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Delta do São Francisco: o melhor passeio no Velho Chico

A duna no delta do São Francisco, na divida entre Alagoas e Sergipe. Com suas areias branquinhas, cheias de coqueiros altos, céu azul com algumas poucas nuvens brancas pintando o céu e as águas do Velho Chico verdinhas, difícil achar lugar tão bonito nesse nosso Brasil.
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Meses depois de conhecer o Rio Amazonas, tivemos a oportunidade de visitar o Rio São Francisco, o maior rio inteiramente brasileiro. Presente em várias obras literárias, musicais e cinematográficas, o Velho Chico, como é carinhosamente conhecido, recebe muitos visitantes por ano, e em grande parte brasileiros. Há uma enorme variedade de passeios turísticos que podem ser feitos ao longo do curso do rio, mas provavelmente o mais impactante e bonito de todos é o que leva os visitantes ao delta do São Francisco.

O Rio São Francisco

O rio São Francisco em seu delta, com suas águas verdes, céu azul e areias claras.

O Rio São Francisco foi descoberto por Américo Vespúcio em 4 de outubro de 1501, e por causa da coincidência da data, foi chamado de São Francisco, visto que é o mesmo dia de homenagem ao santo.

Nascido em Minas Gerais, o velho Chico percorre os estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, sendo exatamente na divisa dos dois últimos que se encontra o delta, onde suas águas doces se encontram com as do mar.

Existem várias maneiras de visitar o delta do São Francisco e aqui explicamos as formas mais comuns:

Como é o passeio ao delta do São Francisco

Um barquinho perto do delta do São Francisco, em Brejo Grande, no Sergipe. A água é verde, o céu, azul e cheio de nuvens branquinhas, e vários coqueiros em suas margens.

Independente de qual dos dois estados fronteiriços – Sergipe ou Alagoas – o visitante inicie sua viagem, o passeio ao delta do São Francisco tem o mesmo destino final, o enorme banco de areia que existe na foz onde o rio encontra o Oceano Atlântico.

Na parte sergipana, o vilarejo de onde os barcos saem para o passeio fica em Brejo Grande, a 2 horas de Aracaju. Já do lado alagoano, os barcos saem de Piaçabuçu, cidade a 2 horas de Maceió. Assim, a diferença entre qual estado partir neste caso é quase inexistente sendo um passeio bem agradável tanto a quem visita Sergipe quanto Alagoas.

Dois meninos nadam em Brejo Grande, cidade nas margens do rio São Francisco, em Sergipe.
Crianças nadam nas águas do Velho Chico em Brejo Grande.

O trajeto de barco das cidades até o banco de areia na foz demora mais ou menos uma hora. É possível fechar o tour com agências das cidades grandes, antes de chegar aos vilarejos, ou então contratar um barquinho “particular” no local, sendo este último mais flexível em relações aos horários de partida.

O caminho pelo rio é incrível, com suas margens cheias de vida, muita vegetação e plantações de coqueiros erguendo-se imponentes nas orlas. As águas verdinhas do rio contrastam com a cor laranja da terra ao redor. O vento percorre o rio como se fosse uma larga avenida, então passe bastante protetor solar, ou você nem vai perceber que está torrando na brisa gostosa do Velho Chico.

O caminho até o delta do São Francisco, perto de Brejo Grande, em Sergipe. A terra é vermelha, com coqueiros em seu topo, o céu azul com algumas nuvens brancas e a água é verdinha.

Ao chegar mais próximos do fim, a terra dá lugar à areia, e uma enorme duna surge bem onde o rio abraça o mar. De cair o queixo. É ali que nosso barco aporta e onde passamos a próxima hora.

A nossa ida ao delta do São Francisco

O delta do São Francisco, lugar maravilhoso entre os estados de Alagoas e Sergipe. Visitamos num lindo dia ensolarado, com céu azul, nuvens brancas, areias claras e água verdinha. Muitos coqueiros também para embelezar mais.

O nosso passeio foi coroado com um céu de brigadeiro, acrescentando o azul ao verde das águas e o branco da areia.

Resolvemos tirar um tempo para caminhar até a ponta da duna, bem onde as ondas do mar invadem o Rio São Francisco. Lá, a areia corre como o vento, pintando a duna de tonalidades brancas e negras. A energia é forte, afinal, é o Velho Chico deixando de ser doce para se entregar ao mar. O tempo ainda nos deixou mergulhar nas águas geladas do São Francisco. Perfeito para o calor sergipano (Ou seria alagoano?). Naquela altura do campeonato, difícil dizer. Nordestino.

O delta do São Francisco, entre Alagoas e Sergipe, com uma duna de areia dividindo o mar do rio. O céu é azul e a água, verde.
O Rio São Francisco em primeiro plano e o Oceano Atlântico atrás da faixa de areia.

O banco de areia do delta do São Francisco, com a areia voando em tons claros e escuros. Ao fundo, um homem anda na beira do rio, que tem águas verdes. O céu está azul, e coqueiros se encontram no lado direito da foto.

Como dica de segurança, não saia de perto dos barcos, a correnteza é forte e o rio é bem profundo. Para os que não se sentem confortáveis, uma pequena lagoa de águas mornas se encontra no meio da duna, perfeita para crianças também.

A duna no delta do São Francisco, com o céu azul, areia clara, coqueiros e uma lagoa em seu meio.
A lagoinha de águas mornas no banco de areia.

Aproveite para comer algo no banco de areia, lá é cheio de barraquinhas de espetinhos de carne, cocadas, bolo de aipim e artesanato local. É uma ótima opção para quem não quer pagar o preço absurdo dos restaurantes de Brejo Grande e Piaçabuçu.

Passado o tempo estipulado no passeio, voltamos até o vilarejo de onde partimos, no nosso caso, em Brejo Grande, onde almoçamos e seguimos viagem até Aracaju.

Chegando ao delta do São Francisco saindo de Aracaju

As águas do rio São Francisco em seu delta, com as águas indo do transparente ao verde claro. As areias são claras e o céu bem azul com algumas nuvens.

Com agência

No nosso caso, mantivemos base em Aracaju, onde fomos visitar a região a convite da rede Ibis de hotéis em parceria com a ABBV. Lá, nosso passeio foi agendado com a Nozes Tur, uma das maiores agências de Aracaju. No pacote está incluído o translado de Aracaju a Brejo Grande em um ônibus bastante confortável e o catamarã até o banco de areia no delta do São Francisco.

O translado de ônibus de Aracaju a Brejo Grande dura 2 horas, levando um total de 4 horas ida e volta. O ônibus passa nos hotéis para buscar os passageiros e o passeio sai às 9h da manhã, retornando por volta das 18h.

Chegando a Brejo Grande, pegamos o catamarã da própria Nozes Tur com capacidade para 80 pessoas. Fomos servidos de laranjas enquanto navegávamos pelo São Francisco. Chegamos ao banco de areia depois de uma hora de barco, e depois teríamos mais uma hora no rio antes de voltar a Brejo Grande. Após o almoço, hora de voltar a Aracaju.

Fique atento: quando fomos, o guia nos disse que o almoço em Brejo Grande estava incluído no pacote, mas chegando lá, a dona do restaurante avisou que a informação estava errada e cada um teve que desembolsar 35 reais para um buffet nada farto e sem bebidas, onde não haviam mais opções ao redor. Sem saber, aceitamos, mas na duna existem opções para comer. Então, já sabendo com antecedência, confirme se a refeição está incluída no passeio. Caso não esteja, duas opções justas são comer no banco de areia, que oferece petiscos baratos e que dão para segurar a viagem de volta até Aracaju, ou então levar seu próprio almoço/lanche.

De carro

Muitas pessoas decidem ir até o delta do São Francisco por conta própria num esquema de bate e volta, tendo assim mais liberdade para explorar o delta do São Francisco.

O turista que escolher chegar sem agência em Brejo Grande precisará apenas pagar pelo passeio no catamarã que irá levá-lo de Brejo Grande ao delta. Mas caso você queira contratar um barqueiro, a cidadezinha é cheia deles esperando por turistas nas margens do rio, então é só chegar e negociar na hora. Deste modo você poderá fazer o passeio seguindo o seu roteiro, determinando quanto tempo durará a estadia.

Para quem não vai com veiculo próprio, é recomendado que o aluguel do carro de Aracaju até Brejo Grande seja feito com antecedência, antes da viagem. O percurso dura uma hora e meia a ida (131 km) pela BR 101 Norte, uma estrada boa e sinalizada.

Dormindo em Brejo Grande

Para os que não querem fazer bate e volta, preferem dormir no caminho e voltar para Aracaju no dia seguinte, existem algumas poucas opções de hospedagem em Brejo Grande, a maioria situada perto da saída dos barcos.

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Chegando ao delta do São Francisco saindo de Maceió

Mulher nas dunas do delta do São Francisco segurando uma canga no ar enquanto ela balança com o vento. A areia é clara e o céu azul.

De agência

Os passeios saídos de Maceió são bem parecidos com dos de Aracaju. A cidade base para ir ao delta do São Francisco é Piaçabuçu, onde lá é servido o almoço no passeio e de onde partem os barcos pelo rio, até o banco de areia. Existem passeios de agência que só incluem o translado de Maceió até Piaçabuçu, ou então somente o catamarã até o delta. Fica a critério do visitante montar seu roteiro e escolher a melhor opção.

De carro

Alugando o carro com antecedência, o trajeto de Maceió até Piaçabuçu se dá pela AL – 101, estrada que beira o litoral, valendo a pena pelo visual das mais belas praias brasileiras. Chegando em Piaçabuçu, caso não tenha fechado o passeio de catamarã com alguma agência, é possível também contratar barqueiros na beira do rio e negociar o tour.

Dormindo em Piaçabuçu

Piaçabuçu é uma cidade relativamente grande para a região, com quase 20 mil habitantes, e possui algumas opções de hospedagem. Vale a pena para quem não quer se desgastar em um bate e volta, e também para quem quer ir parando nas várias praias paradisíacas alagoanas no meio do caminho e curtir num ritmo mais lento.

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Onde ficar em Aracaju

Em Aracaju, nos hospedamos em dois hotéis da rede Ibis, o Ibis Aracaju e o Ibis Budget. Mesmo sendo da mesma empresa, possuem estilos completamente diferentes.

Ibis Aracaju

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Localizado no bairro do Jardins, uma região bem urbana, perto do Shopping Jardins e do centro de convenções de Aracaju, o Ibis Aracaju (ou Ibis Jardins, como também é conhecido) é muito bom para os turistas e a hospedagem perfeita para quem visita a cidade a negócios.

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O Ibis Aracaju possui quartos muito confortáveis, com camas espaçosas e banheiros amplos. No saguão destaca-se a decoração bastante moderna e uma cozinha aberta praticamente 24 horas, com um variado cardápio, indo de hambúrgueres artesanais a pratos refinados variando dia a dia. Em nossa estadia jantamos todos os dias lá, de tão gostoso e aconchegante. O café da manhã na rede Ibis é cobrado a parte, mas vale a pena pagar pela enorme variedade.

Reserve sua estadia no Ibis Aracaju e garanta uma excelente experiência durante sua viagem a Aracaju.

Ibis Budget

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Voltado a um perfil de viajante mais econômico que o Ibis Aracaju, o Ibis Budget fica num ponto perfeito para os turistas: em frente à Praia do Atalaia, a mais famosa de Aracaju.

Com uma decoração meio lúdica, com cores juvenis e móveis que lembram jogos de videogames, o Ibis Budget possui quartos menores e têm o banheiro dividido entre box e o vaso sanitário, com a pia dentro do quarto. Também não possui restaurante, mas é possível comprar congelados na recepção e fazer você mesmo no microondas do saguão.

Para quem quer economizar no orçamento e ainda ficar muito bem localizado, o Ibis Budget é uma ótima pedida.

*Larissa e Carlos visitaram Aracaju a convite da rede Ibis em parceria com a ABBV. O passeio ao Delta do São Francisco foi oferecido como cortesia em ação conjunta do Ibis com a Nozes Tur.

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Sobre o Autor

Larissa

Larissa é nascida em Niterói/RJ, mas já estudou em Nova York e morou na Nova Zelândia por um ano antes de iniciar a volta ao mundo que terminou em 2016. Sonhando em viajar desde que se entende por gente, mantinha um caderno cheio de recortes de jornais e revistas sobre o Egito quando tinha 7 anos de idade. Hoje esse caderno é virtual e engloba vários destinos. Os “recortes” são produzidos por ela e pelo Carlos, semanalmente, no Vida Cigana.

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