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O que fazer em Amsterdam: 17 melhores pontos turísticos

O que fazer em Amsterdam: três homens andando de barco na frente de um grande hotel em Amsterdam

Se você está planejando a sua viagem para a capital da Holanda, certamente está em busca de informações sobre o que fazer em Amsterdam.

Conhecida por ser uma das cidades mais liberais do mundo em diversos assuntos, Amsterdã também é uma excelente oportunidade de conhecer pontos turísticos reconhecíveis mundialmente. Para ficar em apenas alguns exemplos, podemos citar os belos canais com suas pontes, os palácios, museus e o Distrito da Luz Vermelha.

Não faltam atrações para visitar na cidade. Por isso trouxemos uma lista dos melhores pontos que você deve conhecer em Amsterdam, incluindo algumas impressões pessoais sobre os locais.

O que fazer em Amsterdam: as 17 melhores atrações

O que fazer em Amsterdam: prédios coloridos em frente aos canais de Amsterdam, com 2 barcos ancorados

Para que o seu roteiro de viagem fique completo, separamos 17 lugares para você conhecer. É claro, você não precisa visitar todos eles, sobretudo se ficar pouco tempo na cidade.

No entanto, nossas experiências e a de outros turistas apontam que estas são as melhores coisas para se fazer em Amsterdam:

  1. Praça Dam
  2. Museu Rijksmuseum
  3. Museu Van Gogh
  4. Casa de Anne Frank
  5. Passeio de Barco pelos Canais
  6. Bairro Jordaan
  7. Vondelpark
  8. Begijnhof
  9. Praça Rembrandtplein
  10. Bairro De Pijp
  11. Red Light District
  12. Coffeeshops
  13. Museu Histórico Judaico
  14. Sinagoga Portuguesa
  15. Amsterdam Noord
  16. Heineken Experience
  17. Zaanse Schans

Saiba mais: Onde ficar em Amsterdam, 7 melhores opções de bairros e hotéis.

1. Praça Dam

A Praça Dam com o palácio imenso em primeiro plano.

A Praça Dam é um dos principais pontos turísticos de Amsterdã. Ela está nessa lista por representar exatamente o coração da cidade, onde há diversas outras atrações em volta que podem agradar a qualquer tipo de viajante. Foi ali que a cidade de Amsterdam foi fundada.

A praça, que é em formato retangular, é a união das ruas Damrak e Rokin, duas das mais importantes artérias da cidade. Sua construção se iniciou juntamente à do Palácio Real de Amsterdam em 1665, ali na praça.

A Dam Square é complementada por outro dos mais importantes pontos turísticos da cidade: a Niewe Kerk. Essa, que é uma igreja do século XV em estilo gótico e neogótico, recebe hoje alguns dos principais eventos e exposições da cidade de Amsterdam. Além disso, a maior parte das coroações monárquicas na Holanda é feita nesse local, bem como os casamentos reais.

Outro ponto de interesse da Praça Dam é o Monumento Nacional. Esse local, construído em 1952, serve como uma homenagem para os militares e civis que morreram na Segunda Guerra Mundial.

2. Museu Rijksmuseum

O quadro Ronda Noturna, de Rembrandt, vista por várias pessoas no Rijksmuseum

Eu considero o Museu Rijksmuseum o melhor e mais completo da cidade. Dando um contexto histórico, Rijksmuseum pode ser traduzido como “Museu do Estado”. Esse nome não diz respeito apenas ao seu “proprietário” ou administrador, mas tem a ver com um período glorioso do país.

Os Países Baixos como um todo tiveram uma época de ouro com relação ao seu desenvolvimento. Entre os anos de 1584 e 1702, o país viveu uma fase de incrível expansão econômica, onde podiam ser considerados a primeira potência capitalista do ocidente.

O Rijksmuseum foi inaugurado em 1800, portanto quase um século após a época de ouro. Esse museu abriga pinturas e esculturas dos principais mestres neerlandeses das épocas gloriosas do país. Nomes famosos como van Leyden, Vermeer, Sint Jans e Rembrandt são apenas alguns dos artistas holandeses mais conhecidos que marcam presença neste museu.

A parte mais importante e famosa desse museu são obras do período de ouro holandês, que foram produzidas por alguns dos nomes citados acima. Essas obras mostravam, entre outras coisas, o caráter promissor que as elites dessa época tinham e a forma colonial com que a sociedade se organizava.

Nisso, se inclui questões que são consideradas problemáticas nos dias de hoje. Em quadros muito famosos, cidadãos e burgueses escravagistas foram retratados de forma grandiosa, de uma forma que seria inaceitável para os dias de hoje.

Por isso, ao lado de quadros que demonstrem essa temática ou problemática, há indicações e placas que apontem quem foram as pessoas retratadas na pintura, inclusive com suas profissões e o que podem ter feito de errado, pensando pelo modo que a sociedade de hoje pensa. Nisso, vemos a vanguarda holandesa pela forma de como ver a arte atualmente.

Esses apontamentos também são feitos em forma de comentários, onde pode-se entender a contribuição negativa ou positiva dessas pessoas para o desenvolvimento da sociedade e da economia dos Países Baixos.

3. Museu Van Gogh

O interior do Museu Van Gogh, com 2 pisos

Como já dissemos anteriormente, a Holanda é um local que dispensa comentários quando falamos de pinturas. Para ficarmos apenas em dois nomes, temos Rembrandt como um dos principais nomes do estilo barroco do século XVII e Van Gogh como um expoente do pós-impressionismo e da arte moderna nos século XIX e XX.

O Museu Van Gogh, inaugurado em 1973, tem a maior parte do acervo das obras primas do pintor, com 213 pinturas e cerca de 406 desenhos, montagens ou rascunhos. Os quadros mais famosos são “Os comedores de batatas”, “Quarto em Arlés” e uma das versões do quadro “Girassois”.

Além disso, Vincent Van Gogh também era um pintor estudioso e que mantinha um acervo pessoal para si próprio.

Esse acervo pessoal também está exposto, juntamente com outros quadros similares ou que representam uma continuidade do trabalho do artista. Entre os nomes mais famosos desse acervo estão Courbet, Pissaro, Monet, Gauguin e Monet.

Para visitar esse museu é necessário comprar um ingresso com horário agendado antecipadamente.

4. Casa de Anne Frank

A fachada da Casa de Anne Frank

A casa de Anne Frank é um museu sediado no local em que Anne Frank se escondeu com sua família durante a ocupação nazista nos Países Baixos. À época da guerra, Anne, por ter origem judia, teve de passar pelos piores horrores da Segunda Guerra Mundial.

Até hoje tido como um dos principais nomes quando falamos desta guerra, Anne escrevia em um diário sobre como eram os seus sofrimentos, angústias e a vida no dia-a-dia enquanto morava escondida durante a Segunda Guerra Mundial.

Esse diário, que já foi retratado por diversas vezes em séries e filmes, e é tido como um dos melhores documentos sobre a guerra, mostra como as vítimas do regime nazista viviam ao fugir deles.

Escondida junto à sua família e outras pessoas por quase dois anos e meio num cubículo, Anne foi capturada e enviada para diferentes campos de concentração. Anne morreu em 1945, após passar por dois campos de concentração – Auschwitz e Bergen-Belsen. O único sobrevivente da família foi Otto Frank, seu pai, que ficou responsável por fazer a publicação do diário dela.

O museu, que era a casa onde ela se escondia, foi aberto ao público em 1960.

Pelo respeito às histórias vividas no local, não são permitidas fotos ou filmagens do local. É importante que os visitantes tenham em mente a necessidade de respeitar o local e entender qual deve ser o comportamento dentro de um lugar desse.

As plaquinhas douradas em homenagem às pessoas mortas no Holocausto. Aqui vemos 4, com os nomes de Anne, de seus pais e de sua irmã.

É importante lembrar que essa não era de fato a casa de Anne Frank. Antes do horror nazista, ela vivia em um endereço à frente da Praça Merwedeplein com sua família. Nesse outro endereço (Merwedeplein 37) é onde ficam os tijolos dourados (Stolpersteine) criados após a guerra em memória às vítimas do nazismo.

5. Passeio de barco pelos canais

Um barco amarelo e branco navegando por um canal em Amsterdam num dia ensolarado.

Os canais de Amsterdam por si só já trazem um charme extra à cidade, mas para aproveitar isso, há os passeios de barco.

De tantas opções, escolhemos 2:

  • Passeio básico com ótimo custo-benefício

Um dos passeios de barco com melhor custo-benefício de Amsterdam é este que custa cerca de 15 euros, onde é possível passar nos principais canais da cidade, vendo edifícios e estruturas muito conhecidas de Amsterdam.

O passeio, além de trazer belas vistas e paisagens, também conta com um áudio guia em 20 idiomas (inclusive português). Ao passar por cada um dos pontos turísticos do passeio, o áudio-guia descreverá os locais e contará um pouco mais sobre a história deles.

A visita dura pouco mais de 1h e pode ser feito entre as 10 e 18h. Os barcos saem de vários pontos diferentes da cidade como o Hard Rock Café e a Heineken Experience. Para uma experiência melhor, leve fones de ouvido para que você possa ouvir o áudio guia.

  • Barco aberto em dias ensolarados

Outra opção de passeio de barco em Amsterdã é por meio de um barco totalmente aberto, indicado principalmente para os dias de muito sol e calor. Da mesma forma que o passeio anterior, o barco passa pelos principais canais da cidade e possibilitam aos turistas ver os melhores pontos da cidade.

Esse passeio parte do Rijksmuseum ou da Casa de Anne Frank e passa por alguns lugares famosos. Nesse caso, há um guia que apresenta os principais pontos turísticos em inglês e holandês.

O barco aberto não está disponível em dias de chuva. Nesses casos, você será realocado em um barco fechado convencional e receberá o reembolso da diferença.

6. Bairro Jordaan

Um canal rodeado de muitas árvores verdes, com seus barcos ancorados

Se você gosta de viajar e não perde a oportunidade de tirar boas fotos, o Bairro de Jordaan é uma excelente experiência para isso. É nesse bairro onde estão os lugares mais instagramáveis de Amsterdam, devido às lindas pontes e dos canais de Amsterdam.

Além de ser uma região muito boa para se hospedar, também conta com hotéis e restaurantes bastantes charmosos.

Inclusive, uma das melhores dicas para incluir no seu roteiro gastronômico é conhecer o Restaurante Mooders. Esse restaurante serve algumas das comidas típicas da Holanda, que vão desde as clássicas batatas fritas até o Stamppot (um purê de batata com legumes, vegetais e salsicha defumada) ou os clássicos stroopwafel (os conhecidos waffles, mas à moda holandesa).

Além de servir uma culinária tipicamente holandesa, o Mooders traz um conceito que valorizamos bastante no Brasil: uma comida feita por nossas mães. Isso fica ainda mais explícito pela decoração do local, repleto de fotos de mães do mundo inteiro. Reserve antes de ir.

7. Vondelpark

Um parque muito verde, cheio de árvores e com um lago no meio.

Um dos símbolos nacionais holandeses, o Vondelpark é um dos parques mais belos da Europa. Há quem o compare, por exemplo, com o Central Park de Nova York ou o Hyde Park de Londres, tamanha a sua beleza e simbolismo para Amsterdam.

Criado no século XIX, o Vondelpark tem esse nome em homenagem a um escritor holandês bastante famosos no século XVII: Joost van den Vondel. Além de jardins e áreas para um bom passeio ao ar livre, piqueniques e até um banho de sol, o Vondelpark pode entrar no seu roteiro de viagem pelos cafés que existem dentro do parque.

Há ainda uma igreja, um coreto e algumas estruturas para a prática de esporte, incluindo arvorismo em alguns pontos.

8. Begijnhof

O jardim de Begijnhof todo verde, com casinhas holandesas ao redor

Se você quer fazer um passeio diferente em Amsterdam, uma dica que eu posso te dar é conhecer o Begijnhof. Situado na região central de Amsterdam, próximo ao canal Singel, esse é um ponto turístico “escondido”, que pode passar despercebido para boa parte dos turistas.

Mas para quem faz uma boa pesquisa sobre os lugares para se visitar na região central da cidade, certamente descobrirá esse jardim perdido, ótimo para uma manhã ou tarde em que você queira um roteiro mais calmo.

Fundado no século XIV, o Begijnhof tem esse nome por ter sido um local que servia para abrigar uma irmandade de mulheres católicas, as beguinas. Elas, ao contrário da maior parte de freiras e beatas, viviam sem grandes restrições e apesar de se dedicarem à vida católica, não tinham interesse em entrar no mosteiro.

Os atrativos já começam logo na entrada. Para entrar no Begijnhof é necessário passar por uma porta quase escondida, uma espécie de passagem secreta. Ao entrar, o charme começa a se mostrar: uma área verde com um jardim e algumas árvores em meio a uma vila fechada com construções antigas e bem conservadas.

Muitas destas construções são utilizadas atualmente como residências particulares e por isso, nem todo o Begijnhof está aberto para a visita. Entre essas residências, está a casa mais antiga de Amsterdam (construída no início do século XVI), que até hoje tem madeira em sua fachada, ainda que as construções com esse tipo de material tenham sido proibidas na cidade em 1521.

Além desta casa, também vale a pena conhecer edifícios como a Engelse Kerk (uma igreja reformista da Escócia) e uma antiga igreja católica clandestina.

A parte interessante é que, diferente de outras igrejas, estas não chamam muita atenção por fora. Até mesmo por ser clandestina, a igreja fica num edifício que mais se assemelha com um prédio residencial do que qualquer outra coisa.

9. Praça Rembrandtplein

A Praça Rembrandtplein tem esse nome por ser onde está localizada a estátua do importante pintor holandês Rembrandt. Além dele, há estátuas que reproduzem algumas obras dele, sendo a mais famosa delas a “Ronda Noturna”.

Além de ter esse apelo cultural, a Praça Rembrandtplein também é importante no cenário jovem da cidade. Por lá, a vida noturna é bastante agitada, por haver ao redor diversos bares, pubs, coffeeshops, restaurantes e lanchonetes.

Vale a pena visitar, principalmente entre a tarde e a noite, pois assim dá para aproveitar o melhor desse ponto turístico. Nas redondezas há restaurantes de diversos tipos de gastronomia, que incluem comida japonesa, italiana, tailandesa, brasileira e árabe, mas tudo com qualidade duvidosa e preços altos para turistas.

Vale a pena ficar atento às avaliações desses estabelecimentos no Google.

10. Bairro De Pijp

Uma rua com várias lojas em prédios baixos

Podemos dizer que o De Pijp é um dos bairros mais “jovens” de Amsterdam. Nessa região, se encontra um pouco de tudo. Durante o dia, você pode encontrar bons lugares para almoçar, inclusive comidas de rua.

Muitas pessoas que gostam de viajar, sempre procuram saber sobre as feirinhas de rua. Se há algum lugar na capital holandesa propício para isso é no De Pijp. Por lá, há o mercado de rua Albert Cuypmarkt, que conta com barraquinhas charmosas e que você encontra de tudo.

Por lá, você pode comprar roupas, joias ou se deliciar com alguns dos melhores doces e salgados da culinária neerlandesa.

E por falar em comida, a partir de 12h, parte dos restaurantes locais servem refeições como kebabs, beirutes e espetinhos. Na rua você também encontra algumas das opções mais holandesas com relação à gastronomia, como os waffles e os arenques (peixe).

Além dos restaurantes e das comidas de rua, o De Pijp também conta com várias cafeterias e restaurantes, inclusive de alta gastronomia. Ou seja, se tem um lugar para você procurar o que comer, esse é o bairro ideal.

Com relação à ida noturna, o bairro oferece opções com música ao vivo (principalmente noites de jazz). Baladinhas são mais raras, mas você pode encontrar algum estabelecimento funcionando como boate, principalmente às quintas e sextas-feiras.

Os bares locais também são muito bons, com cervejas a um bom preço e com alta variedade de rótulos e tipos.

11. Red Light District

O distrito da luz vermelha, com suas luzes vermelhas iluminando a rua e o canal

Quem é que nunca ouviu falar no termo “casa da luz vermelha”? Embora seja visto como algo pejorativo para boa parte das pessoas, na capital holandesa podemos dizer que esse tabu já foi superado.

O Red Light District nada mais é do que uma zona onde a prostituição de Amsterdã acontece. Com luzes bastante chamativas à noite e vitrines onde mulheres podem ser escolhidas por seus possíveis clientes, a imagem pode chocar pessoas mais conservadoras.

No entanto, vale lembrar que na Holanda, a prostituição é legalizada. Dessa forma, além de já haver uma cultura mais permissiva com relação a isso, tanto os estabelecimentos quanto os profissionais do sexo pagam impostos. Ou seja, eles são trabalhadores e empresas que funcionam de forma bastante similar aos outros ramos de atuação, como indústria e comércio.

Além de bordéis, nessa parte da cidade também é possível encontrar uma grande variedade de sex shops, casas de strip e bares.

Mesmo que a sua viagem não inclua buscar algum tipo desses serviços, eu recomendo fortemente que você vá conhecer essa parte da cidade. Isso porque à noite noite o local fica bem bonito, com as luzes vermelhas iluminando não só os edifícios, quanto a rua e às águas por onde passa o canal nessa região.

Bares e lanchonetes nessa parte da cidade são boas pedidas, sobretudo se você estiver em busca de algo simples, mas marcante. Há opções para todos os gostos e culinárias muito diferentes entre si. Recomendo muito o restaurante Lolo, muito intimista e bem refinado para a região.

Por fim, outra das atrações do Red Light District é um museu sobre a prostituição em Amsterdam, o Red Light Secrets Museum.

Não é uma visita obrigatória, mas se você estiver passando por lá e quiser entender melhor sobre quais são os motivos que fazem a cidade (e o país) serem tão “abertos” para questões como a prostituição, você pode incluí-lo no seu roteiro.

12. Coffeeshops

A entrada do coffeeshop Bulldog, o primeiro de Amsterdam
Foto de Alessandra Easterthere pelo Unsplash

Ao contrário do que o nome pode indicar, o que você menos irá encontrar para comprar nesse tipo de estabelecimento são cafés. Os coffeeshops nada mais são do que as lojas de produtos derivados de cannabis (maconha), que são permitidos na Holanda, contanto que seja consumido em locais fechados.

Nesses estabelecimentos você não encontrará apenas a planta para o fumo, como muita gente pensa ao viajar para lá. Em algumas dessas lojas você poderá provar drinks à base de maconha, bem como doces e outras receitas.

No entanto, para quem está em busca da marijuana propriamente dita, há diversas opções e variedades, tanto no formato natural quanto no haxixe. Não é um programa que todos os visitantes de Amsterdã devem estar interessados em fazer, mas caso você esteja a procura desse tipo de entretenimento, não deixe de visitar.

As compras normalmente são limitadas a um máximo de 5 gramas de maconha. Os preços variam pouco de um coffeeshop para outro. Separamos os três mais interessantes na cidade:

  • The Bulldog – The First Coffeeshop

O primeiro coffeshop de Amsterdam, do lado de fora já é possível ver a vibe do lugar, um tanto quanto alternativa. Situada numa antiga delegacia, as paredes coloridas do lado de fora já chamam bastante a atenção. No interior há uma decoração bastante peculiar, com itens psicodélicos e cheios de detalhes, que remetem aos anos 70 e 80.

O local também serve produtos que não são à base de maconha. Os cafés e lattes são bastante elogiados pelas pessoas que já frequentaram o local.

  • Original Damprkring Coffeeshop

Diferentemente do estabelecimento anterior, a decoração desse coffeeshop é bem mais discreta e até um pouco careta. Localizado entre os canais Singel e Rokin, próximo ao Museu da Tortura, o Original Dampkring é muito bem avaliado por seus frequentadores.

Uma curiosidade sobre este coffeeshop é que por lá foi gravada uma cena de um dos filmes mais famosos dos anos 2000, 11 homens e um segredo. As luzes internas desse coffeshop tornam a experiência um pouco mais aconchegante como um todo.

Lá dentro pode-se encontrar alguns itens cannábicos para usar lá mesmo ou levar para a casa. Um exemplo disso é uma massa pronta de bolo que leva a cannabis entre os seus ingredientes. Se chama rainbow cake.

  • Grey Area Coffeeshop

Com uma decoração interna ou externa um tanto quanto caótica, esse é um dos melhores coffeeshops da cidade. O Grey Area é pequeno e charmoso, o que faz com que longas filas para entrar lá sejam formadas em praticamente qualquer horário. Isso diz muito a respeito da qualidade do local, lembrando a grosso modo os melhores restaurantes em grandes metrópoles, que também ficam com fila em suas portas.

Relativamente próximo a outros pontos turísticos da cidade como a Casa de Anne Frank, a Praça Dam e o Palácio Real, é uma opção de visita complementar após um dia de visitas a esses locais.

A maior parte das avaliações sobre o local aponta que o diferencial é o número de variedades de cannabis que se pode encontrar lá, bem como o atendimento dos funcionários. Os clientes apontam a facilidade para entender melhor sobre as variedades e poder escolher a que mais são indicadas para o que procuram.

Não é um coffeeshop muito bom para se sentar e tomar um café por ser pequeno, mas vale a visita para comprar os produtos.

13. Museu Histórico Judaico

O interior do Museu Judaico, cheio de documentos e explicações históricas sobre os judeus holandeses

Mais uma atração para quem gosta de conhecer mais sobre a história dos locais, o Museu Judaico explica sobre como se deu a imigração judia para Amsterdam durante a História.

Cidadãos judeus fugindo da Inquisição na Europa Ocidental, principalmente de países como Portugal e Espanha, buscaram se exilar na Holanda, o que formou parte da população judaica atual. Situado no antigo bairro judeu de Amsterdã, o museu traz objetos, imagens, quadros e representações judias sobre o passado que ninguém gostaria de reviver.

O museu conta com cerca de 11 mil objetos de arte. Itens desde a Inquisição até o Nazismo incluem quadros, documentos e escrituras da Torá (uma espécie de bíblia judia) que nos ajudam a entender como foi e é a vida de judeus na Holanda.

Além do museu, no bairro judaico também é possível encontrar outras atrações históricas como o Museu das Crianças e a Sinagoga Portuguesa, que falaremos no próximo tópico:

14. Sinagoga Portuguesa

O interior da Sinagoga Portuguesa, a mais importante de Amsterdam

Embora o nome possa não fazer tanto sentido à primeira vista, a Sinagoga Portuguesa de Amsterdã é um dos principais monumentos para a comunidade judaica na cidade. Construída a partir de 1675, a sinagoga foi construída para abrigar cidadãos judeus que fugiram da Espanha e de Portugal para não se converterem ao Catolicismo.

A prática de conversão forçada em Portugal se deu até 1821, fazendo com que a opressão à comunidade judia se tornasse um empecilho para essas pessoas viverem na Península Ibérica.

Por isso, a partir do ano de 1596, muitos judeus saíram de Portugal e Espanha rumo ao leste, encontrando abrigo na Holanda, onde já haviam bastante adeptos da Reforma Protestante. Assim, os judeus puderam se estabelecer na cidade sem grandes problemas.

A sinagoga foi destruída parcialmente durante a Segunda Guerra Mundial e foi restaurada entre os anos de 1953 e 1957. Além do simbolismo do monumento como um todo, a Sinagoga é tombada pela UNESCO por sua importância histórica.

Dentro dela, há uma das bibliotecas judias mais antigas do mundo, onde há algumas das documentações mais importantes da religião. Além disso, há colunas feitas em pedra e mobiliários em jacarandá, uma das madeiras mais nobres. Faz parte do Bairro Judeu e sua visita pode ser feita mediante a compra de ingresso para o Museu Judaico.

15. Amsterdam Noord

O mural de Anne Frank feito pelo Kobra, no bairro de Amsterdam Noord

A região de Amsterdam Noord era utilizada majoritariamente pelas indústrias holandesas com seus grandes galpões e estaleiros. Entre os anos 1900 e a Segunda Guerra Mundial, o local tinha o uso estritamente industrial, com fábricas de navios, aviões, entre outros.

Durante a guerra, um bombardeio atingiu as fábricas, levando à completa destruição das estruturas e também de bairros vizinhos.

Atualmente, o bairro é um dos mais interessantes de Amsterdam, onde a arte ganha vida. Além de ter uma vida noturna bastante interessante, a Amsterdam Noord também conta com artistas de rua durante o dia, além de galerias e exposições. Ali está o imenso mural do Kobra, artista brasileiro, retratando Anne Frank.

Nos bares, também é possível encontrar alguns dos melhores músicos da cidade tocando ao vivo, principalmente aos finais de semana. Há uma série de restaurantes interessantes nessa região: destaques para o Bar Boeket, muito frequentado por pessoas locais e para o Pllek.

Esse último se destaca não só pelo bom atendimento e boa comida, mas também pela decoração, sendo um bar de containers que entrega uma excelente experiência. Vale a pena visitar no fim de tarde, para ver o pôr do sol na beira do rio Amstel.

Para acessar o bairro, a melhor forma é por meio do ferryboat gratuito, que funciona durante o dia todo e liga a parte sul ao norte da cidade.

16. Heineken Experience

O prédio da Heineken, onde acontece a Heineken Experience

Você já deve saber: Amsterdam é o berço de duas das principais marcas de cerveja mundialmente conhecidas: a Amstel e a Heineken. A cerveja “verde”, inclusive, tem um tour pela fábrica, a chamada Heineken Experience.

Esse tour, que dura cerca de 1h30, é excelente não só para quem é louco por cerveja, mas também por quem quer conhecer um pouco mais sobre a história e a receita dessa bebida. Durante a visita, degustações e apresentações das cervejas são oferecidas aos visitantes, que podem aproveitar e comprar algumas recordações logo na saída.

As visitas são feitas em grupos, de acordo com a viabilidade do tour em receber os visitantes em determinado horário. O valor do ingresso é de 21 euros por pessoa e inclui as degustações, 2 bebidas e guia em inglês.

17. Zaanse Schans

Os moinhos de Zaanse Schans num pôr do sol
Foto de Michal Soukup pelo Unsplash

O que é mais simbólico da Holanda do que os moinhos de vento? Se você quer uma experiência completa, o ideal é fazer uma excursão bate-volta até Zaanse Schans, um bairro de Zaandam, uma cidade vizinha à Amsterdã.

Nesse tipo de excursão, há uma série de atrações que você pode fazer em 1 dia. No que separamos para te sugerir, o passeio inclui um tour guiado pelas ruas de Edam, onde é vista a produção de queijos típicos da província da Holanda do Norte; uma visita a vila de pescadores de Volendam e conhecer um moinho de vento por dentro em Zaanse Schans.

Todos esses pontos valem a pena visitar, principalmente se você estiver no país por pelo menos cinco dias. Assim, você pode separar pelo menos um dia inteiro para não passar aperto com os horários do passeio.

Como se locomover em Amsterdam

Bicicletas e ciclistas vindo de todos os lados e direções em Amsterdam
Foto de Noralí Nayla pelo Unsplash

Uma das dicas que a maior parte das pessoas não dão para quem está planejando o que fazer em Amsterdam é sobre o meio de locomoção que se deve adotar para passear na cidade. Não há dúvidas de que a maior parte das pessoas tem um estereótipo de que a viagem perfeita para a capital holandesa envolve um passeio de bicicleta. Correto?

Errado.

Andar de bicicleta em Amsterdam pode ser um tanto quanto perturbador, sobretudo se você não é muito acostumado com pedalar no trânsito. Ao contrário do que sempre imaginei, a bicicleta lá não é um veículo de lazer, mas sim um transporte sério, cheio de regras e convenções não escritas a respeito de como “pilotá-las”.

Não são poucos os casos de turistas que são atropelados ou causam algum tipo de acidente na cidade, seja por imprudência ou falta de costume. Dessa forma, a melhor forma de se locomover por Amsterdã é usando o transporte público da cidade.

Utilizando um cartão de transporte, válido em qualquer tipo de locomoção por Amsterdam, você gastará menos tempo para fazer os seus trajetos na cidade, além de gastar pouco dinheiro. A partir de 8,50 euros, você pode utilizar ônibus, bondes, barcas e metrô na cidade por até 7 dias.

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Sobre o Autor

Larissa Pereira

Larissa é nascida em Niterói/RJ, mas já estudou em Nova York e morou na Nova Zelândia por um ano antes de iniciar a volta ao mundo que terminou em 2016. Sonhando em viajar desde que se entende por gente, mantinha um caderno cheio de recortes de jornais e revistas sobre o Egito quando tinha 7 anos de idade. Hoje esse caderno é virtual e engloba vários destinos. Os “recortes” são produzidos por ela e pelo Carlos, semanalmente, no Vida Cigana.

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