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Camboja

3 motivos para fazer turismo no Camboja

Ruínas de um dos muitos templos existentes em Angkor, no Camboja

Fazer turismo no Camboja é decidir mergulhar nos imensos contrastes internos do país. O Camboja que faz com que seus visitantes sejam engolidos pelo caos de suas cidades é o mesmo que atrai turistas em busca da tranquilidade de suas praias quase desertas. E o mesmo país, que é famoso pelas ruínas dos templos deixados pelo império Khmer, expõe aos turistas suas feridas ainda abertas pelos resquícios deixados pelo regime do Khmer Vermelho.

Tudo isso, reunido em um mesmo caldeirão, no coração do Sudeste Asiático, transformam o ato de fazer turismo no Camboja numa experiência extraordinária, inusitada e inesquecível.

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Os 3 tipos de turismo no Camboja

dois monges budistas vestindo roupas típicas laranjas com a cabeça raspada na frente de um lago que reflete céu azul árvores verdes homens sentados conversando

As praias mais badaladas da região ficam na Tailândia. A guerra recente mais conhecida ocorreu no Vietnã. Os templos mais famosos estão no… bem, estes estão no Camboja mesmo, mas o turismo no país tem muito mais a oferecer do que uma passagem pelas famosas ruínas.

O Camboja reúne um pouquinho de tudo o que dá pra ser encontrado nos países vizinhos! E vamos tentar mostrar aqui como uma visita ao país pode ser bem mais do que uma passagem rápida por seus templos milenares.

Aqui reunimos 3 tipos completamente distintos de turismo que podem ser feitos no país:

E, claro:

É da junção dos três, aliada à experiência de conhecer um povo, que mesmo associado a uma história recente tão terrível, permanece extremamente feliz e simpático, que o viajante poderá compreender o Camboja de hoje.

Os resquícios do período do Khmer Vermelho no Camboja

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O Camboja viveu anos terríveis durante a vigência do regime do Khmer Vermelho no país. Foram apenas quatro anos no poder, mas as marcas na sociedade ainda são latentes. Dois milhões de cambojanos (de uma população de oito milhões) foram mortos em um processo de genocídio para o qual o ocidente virou as costas.

Pacificado apenas nos anos 90, o Camboja ainda se recupera de anos de guerra civil e sanções econômicas que fragilizaram a economia.

Leia mais: A moeda do Camboja e o turismo em uma economia dolarizada

Phnom Penh, a capital do Camboja

A capital do país, Phnom Penh, esvaziada pelo Khmer Vermelho e hoje renascida, serve de base para o turista que quer conhecer a fundo o que foram aqueles trágicos anos na década de 1970.

Para quem se interessa por história contemporânea, Phnom Penh é parada obrigatória para entender detalhes do período que transformou a sociedade cambojana para sempre.

Uma vez estabelecido na capital em busca deste tipo de turismo, o viajante poderá conhecer:

  • O museu e a antiga prisão de Tuol Sleng
  • Os campos de extermínio de Choeung Ek

O primeiro era uma escola feita de prisão pelo Khmer Vermelho e hoje é um museu do período. Em Tuol Sleng é possível ver o que foi o maior presídio e centro de torturas do regime. Na antiga escola, próxima ao centro de Phnom Penh, exposições retratam a vida nos últimos momentos de funcionamento daquele lugar. Ali, fotos impactantes trazem à tona uma centena de vitimas que ali foram assassinadas.

Um pouco mais distante, já na zona rural da cidade, Choeung Ek é um dos muitos campos de extermínio que se espalhavam pelo Camboja no período de dominação do país pelo Khmer Vermelho. O local vazio tenta trazer paz a um terreno onde mais de 8000 pessoas foram executadas. Mas dificilmente o visitante conseguirá sair da visita sem ser tocado. Para turistas de estômago forte.

Leia mais: Phnom Penh, a capital do Camboja e o regime do Khmer Vermelho

As praias do litoral do Camboja

O Golfo da Tailândia é famoso por suas praias paradisíacas. As ilhas espalhadas por ali estão no roteiro de todo viajante que desembarca no sudeste asiático.

Como o próprio nome sugere, é na Tailândia que ficam os pontos de atração turística mais famosos da região. Ko Samui, Ko Phangan, Ko Tao são nomes recorrentes no planejamento de viagem de quem desembarca na Ásia. E mesmo no outro extremo do golfo, Phu Quoc, uma ilha que pertence ao Vietnã, tem reunido muitos turistas em busca das belas praias que essa parte do mundo oferece.

Perdido entre um extremo e outro do golfo, o pequeno litoral do Camboja passa despercebido do roteiro da maior parte dos viajantes. Logo, se pouca gente vai até lá, por que um visitante deveria incluir as praias do país ao fazer turismo no Camboja?

Justamente por isso.

As praias e ilhas do Camboja ainda não foram descobertas pelo turismo de massa. O grande fluxo de viajantes se concentra no trecho tailandês do golfo, o que faz com que a estadia no Camboja seja muito mais tranquila. E sem que, com isso, se percam as belezas naturais da região.

Ainda no continente, há várias cidades que podem ser usadas de base para explorar a região próxima ao litoral do Camboja, como Koh Kong, Kampot e Kep. Mas a maioria dos que buscam este tipo de turismo optam por ficar hospedados em Sihanoukville.

Sihanoukville

Sihanoukville é a mais populosa cidade da região, onde há a maior infraestrutura turística. E ao contrário das demais, já é em si um balneário, possui belas praias espalhadas pela costa, e tem criado certo nome no mercado de turismo no Camboja.

Além da atividade na cidade, de Sihanoukville é possível partir às diversas ilhas próximas ou encontrar passeios de bate e volta pré-organizados.

As ilhas, como Koh Rong e Koh Rong Samloem, têm infraestrutura turística ainda incipiente. São uma versão do que Ko Samui ou as demais ilhas da Tailândia eram, antes do turismo de massa tomar conta do local.

Precisa de mais algum motivo?

O blog Bula de Viagens tem um texto superdetalhado sobre Sihanoukville que vale usar de orientação.

Os templos do Império Khmer, em Angkor

ruínas de sítio arqueológico khmer no camboja. um dos muitos templos próximos a angkor wat. mulher caminha em direção às ruínas sobre as quais enorme árvore cresce fincando suas raízes

Se há uma resposta óbvia na hora de decidir fazer turismo no Camboja os motivos são, inquestionavelmente, os templos de Angkor.

Qualquer alma, viva ou morta, no passado, presente ou futuro, que venha a fazer uma lista das maravilhas do mundo, tem a obrigação de incluir Angkor em seu inventário.

E se essa relação já não é grande o suficiente, eu diria que qualquer extraterrestre que desembarque em nosso planeta precisa ser apresentado a Angkor para entender até onde o potencial de criação dos humanos chegou um dia.

Sem exageros.

Angkor é a verdadeira razão que impulsiona o turismo no Camboja. E arrisco dizer que sem isso o país talvez passasse batido da quase totalidade dos viajantes que desembarcam no Sudeste Asiático.

Visitar os templos de Angkor é tarefa extensa. Poderia tomar facilmente uma semana inteira de viagem aos mais aficionados por história e arqueologia. Àqueles que não têm tanto tempo disponível,  escrevemos um texto detalhando os locais que visitamos em dois dias explorando o parque para ajudar a organizar a visita.

Leia mais: Como visitar os Templos de Angkor, no Camboja

O turismo no Camboja hoje

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O Camboja ainda está longe de ser uma potência no turismo. Mesmo se analisado regionalmente, a Tailândia e o Vietnã ainda serão por muito tempo os grandes atrativos locais aos viajantes. Mas o país tem se esforçado para mudar isso.

A capital Phnom Penh aos poucos tem se tornado destino de nômades digitais devido ao seu baixo custo. O litoral possui alguns resorts e redes de hostels aqui e ali e Angkor dispensa comentários.

Ao planejar sua viagem, vá além do que o turismo padrão recomenda. Claro que sem deixar de lado Angkor, pois isso seria uma heresia das brabas. Descubra que o Camboja pode oferecer uma experiência bem diferente da vista no resto do Sudeste Asiático, com um povo bem receptivo e com tradições únicas.

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Sobre o Autor

Carlos

Carlos nasceu em Petrópolis/RJ. Quando tinha 20 anos decidiu que, sozinho, viajaria para o lugar mais distante que pudesse com o primeiro dinheiro que conseguiu acumular. Após muita pesquisa e economia, saiu do país pela primeira vez e rodou por quatro países. De ônibus. Nos anos seguintes dificilmente havia um em que não estivesse planejando outra viagem. Hoje o produto destas pesquisas é compartilhado publicamente aqui, no Vida Cigana.

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