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Austrália

Blue Mountains, a natureza intocada a 2 horas de Sydney

Blue Mountains Austrália

Antes de irmos para Sydney recebemos uma proposta tentadora: passar dois dias no interior do estado, conhecendo as Blue Mountains. Nunca ouviu falar? Não só vamos te informar como te convencer a ir até lá um dia!

Já havíamos lido sobre elas, afinal, está na lista das top dez coisas maravilhosas para se visitar na Austrália, para início de conversa. E também é o grande centro de atividades de aventura do estado de New South Wales.

Blue Mountains AustráliaBlue Mountains Austrália

O Blue Mountains National Park é um parque nacional (dã) listado como patrimônio mundial da UNESCO. Abrange uma área de 267.854 hectares (incrivelmente enorme!) de área verde e a apenas duas horas de trem de Sydney. É incrível pensar que toda aquela natureza quase intocada está tão perto de uma das maiores cidades da Austrália.

Veja também: Ópera de Sydney, a atração mais visitada da Austrália.

As Blue Mountains são na verdade um enorme platô erguido do solo, cortado por vários rios – um cânion, mas recheado de mata nativa. É tão grande que a vista não alcança seu fim.

Por que as Blue Mountains são azuis?

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Simples (mais ou menos!): a área em que o parque nacional se encontra é repleta de eucaliptos. Em dias de sol, essas árvores (que são incontáveis lá) soltam gotas de óleo que, em junção com partículas de água e de poeira, cria a cor azulada que circunda a região. Por isso, em sua visita às Blue Mountains, escolha um dia ensolarado para ver a famosa cor azul das montanhas que lhe dá o nome.

Conhecendo os animais da Austrália

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Nossa ida a Blue Mountains foi com a Colourful Trips*, em parceria com o YHA Austrália. O guia e um dos sócios da empresa, Ronnie, nos buscou até nossa acomodação em Sydney com a van da empresa cheia de outros turistas e lá fomos nós em direção às montanhas.

A primeira parada do tour foi no Featherdale Wildlife Park, um dos maiores centros de conservação da fauna australiana do país. Lá eles ajudam na reabilitação de animais feridos, além de estudar e controlar a procriação dos animais que chegam até lá. Pesquisas sobre DNA de animais raros também são desenvolvidas no local por cientistas, a fim de achar curas de doenças que levam esses animais tão delicados à quase extinção.

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Lá, pudemos ver várias espécies que nunca tínhamos ouvido falar até chegarmos à Austrália. Além dos famosos cangurus, demônios da Tasmânia, dingos e coalas (que chegamos a tocar!), conhecemos o emu, uma espécie de… ema, aves exóticas completamente soltas, a equidna, uma espécie de porco espinho, com focinho de tamanduá e marsurpial, e o fofíssimo wombat! Ficamos apaixonados por ele, é irresistivelmente lindo!

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Chamamos de pássaro-tigre-pavão hehehe

Blue Mountains AustráliaBlue Mountains AustráliaBlue Mountains Austrália

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Quantos vocês enxergam na bolsa da mamãe?
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Wallaby albino igual um coelhinho 🙂
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– Prazer, Wombat <3

Aprendemos tanto sobre os animais típicos australianos com os agentes da reserva que estamos até pensando em fazer um texto só sobre eles no futuro 🙂

Leia mais: Conheça Esperance, a cidade com lagos rosas e cangurus na praia.

Conhecemos as famosas e lendárias Three Sisters

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Depois do encontro com todas essas fofuras, chegamos em Katoomba e fomos direto até o Scenic World, um centro onde grande parte dos turistas se divertem em diferentes níveis de aventura. Lá existem vários mirantes para se observar a atração mais famosa das montanhas, as Three Sisters (ou três irmãs), rochas com três picos na beira do penhasco.

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Reza a lenda aborígene que as pedras eram três irmãs (Meehni’, Wimlah’ e Gunnedoo’, hoje nomes dos três cumes) que foram encantadas pelo seu pai com um bastão mágico, para que não fossem devoradas pela Rainbow Snake, o grande vilão da floresta. O grande problema foi que, o vilão passou a perseguir o pai das meninas enfurecidamente, que acabou perdendo seu bastão, nunca podendo transformar suas filhas de volta a forma original.

Depois de vista uma das pedras mais fotografadas da Austrália, fomos almoçar em mesas de piquenique disponíveis ali em volta. O almoço foi providenciado pelo tour e pudemos escolher entre quatro opções de wrap.

Caminhando em meio à mata dentro do cânion

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Depois do almoço chegou a hora de fazer o aguardado bushwalking, uma caminhada em meio à mata. Descemos o cânion, não até o fundo, claro, pois ele tem mais de mil metros de profundidade. Vimos cachoeiras gigantescas, com suas águas finas caindo de desfiladeiros, visitamos cavernas usadas como lar de aborígenes há milhares de anos atrás, e inclusive aprendemos a nos comunicar como eles se comunicavam na época, trazendo a voz lá do fundo e gritando no abismo de costas para a caverna. Incrível o poder do eco.

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Witch’s Falls ou cachoeira da bruxa. Consegue ver?

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Também aprendemos como são feitas as tintas – todas com pó de pedra – que os aborígenes usam no corpo para datas comemorativas como o vermelho, o amarelo e o branco, também usadas para deixarem suas marcas nas cavernas.

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Amarelo, vermelho e branco.

Veja mais: Surfe em pedras e conheça cavernas milenares no Golden Outback australiano.

Ronnie, o guia, era muito divertido e tornava cada história mais leve e com uma pitada de humor. Sempre nos levantava quando sentia que estávamos cansados, até porque a caminhada era puxada, principalmente na volta. Lá de baixo vimos o teleférico que cruza o abismo passar por cima de nós, cheio de turistas.

Blue Mountains AustráliaBlue Mountains Austrália

Uma das últimas paradas foi na Katoomba Falls, uma cachoeira altíssima, que cai no abismo. É absurdamente assustadora. Fomos até a borda, onde várias cacatuas tomam sol.

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Não sou um charme?

Blue Mountains AustráliaBlue Mountains Austrália

A Blue Mountains também é cenário de vários esportes radicais como rapel, caminhada no fundo do cânion com direito a mergulho em águas negras e geladas, entre outros.

No final, o tour segue de volta a Sydney, mas como íamos dormir em Katoomba, fomos devidamente entregues no albergue.

Como chegar até a Blue Mountains

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Caso esteja sem carro, como foi o nosso caso, um trem saindo da estação Central de Sydney em direção a Bathurst sai todos os dias em vários horários em direção à região. Depois de duas horas de viagem é preciso descer na estação de Katoomba, que é a cidade base para quem vai explorar as Blue Mountains.

Para quem vai de carro, é preciso dirigir também até Katoomba, mas fique atento que algumas das rodovias do estado de New South Wales são pedagiadas e informe-se com antecedência.

Katoomba, a cidade base para as Blue Mountains

Katoomba é uma cidade bem bonitinha, com toda a infraestrutura necessária para receber seus turistas, com restaurantes, supermercados e até ônibus de turismo daqueles com assentos no topo, estilo hop on hop off. Caso não queira explorar as Blue Mountains em meio à floresta, é só pagar o ônibus e ver as atrações sentado, descendo apenas onde considerar apropriado.

Blue Mountains YHA*

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Durante nossa estadia ficamos hospedados no maravilhosamente localizado Blue Mountains YHA. O albergue fica na rua principal de Katoomba, em meio a tudo. É um edifício tombado, de importância histórica, tendo sido no passado um cabaré. É muito legal ver que o salão comum ainda mantém seu antigo palco, hoje cheio de almofadas para quem quiser ler ou relaxar. Com arquitetura interna toda em art decó, com cores vibrantes e longos espaços bem aconchegantes, é ótimo para fazer amizade com outros viajantes em torno da lareira.

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Mas o grande atrativo é seu jardim que faz o prédio parecer um castelo! Com um enorme gramado com uma mesa de xadrez gigante, mesas e churrasqueiras, é um lugar incrível para tomar um banho de sol e relaxar.

Os quartos são ótimos, todos antigos, mas reformulados com suítes e aquecedores.

A equipe é muito prestativa e te dá toda a informação que precisar. Quando chegamos, o recepcionista da vez era o Clint, que nos contou um pouco a história de como largou a vida agitada de Sydney após uma visita às Blue Mountains. E logo depois vimos e entendemos o porquê.

 

*Larissa e Carlos visitaram as Blue Mountains, ficaram hospedados no Blue Mountains YHA e fizeram o passeio com a Colourful Trips a convite do YHA Austrália.

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Sobre o Autor

Larissa

Larissa é nascida em Niterói/RJ, mas já estudou em Nova York e morou na Nova Zelândia por um ano antes de iniciar a volta ao mundo que terminou em 2016. Sonhando em viajar desde que se entende por gente, mantinha um caderno cheio de recortes de jornais e revistas sobre o Egito quando tinha 7 anos de idade. Hoje esse caderno é virtual e engloba vários destinos. Os “recortes” são produzidos por ela e pelo Carlos, semanalmente, no Vida Cigana.

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