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Austrália Reflexões

Imigração na Austrália: a impotência quando um país não recebe bem seus visitantes

imigração na Austrália
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Ao contrário da maior parte dos países, a Austrália tem uma forma diferente de conduzir o processo de imigração em suas fronteiras. Por ser um continente e uma ilha ao mesmo tempo, o Governo Australiano considera que seja possível sustentar de maneira permanente um controle super-rigoroso de tudo o que entra e sai do país, como forma de manter o continente livre de contaminações vindas do exterior. E isto não se aplica apenas a importação de bens e produtos, restringindo também a entrada no país de seus visitantes.

A cor do seu passaporte influencia (e muito) a maneira como, ao desembarcar, a imigração na Austrália trata seus turistas.

Leia mais: Como conseguir o visto para Austrália pela internet

O caso do aeroporto internacional de Melbourne

Nós tivemos uma péssima experiência assim que desembarcamos no Tullamarine, o aeroporto internacional de Melbourne, mas deixamos algumas semanas passarem para produzir este texto, para que não fôssemos levados a escrever com o fígado, baseado apenas em nossas impressões iniciais.

Rottnest Island Australia
A Austrália é muito mais divertida do que a impressão que o setor de imigração passa!

 

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O processo de imigração na Austrália é cansativo, desgastante e contém pitadas de um preconceito institucionalizado que só colabora para que se crie uma má fama ao redor do país.

Nós estávamos vindo de Wellington, na Nova Zelândia, com destino a Perth, na Western Australia, local de nosso primeiro house sitting no país, mas nosso itinerário nos obrigava a fazer uma conexão em Melbourne, com duas horas de intervalo entre o desembarque e o vôo seguinte. Achávamos que seria tempo suficiente para a conexão, e até excessivo, mas ah, como éramos ingênuos. Pensávamos que a imigração na Austrália seria simples, como foi em nossa chegada à Nova Zelândia ou até, pasmem, nos Estados Unidos, mas não poderíamos estar mais enganados.

Leia mais: O que fazer em Perth, na Austrália, a cidade grande mais isolada do mundo.

A imigração na Austrália é feita no primeiro ponto de entrada no país. No nosso caso, o aeroporto de Melbourne, durante o tempo de conexão entre os voos.

No saguão, uma fila enorme, indo além do espaço disponível para imigração, cruzava todo o local. Era a fila dos “outros”.

imigração na Austrália
Saca só as duas “filas” – a da esquerda é invisível

Ao lado, um corredor tão longo quanto, mas vazio, reservado apenas para portadores de passaportes do modelo eletrônico, o e-passport, e de determinadas nacionalidades como: britânicos, americanos, neozelandeses e cidadãos de Cingapura (como é que chama quem nasce em Cingapura?).

O tal passaporte eletrônico

A não-fila do lado parecia mais uma pista expressa de rodovia. O afortunado portador do passaporte escaneava por conta própria seu documento, imprimia um papel e seguia saltitante para a cabine para receber seu carimbo de entrada.

working holiday visa

Enquanto isso, seguíamos na fila dos visitantes não desejados, em pé e parados por horas em busca do direito de visitar aquele país.

Note que, exceto neozelandeses, todos os turistas, de todas as nacionalidades, precisam requisitar um visto prévio para passar pela imigração na Austrália. Todos os que estávamos ali já havíamos enviado a documentação pedida, comprovado o pagamento das devidas taxas e sido aprovados pelo sistema do governo.

Leia mais: Viaje e trabalhe por um ano na Nova Zelândia com o Working Holiday Visa

Ainda assim precisávamos nos submeter a horas de fila para que checassem uma vez mais os documentos.

Mas peraí, o passaporte brasileiro é eletrônico!

Sim, há anos o passaporte brasileiro é emitido no modelo eletrônico, mas isso não parecia importar muito para a imigração na Austrália. Com medo de perdermos a conexão, várias vezes questionávamos os seguranças se poderíamos fazer o processo expresso, mas nos negavam.

working holiday visa nova zelândia para brasileiros
Olha só o símbolo de passaporte eletrônico ali embaixo!

Tentei então esconder com as mãos a nacionalidade, exibindo apenas o símbolo de passaporte eletrônico na capa e isto parecia torná-los mais solícitos. Mas quando viam o documento de perto logo voltavam à negativa.

Ainda assim, e por conta própria, tentei escanear o documento. O equipamento, reconhecendo que se tratava de um modelo de passaporte eletrônico, publicou uma mensagem de desculpas dizendo que não poderia processar o pedido para aquela nacionalidade.

É triste quando uma máquina é o ser mais compreensivo que você encontra pelo caminho.

O tempo de conexão para realizar a imigração na Austrália

Caso seu destino final na Austrália não seja o seu primeiro ponto de desembarque, deixe um intervalo bem grande entre os voos, vá com calçados confortáveis e prepare-se para uma maratona.

imigração na Austrália
Duas horas carregando bebê de colo, que tal?

Nós, com “apenas” duas horas entre os voos, em determinado momento já sabíamos que não haveria tempo suficiente para percorrer a extensão da fila e realizar todo o sistema de imigração na Austrália.

Não acredita na gente? A mesma demora aconteceu com o pessoal do IPartiu! quando foram da Nova Zelândia para Bangkok, com escala em Melbourne.

Por diversas vezes questionamos diferentes funcionários do saguão, explicando que corríamos o risco de perder nossa conexão pela lentidão do processo. Normalmente seríamos passados à frente – em alguns países há inclusive funcionários das companhias aéreas controlando isto – mas a resposta era de embasbacar, pois diziam: – As companhias estão cientes do atraso e vão realocar vocês em outro voo.

Sério? Simples assim? O sistema não consegue, em duas horas, me dar uma autorização para entrar no país e por isso eu perco meu voo?

Ainda tentei explicar, em vão, que minha conexão era para Perth – do outro lado do país – e que não seria tão simples assim arrumar outro voo. Mas segundo eles as empresas voariam de hora em hora e não tinha porque eu ter tamanha preocupação, bastando esperar (mais ainda).

A institucionalização do preconceito

O caminho expresso era restrito a pouquíssimas nacionalidades. Junto a nós, na fila contendo todo o resto da humanidade, havia franceses, alemães, italianos – gente que não está muito acostumada a sofrer este tipo de acareação. Isto ao menos nos fazia achar que o rigor era desnecessário, mas uniformemente distribuído pelo mundo.

No entanto, após horas em pé, começamos a notar uma movimentação estranha na fila: alguns policiais estavam selecionando e abordando determinadas pessoas, mas sem que pudéssemos entender o que poderia ser.

imigração na Austrália
Gente, mas a Austrália é legal, viu? (mas venham com tênis confortáveis para horas em pé)

Isto até que Larissa foi uma das pessoas escolhidas, e lhe perguntaram: – Você está viajando com passaporte Francês?

Os europeus que, coitados, não podem passar tanto tempo em pé, estavam sendo escolhidos para passarem à outra cabine, sem que “oficialmente” o sistema permitisse.

Mas me pergunto ainda o porquê de justo os europeus, se havia centenas de famílias de asiáticos com idosos e crianças sendo submetidos ao mesmo processo penoso. Talvez nunca saberia a resposta.

Um bônus: perdemos a conexão e ninguém se importou muito com isso

Já sem que nos espantasse, perdemos nossa conexão após tantas horas de fila. Mas o que nos deixou perplexos de verdade foi constatar que ninguém se importava muito com nossa situação.

Sabe aquela história de “as companhias estão cientes do atraso”? Era caô de australiano pra brasileiro ficar quieto. Ninguém sabia de nada e ainda quiseram nos responsabilizar pela perda da conexão.

Sabe o “tem voo de hora em hora para Perth”? Não tinha. Perdemos o das 10 da manhã e o próximo da mesma empresa era só às 10 da noite. Após muito bate boca conseguimos que nos alocassem em outra companhia e saímos de Melbourne às 14h.

perth australia
Ah, Perth… Por que tão longe?

Chegamos em Perth às 6 da tarde de uma sexta-feira. Após o horário comercial, a agência onde havíamos reservado um carro para nossa viagem havia fechado, o banco onde habilitaríamos nosso cartão para uso na Austrália só abriria na segunda-feira seguinte.

Não que ninguém tenha se importado muito com isso. Não que o processo de imigração na Austrália vá mudar por prejudicar e ter prejudicado tantas pessoas. Não que o governo australiano se importe de ser esta a impressão passada a milhares de turistas que chegam ao país.

Nós somos apenas “os outros”.

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Sobre o Autor

Carlos

Carlos nasceu em Petrópolis/RJ. Quando tinha 20 anos decidiu que, sozinho, viajaria para o lugar mais distante que pudesse com o primeiro dinheiro que conseguiu acumular. Após muita pesquisa e economia, saiu do país pela primeira vez e rodou por quatro países. De ônibus. Nos anos seguintes dificilmente havia um em que não estivesse planejando outra viagem. Hoje o produto destas pesquisas é compartilhado publicamente aqui, no Vida Cigana.

35 Comentários

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  • Casal,

    Isso aconteceu comigo várias vezes em vários países.Talvez por ter o passaporte brasileiro. Talvez por viajar sozinha. Talvez por ser negra. Ou uma soma de tudo isso. Confesso ficar um pouco chateada.

    Já perdi conexão por causa da Imigração e não fui a única. Foi nos EUA mas eu não fui a única e ali no aeroporto de Miami todos estavam no mesmo barco (fila).

    Já fui questionada porque estava viajando sozinha (EUA), pelo tempo da viagem (Inglaterra), se eu estava vindo da África (!). Já me pediram até para ver dinheiro e cartão de crédito! Na Holanda, Alemanha e México, eu fui a única da fila que tive que responder à sabatina. No México, a agente só sossegou quando viu o visto americano no passaporte. Na Colômbia, militares me pararam no aeroporto para me perguntar se eu tinha vindo de Cáli (!).

    Entendo que é para evitar imigrantes ilegais, traficantes, etc mas é nesta horas que eu percebi o quanto o mundo é “conservador”. No pior sentido da palavra. Tenho que ressaltar que todos foram muito profissionais mas é um desconfortável ser parte da lista dos “suspeitos”. Porém, apesar de tudo isso, eu não deixarei de viajar.

    • Nossa Pat, é revoltante ler relatos desses, ainda mais quando o preconceito e o racismo são tão escrachados. Sentimos muito por você. Passamos por isso somente na Austrália, pelo único fato de não fazermos parte da “elite” de países desejados. Agora, racismo já é outra coisa numa gravidade que nem podemos imaginar. É nojento. Mas é o que você falou, nunca deixe de viajar, o mundo é para todos e de todos e não é você que tem que se dobrar a ninguém.
      Beijos e obrigada pelo relato.

  • Já passei pela imigração de quase todos os continentes mas sem dúvida nenhuma a da Melboure foi a pior da minha vida. Fiquei quase 1 hora respondendo às mesmas perguntas, pra ver se eu entrava em contradição… Abriam todas as minhas malas e por incrível que pareça fui questionada até do número de sapatos que eu trazia, 5 no total! Venham preparados, tragam todos os documentos impressos ou no celular. Cuidado com o ccelular também, pois eles vasculharam o meu buscando sei lá o que. As principais perguntas foram: Pq Australia, quanto tempo ficaria, onde estaria hospedada, quanto paguei na hospedagem, se tenho conhecidos na australia, o que eu fazia no Brasil, quanto eu tinha em efetivo, no cartão, se estava com o meu business card (já que tenho uma empresa), se iria a outros lugares aqui na australia, quais lugares turísticos eu iria conhecer. ah! E por que australia, sim novamente a mesma pergunta… Passei por 2 “controles” e tive que responder as mesmas perguntas umas 2 ou 3 vezes. No final depois de não acharem nada ilegal, deixaram eu entrar! Se vc for médica melhor colocar outra profissão no cadastro ou prepare-se para perguntas infindas 😉

    • Nossa Cecília, que barra! Foi MUITO pior que a nossa experiência. Uma pena mesmo, muito triste quando nos deparamos com esse tipo de coisa injustamente. Bom que seu relato ficará aqui para futuros leitores, obrigada por dividir conosco!

  • Que ótimo relato. Eu moro na Austrália a 5 anos e acreditem que passo por isso TODAS as vezes que vou de ferias (duas vezes por ano). A ultima vez foi pior, marquei no meu cartão amarelo que eu havia passado 1 mês na Argentina e no Brasil (para meu casamento) e o agente de imigração circulou a pergunta numero 1 (em relação a drogas) no meu cartão amarelo, mesmo que minha resposta fosse negativa. Achei super preconceituoso. Mas eles nunca mudarão, para me livrar disso terei que sair da categoria “os outros”.

  • Olá, Pessoal. Muito legal ler a respeito da experiências bons e ruins que passaram.
    Eu também já tive experiências alucinantes,…sabe quando você faz seu primeiro embarque internacional e você vai para a terra dos “sonhos”, vocês sabem da onde estou falando “Los Angeles”, Então você chega na imigração, e por ser a primeira vez nos USA e seu inglês ser um básico, tudo fica mais “hard”, mas quando você é uma pessoa super, mega positiva, fica pensando nos mantras para te ajudar a passar por todos os funcionários até ver a calçada (lembram do filme O Terminal, com Tom Hanks?). Então foi quase aquilo, foram muitas e muitas perguntas que até hoje nem sei como respondi todas, foram duas horas de entrevista, isto foi em 2013, depois que pensei que tivesse liberada, fui encaminhada para outro agente e fez mais e mais perguntas, aff..mas enfim consegui entrar no Mundo dos Sonhos. Quando voltei em 2015 para fazer intercâmbio, o que vocês acham que aconteceu? Well, desta vez já estava preparada, mas confesso que senti minhas mãos suando mais que da primeira vez. Mas, o agente me atendeu sorridente, e começaram as perguntinhas…sem fim. Eu acredito que eles gostaram de mim (porque me prender tanto tempo assim, se para os outros era tudo rapidinho…) Lol…Mas, deu tudo certo. Estou planejando minha viagem para AUSTRALIA. Então vou seguir a risca as dicas de vocês. Sorte e sucesso! Peace and Love. Gizeli From Porto Alegre.

    • Oi Gizeli, pois é, cada país com seus problemas! Quando fomos para LA foi TÃO tranquilo, mas já ouvimos muitas pessoas reclamando. Da mesma forma que tivemos problemas na Austrália, recebemos muitos relatos de gente falando que foi tranquilo. Bem, nunca se sabe rs
      Obrigado pelo relato e boa sorte em suas aventuras pelo mundo. 🙂

  • Boa noite. Eu e minha esposa fomos à Austrália em 2015 e fomos muito bem recebidos no aeroporto de Sydney, a fila de imigração não durou nem 30 minutos! E mais, tínhamos uma conexão para Melbourne e ainda adiantaram o nosso voo. Será que a origem do voo causa um maior rigor nos agentes de imigração? Nós fomos num voo da Qantas com saída do Chile. Nossa estada na Austrália foi inesquecível.

    • Oi Francisco, nossa estadia na Austrália foi incrível também, apesar desse problema que tivemos na imigração. Quando voltarmos uma próxima vez reservaremos mais tempo para as etapas burocráticas.

  • Olá pessoal,

    Parabéns aos criadores do blog por criarem um ambiente excelente para troca de informações e experiências. E, parabéns a todos que responderam por fazerem esse blog cada vez melhor na medida em que interagem.

    Estou decidido a imigrar para Adelaide. Já li bastante sobre a cidade e sem dúvida, lá é onde quero passar o resto dos meus dias. Estou a procura de contatos de Brasileiros que já morem na Cidade a fim de conhecer um pouco mais das impressões que meus conterrâneos tem da cidade. Suas experiências e conquistas.

    Tenho 28, casado, uma filha de 2 anos e 7 meses. Tanto a minha profissão quanto a da minha esposa estão na State nominated occupation list. Então, em 2 anos pretendemos já estar morando ai.

    Abraço a todos.

    • Oi Fernando, obrigado pelos elogios!
      Nós não conhecemos Adelaide, mas todos os cantos da Austrália que passamos são bem interessantes e aposto que sua nova vida lá também será!
      Um abraço,
      Carlos

  • Eu posso falar que também sou NZ para sempre.
    Estive como turista na Austrália cheguei em Brisbane, fila média e demorada e sai de lá no aeroporto de Gold Coast eu me espantei com duas isso mesmo duas imigração lá você passa por duas (apenas repetindo para enfatizar) e meu primo que estava de óculos teve que tirar pois no passaporte ele estava sem óculos e a mulher olhou o passaporte dele todo folha por folha e pasmem nós estávamos saindo de lá rumo a Nova Zelandia chegando lá havia uma pequena fila que andava rápido o homem que nos atendeu muito simpático conversou e até sugeriu que ficássemos mais tempo!!!
    Posso falar que me senti em casa e amei NZ só lamento pelo clima ser frio demais pra mim.

  • Fico triste em saber que vocês tenham tido essa experiência negativa no seu primeiro Porto de entrada da Austrália, mas se me permitem, eu vou sair em defesa da Austrália. Moro na nova Zelândia há dez anos, sou cidadã neozelandesa mas fui pelo menos 6 vezes para Austrália com passaporte brasileiro, pedindo visto de turista como vocês e entrei em três aeroportos diferentes nesse período: Sydney, Brisbane e Coolangata (gold coast).
    Nunca tive uma experiência parecida com a de vocês mas entendo o que vocês passaram perfeitamente.

    Depois de uma década morando desse outro lado do mundo, a gente começa a entender melhor o modo das pessoas pensarem (e passa a pensar como elas). Eu moro num país fenomenal (vocês sabem, já estiveram aqui) e acho que a imigração faz um trabalho fenomenal sendo criteriosos com o que entra no país, desde a proteção a nossa fauna e flora (botas sujas serão checadas, frutas serão jogadas foras), turistas precisam passar pelo crivo da imigração mesmo com visto. Infelizmente aqui e na Austrália tem muita gente querendo entrar para ficar ilegalmente, tem muita gente querendo imigrar sem ter condições e eu respeito o trabalho da imigração muitissimo.

    Qualquer aeroporto do mundo tem fila especial para os da nacionalidade no seu país (inclusive Brasil) e eu entendo é aceito que sejam privilegiados.

    Again, é uma pena que vocês tenham passado por essa experiência, tenham perdido seu voo (sim, é responsabilidade do passageiro ter tempo hábil para passar pelos trâmites da imigração e chegar no próximo voo) e tenham sentido que ninguém ligou. Mas eu acho essas medidas absolutamente necessárias pra se proteger um país.

    Já passei por muitos países com duas crianças (e tem aeroporto pior que LA?) e sempre estou preparada. Cansada mas preparada.

  • Sinceramente, adorei ler esse post, pois pensava que eu era um caso isolado…Pois, já começamos a sofrer preconceito desde da emissão do visto de transito, veio com a data errada e no final das contas tive o maior prejuízo com a remarcação do meu ticket. Minha conexão será de apenas 45 min, para Bali. Estou preocupada… Em uma semana volto para contar minha saga!

    • Oi Juliana, vá sem medo, estando com todos os documentos certinho, no máximo você ficará numa fila enorme. É realmente chato, pq ficamos sem poder fazer nada, já que estamos no país dos outros. Volte aqui e nos conte como foi sua passagem por lá!
      Abraços!

  • Eu não passei por essa experiência quando fui para Austrália em 2010! Não tinha fila diferenciada! Entrei por Sydney 2 vezes (porque fui para Fiji e voltei para Austrália) e não tive problema nenhum! A fila era um pouco grande mas nada absurdo e não perdi horas e horas, nem perdi a conexão para Melbourne! Até fiz piada com um agente de imigração (ou alfândega?) quando voltei de Fiji, que me perguntou se eu carregava vírus ou bactérias, e eu respondi que sim! Milhões deles, dentro de mim!! Ele riu muito e me deixou passar! Eu voltei da Austrália querendo morar lá! Amei tudo!

    • Hahahaha muito boa a piada! Hoje em dia o pessoal anda tão paranoico que acho que nem gracinhas assim podem mais ser feitas!
      Talvez a política de imigração da Austrália tenha mudado de 2010 para cá, foi realmente muito chato e recebemos vários comentários de outros leitores que passaram pelo mesmo ou pior 🙁
      Abraços!

  • Sabia da chatice na entrada da Austrália em relação à comida, já ouvi daquela paranóia de ter até que limpar os sapatos para não correr o risco de entrar com mato ou barro na sola(é real mesmo?) Mas não sabia dessa parte chata! Tenho vários amigos que já moraram ou moram aí e as opiniões são divergentes, muitos amam outros odeiam. E os que odeiam culpam o tal do preconceito. Tô adorando o blog de vocês, que eu conheci através do 360 meridianos e do Snapchat!

    • A história do barro nos sapatos é real, sim, Liliana, e vale para a imigração na Austrália e na Nova Zelândia também. Mas isto é para quem traz equipamento de camping ou material agrícola, que podem estar contaminados, não para todo mundo.

      E que legal ver que os Snaps estão dando retorno! Larissa tem se divertido fazendo. 🙂

    • Ei, Fernanda. Não é para tanto. A Nova Zelândia é super tranquila e nem exige visto para brasileiros. E o nosso caso com a imigração na Austrália foram por causa das horas de espera inesperadas, mas vindo preparado basta ter paciência para entrar no país que depois tudo corre bem tranquilo.

  • Estive em Sydnei anos atrás e fui bem tratado, não vi essa forma preconceituosa…. mas percebi…. parace muito chato gente de todo mundo querendo imigrar para casa deles….

    sim , se vc não canta as músicas deles nunca será um deles…. agora ser mal tratado em escalas … aqui no Brasil vc ver o tempo todo….na verdade a morosidade é o que incomoda o resto acho eles corretos…caô tem até no vaticano….

    parabéns pelo Blog

    Francisco de Brasília

    • Calma Tânia, nem sempre essas coisas acontecem. Mas caso aconteça, é só estar com os documentos certinhos em mãos que não tem erro! A chateação toda é com a demora e o preconceito, afinal, ninguém gosta de passar por injustiça só pela nacionalidade, não é?
      Um abraço,
      Larissa – Vida Cigana

  • Olá, eu tive uma ótima experiência em Sydney, e foi super rapido e super tranquilo. Mas meu destino final era Sydney também. Mas já ouvi muitos amigos reclamarem também. Enfim boa sorte pra vocês

    • Ola, tive essa mesma experiencia desgastante e humilhante. Eu estava indo para Melbourne e tinha que fazer uma coneção em Sydney, só tinha uma hora para fazer a coneção, e eu fiquei na mesma situaçao que vocês. Existiam duas filas, uma lotada e a outra vazia, esperei muito para passar, a minha sorte foi que fiz amizade com uma brasileira e ela me ajudou com a transaçao do terminal internacional para o domestico, com o seu carro. Eu nao tinha mais tempo, apenas dez minutos. Quando chegamos lá as moças da companhia falavam que o voo já tinha encerrado e que eu tinha que durmir em um hotel por minha conta porque aquele era o ultimo voo. Eu fiquei desesperada, pois meu inglês era pessimo, mas com muito insistência, eles liberam e me deixaram entrar no mesmo voo que estava saindo. Bom, esquecendo todos os contra tempos, Australia é um país incrivel e apaixonante!!

    • Nossa Eduane, que situação desagradável! Foi pior que a nossa! Mas ainda bem que no final deu tudo certo, imagino o seu desespero!
      E sim, a Austrália é um lugar único! *–*
      Abraço,
      Larissa – Vida Cigana

    • Que bom saber que essas coisas não acontecem com todo mundo, Diego! Foi muito frustante chegar num país dessa maneira 🙁
      Pois é, estamos recebendo vários relatos de pessoas que passaram pelo mesmo ou até por coisa pior!
      Obrigada pelo comentário!
      Abraço,
      Larissa – Vida Cigana

  • Costumo brincar que a Austrália é o USA wanna be!! rsrsr
    Quando ainda morávamos em Singapura (a propósito quem nasce em Singapura é Singapuriano) compramos uma passagem para Perth. Como no meu caso não tinha visto de trabalho em Singapura por eles não reconhecerem parceiros do mesmo sexo e ainda não ter aplicado visto de estudante, quando fui fazer a entrevista na embaixada australiana (na época ainda era presencial) eles disseram que não poderiam me conceder o visto porque eu não tinha visto de trabalho em Singapura, muito menos uma passagem de volta ao Brasil). Tentei explicar que focinho de porco não é tomada, mas não adiantou.. Apesar do estereótipo de país amigável e “gay friendly” ( Parada Gay de Sydney é uma das mais famosas do mundo e não esqueçamos do filme da Priscilla a Rainha do Desert0), a Austrália é um país super conservador..
    Moral da história, perdemos a passagem e a vontade de explorar a Austrália mais a fundo.. Morando na NZ com o visto eletrônico até fomos para Sydney para dizer que fomos, mas apesar de ser uma cidade fantástica e acabar tendo voltado uma segunda vez, tenho que dizer que prefiro mil vezes viajar pela Nova Zelândia e ilhas do pacífico onde você é bem tratado e muito bem recebido.

    O bom que no final deu tudo certo, mas que vocês são bem mais NZ tenho certeza que vocês são 😀

    Abs

    • Estamos mesmo impressionados com esse conservadorismo da Austália, Oscar.
      Incrível como o país passa uma impressão de ser liberal, mas tem um pensamento extremamente atrasado em muitos aspectos.

      E tenha certeza que somos NZ para sempre. 🙂

      Um abraço,

House Sitting

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