percorrida, acaba sendo mais fácil da fronteira conseguir algum vôo às cidades maiores.

Pelo Paraguai

O Norte paraguaio e sudoeste boliviano são compostos pelo Chaco, uma região alagável similar ao nosso Pantanal e extremamente remota. Certa vez encontrei uns paulistas que decidiram voltar ao Brasil “cortando caminho” pelo Chaco e pegaram dengue!

O essencial em uma viagem para Bolívia

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Tendo escolhido sua rota ideal de entrada e saída do país, o círculo essencial para se conhecer em uma viagem para Bolívia é o compreendido entre Santa Cruz, Oruro, Cochabamba e especialmente Sucre, Potosí e La Paz. Visitar estes locais, apesar de não cobrir o país todo, dará um bom panorama do que é a Bolivia e o que ela tem a oferecer.

 

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Sobre o Autor

Carlos

Carlos nasceu em Petrópolis/RJ. Quando tinha 20 anos decidiu que, sozinho, viajaria para o lugar mais distante que pudesse com o primeiro dinheiro que conseguiu acumular. Após muita pesquisa e economia, saiu do país pela primeira vez e rodou por quatro países. De ônibus. Nos anos seguintes dificilmente havia um em que não estivesse planejando outra viagem. Hoje o produto destas pesquisas é compartilhado publicamente aqui, no Vida Cigana.

5 Comentários

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  • Adorei as suas dicas. Moro em Cuiabá e conheço um pouco da Bolívia. Concordo que o país merece ser visitado.
    Recentemente fui duas vezes para lá e para o Peru, passando pelo Acre. Mas preferi entrar no país pelo Peru.
    Na primeira viagem fui de avião até Rio Branco, segui para de taxi lotação e van até Puerto Maldonado, com apenas uma parada para conhecer Cobija, que por sinal tem aeroporto, com vôos para Lá Paz e Santa Cruz.
    De Porto Maldonado segui de avião para Cuzco e de lá fui de bus até Copacabana.
    Na segunda viagem, fui de carro, passando por Cuzco e seguindo até Lá Paz. A programação incluia o Salar de Uyuni e o deserto do Atacama, mas meu sobrinho adoeceu em Lá Paz e tivemos que voltar.
    Mas o Salar que me aguarde, apesar dos meus 61 anos ainda vou conhecê-lo.

    • Uau Lourdes, é muito raro ver alguém de 61 anos se aventurando assim! Parabéns pela ousadia e coragem!
      E seja otimista mesmo, se você já foi para Bolívia e Peru, nada te impede de ir ao Salar, lá é lindo e único!
      Nos conte quando for!
      Abraços!

    • Oi Maria, de Santa Cruz você consegue um ônibus para Potosí e de lá outro para Uyuni, de onde você pode atravessar para San Pedro do Atacama e depois Calama. Ou pode seguir para Oruro e de lá ir em um trem até Uyuni, fazendo a travessia da mesma forma.
      Outra opção é seguir até La Paz e de lá atravessar em ônibus para Iquique e ir de lá para Calama, o que evita a travessia do Salar podendo ser mais rápido.

      O ideal no entanto, caso sua intenção seja visitar somente o Chile e não a Bolívia é ver o preço de trajetos aéreos. A LAN tem vôos diretos de Santa Cruz a Iquique.

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