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O que fazer em Milão: 12 melhores atrações

O que fazer em Milão: a Praça do Duomo, com o Duomo di Milano ao fundo, num dia de céu azul

Na hora de saber o que fazer em Milão, tenha em mente que a cidade é uma das mais importantes da Itália, o que reserva muitas atrações para locais e turistas.

A explicação sobre a importância de Milão advém ainda do Império Romano, da qual a cidade foi capital entre o final do século III e o início do século IV. Muitas das estruturas dessa época servem de inspiração, misturadas à arquitetura moderna que a cidade tem a oferecer. Afinal, Milão é o grande centro financeiro e comercial da Itália.

Nos dias de hoje, entre as principais atrações estão as catedrais, os castelos, as galerias de arte, recantos de moda e até mesmo estádios de futebol.

O que fazer em Milão: 12 dicas

O que fazer em Milão: as ruas em volta do Duomo cheia de barracas de Natal

A cidade de Milão tem diversas oportunidades de lugares para conhecer. Para facilitar a sua vida na hora de saber o que fazer em Milão, separamos os principais pontos turísticos da cidade.

Se você quiser seguir este roteiro à risca, recomendo que separe pelo menos 5 dias para ficar em Milão. Acredito que algumas pessoas podem conseguir fazer este roteiro em menos tempo, mas correr em viagem geralmente não costuma ser uma boa ideia, pois pode se perder muitos detalhes importantes.

  1. Duomo di Milano (Catedral de Milão)
  2. Galeria Vittorio Emmanuele II
  3. Quadrilátero da Moda
  4. Bairro de Navigli
  5. Castello Sforzesco
  6. Parco Sempione
  7. A Última Ceia de Leonardo da Vinci
  8. Pinacoteca di Brera
  9. Piazza Gae Aulenti e Bosco Verticale
  10. Corso Como
  11. Teatro alla Scalla
  12. Igrejas

1. Duomo di Milano (Catedral de Milão)

O Duomo di Milano visto da praça num dia nublado

O Duomo di Milano é uma das catedrais mais belas da Europa. Uma autêntica obra de arte em estilo gótico localizada bem à frente da Praça do Duomo, outro ponto turístico importante de Milão. 

Sua construção se deu a partir do final do Século XIV e terminada apenas no século XIX sob influência de Napoleão Bonaparte, que à época havia invadido a Itália. Seu interior é esplendoroso e enorme.

Há ainda a possibilidade de subir ao topo da Catedral de Milão, onde você encontrará algumas das mais belas esculturas em mármore. Em dias de céu claro, a vista do telhado da igreja torna tudo ainda mais especial.

Também vale a pena visitar o Sítio Arqueológico da igreja, que contém os vestígios do Batistério de São João e da Basílica de Santa Tecla, construções paleocristãs do século I. Foi a parte que mais gostei do passeio.

2. Galeria Vittorio Emanuele II

O interior da Galeria Vittorio Emanuele II, com sua cúpula e tetos de vidro

A Galeria Vittorio Emanuele II é perfeita para quem gosta de ir às compras ou aproveitar boas oportunidades gastronômicas. Entre as lojas que estão presentes nesta galeria, contamos com as famosas Prada, Dolce & Gabbani, Louis Vuitton e Gucci, entre outras.

Construída no século XIX em estilo eclético, a galeria tem uma cúpula de vidro e ferro, bem como duas arcadas em forma de cruz latina.

Além disso, a localização desta galeria é bastante privilegiada, próxima a 2 dos principais pontos turísticos de Milão: a Catedral de Milão e o Teatro Alla Scala. Ali é uma excelente opção para uma vista panorâmica da Piazza del Duomo, vista do telhado panorâmico da Galeria.

Para quem gosta de tradições e superstições, há uma bastante peculiar na Galeria Vittorio Emanuele II: há o desenho de um touro no piso da galeria e diz a tradição que você deve colocar o calcanhar do pé direito nos testículos dele, fazendo um giro completo no dia 31 de dezembro à meia-noite. De acordo com a tradição, isso traz sorte no ano seguinte.

3. Quadrilátero da Moda

Localizado no centro histórico de Milão, o quadrilátero da moda é uma zona comercial que vale a pena ser visitada, caso seu interesse seja em compras. Essa região é delimitada por quatro ruas: Via della Spiga, Via Montenapoleone, Via Manzoni e pela Corso de Porta Venezia.

Desde a década de 50, essas vias tornaram-se lar das melhores marcas do mundo e uma região comercial de referência em toda Milão. Por isso, ao conhecer as vias que circundam o bairro, você irá se deparar com vitrines luxuosas, regadas de modas e tendências. Aqui é o local indispensável para quem é amante da moda. 

Entretanto, se você não pretende gastar uma fortuna aqui, o bairro também possui cafés com preços não tão exorbitantes. Além disso, como uma boa zona italiana, o quadrilátero também contém muita história. Nele, está situado o Palácio Morando, um palácio com decoração do século XVIII que abriga um museu de moda. 

4. Bairro de Navigli

O bairro de Navigli no pôr do sol, na beira do canal, repleto de luzes
Foto de Cristina Gottardi pelo Unsplash

O bairro de Navigli é o mais badalado de Milão, com muitos bares e vida noturna.

Tem como um dos seus principais diferenciais uma cultura bem estabelecida de happy hour, inclusive, em muitos dos bares e pubs, pedindo a bebida nesse horário, você ganha uma porção de tira-gosto.

À noite, em suas imediações é que o local se transforma num lugar ainda mais mágico. Com uma bela iluminação, esse é um dos lugares mais movimentados e repleto de bares e restaurantes.

Entretanto, vale a pena ficar atento: existem muitos restaurantes e bares que são os famosos “pega turista”: recintos pouco atraentes, muito barulhentos, com comida não tão boa e cara.

Por fim, é lá que ocorre a Fuorisalone, uma das principais feiras anuais de design do mundo. Passear por essa feira e seus showrooms podem ser boas opções para quem quer comprar objetos de arquitetura e decoração.

5. Castelo Sforzesco

O Castelo Sforzesco foi construído entre 1360 e 1370 como o lar da família Visconti, que reinava em Milão nesta época. Desde então, o castelo passou por diversas obras que englobaram restaurações e amplificações da estrutura.

Durante o Renascimento, foi local de bailes luxuosos que contavam com a presença de ilustres renascentistas, como Leonardo da Vinci. O Palácio também foi lar de várias personalidades, dentre elas, o Imperador Napoleão Bonaparte.

O castelo hoje conta com um vultuoso acervo cultural, que vai desde manuscritos renascentistas até uma escultura inacabada de Michelangelo. Aqui, você poderá imergir na história da arte, visitar bibliotecas e arquivos raros.

E o melhor de tudo isso: a entrada ao castelo é gratuita na primeira e terceira terça de todo mês. Nos outros dias, o valor da visitação é de 5 euros.

6. Parco Sempione

O Parque Sempione fica atrás do Castelo Sforzesco e é o segundo maior parque da cidade. Um dos locais preferidos dos locais e turistas seja para descansar, fazer piqueniques ou uma boa caminhada.  

Com 47 hectáres, o parque contém uma bela vegetação e conta também com lagos que nem parecem ser artificiais. Em um deles, há uma ponte de madeira repleta de cadeados. Esses cadeados fazem parte de uma antiga tradição de 2 amores prenderem um cadeado à ponte e jogar sua chave no lago.

Além disso, o parque conta com várias atrações turísticas imperdíveis, como o: 

Arco da paz

O Arco da Paz fica localizado no centro da Praça Sempione. Começou a ser construído em 1807 por encomenda de Napoleão Bonaparte, a fim de comemorar as vitórias napoleônicas.

Como só terminou de ser construído depois da derrota de Napoleão em Waterloo, o arco hoje é um monumento comemorativo de sua derrota em 1815, e celebra a “paz” na entre os países europeus.

Trienalle Milano

O Trienalle Milano (Museu da Trienalle) é um museu de design que possui em suas coleções fixas toda a diversidade presente na história do design milanês, que é exaltado em todo o mundo.

Além disso, o museu proporciona eventos e exibições sobre arquitetura, design, teatro e artes visuais.

Aquário Cívico

O Aquário Cívico foi inaugurado em 1916 durante a Exposição Internacional de Milão, e é o terceiro aquário mais antigo da Europa. Lá é o lar de mais de 100 espécies de vida marinha, dentre elas peixes, equinodermos, moluscos e crustáceos. 

Portanto, se você é impressionado pela vida marinha e acha fascinante grandes aquários, anota aí: o horário de visitação é de terça à domingo de 9 às 17:30. A entrada custa 5 euros. 

7. A Última Ceia de Leonardo da Vinci

O Cenáculo da Última Ceia no refeitório da Igreja Santa Maria delle Grazie

Ao lado da Monalisa, “A Última Ceia” de Leonardo Da Vinci é uma das obras de arte mais famosas da história. Mas, diferente da musa exposta no Museu de Louvre em Paris, essa obra do pintor não está em um quadro, mas sim é um afresco que possui 4,6 metros de altura e 8,8 metros de comprimento. 

A obra foi encomendada pelo duque Ludovico Sforza em 1495, e foi finalizada apenas em 1498. O objetivo da obra foi decorar uma das paredes do refeitório do convento pertencente à Igreja de Santa Maria Delle Grazie.

Desde então, a pintura já foi o alvo para jogos de tiro ao alvo do exército napoleônico, e, durante a segunda guerra, ficou anos exposta ao sol devido a um bombardeio que destruiu o teto do antigo refeitório. Assim, nas últimas duas décadas dos anos 1900, a obra passou por uma grande restauração. 

É impensável conhecer Milão e não apreciar essa obra de arte única. Entretanto, uma vez que é um dos pontos turísticos mais cobiçados da cidade, não é fácil visitar o convento. Para isso, você precisa se planejar e reservar online com bastante antecedência.

8. Pinacoteca di Brera

Foto de Sebastiano Piazzi pelo Unsplash

A Pinacoteca di Brera foi idealizada em 1776 por Maria Tereza da Áustria. O prédio que hoje a abriga era a Escola de Belas Artes.

Entretanto, seu período de construção coincide com o período da invasão napoleônica na Itália. 

Napoleão então ordenou o confisco de todas as obras de arte e comandou que todas deveriam ser enviadas para o prédio da Escola. Dessa forma, a Pinacoteca passou a ser ponto de encontro entre artistas e amantes das artes. 

Mesmo após a queda e morte do Imperador, o anexo da Escola de Belas Artes continuou sendo lar de centenas de obras de artes como pinturas, manuscritos e esculturas. Todo esse acervo está disposto em 38 salas, com obras que datam desde o Império Romano, até obras do romantismo do século XIX. 

A Pinacoteca está localizada no Palácio di Brera. Nele, também estão localizados o observatório astronômico, o Jardim Botânico, e o Instituto de Ciências e Artes. Além, claro, do Instituto de Belas Artes.

9. Piazza Gae Aulenti e Bosco Verticale

Foto de Luca Bravo pelo Unsplash

Se você acha que Milão é apenas parques e prédios antigos, não se engane. A cidade italiana também é um enorme exemplo de modernidade e sustentabilidade. Os modelos perfeitos para essa afirmação são a Piazza Gae Aulenti e o Bosque Vertical (Bosco Verticale).

Piazza Gae Aulenti

A Piazza Gae Aulenti é uma praça circular elevada que faz parte do novo Distrito Inteligente de Puerta Nova. Ao visitar essa região de Milão, você terá a impressão que está em uma outra cidade completamente diferente da que você viu durante toda a viagem.

Essa praça atende a todos os requisitos da União Europeia: design, inovação tecnológica, eficiência energética e sustentabilidade. Considerada o principal centro de negócios de Milão, na praça do futuro ergue-se um maravilhoso arranha-céu do banco Unicredit. 

Mas, a piazza não é apenas um local para engravatados. No centro do “círculo” você poderá apreciar várias fontes, e até mesmo socializar com cidadãos de Milão. Além disso, a piazza também dispõe de cafés, restaurantes, e lojas como Nike e Sephora.

Bosco Verticale

O Bosco Verticale é um prédio incrivelmente bonito cheio de planta para todos os lados. 

Inaugurado em 2014, essa maravilha arquitetônica é composta por dois edifícios residenciais que juntos possuem árvores, arbustos e plantas capazes de ocupar cerca de 40 mil metros quadrados. 

Além de proporcionar uma bela vista para o horizonte milanês, esses edifícios também são sustentáveis: promove a biodiversidade através da aves que por lá ficam, gera ganho de luz durante o inverno, reduz as temperaturas no verão, além de melhorar a qualidade do ar. 

Portanto, se você gosta de ver a modernidade misturada com natureza, não deixe de ir até o distrito 9 de Milão e ver o que o futuro nos aguarda.

10. Corso Como

A rua de pedestres na frente da Porta Garibaldi

O complexo 10 Corso Como pode ser sintetizado por 2 palavras: Gastronomia e Comércio.

Fundado em 1990 por Carla Sozzoni, o conjunto começou apenas com uma galeria de arte e uma livraria. Com o tempo e sucesso, hoje o complexo é um conjunto multifacetado com muita cultura, espaços musicais, e também muita culinária de alto padrão. 

Além das diversas opções fornecidas pelo complexo, as ruas de pedestres que o circunda é repleta de boa energia, com belos bares e restaurantes e uma vida noturna calma porém extremamente prazerosa. Se você não gosta de muita boemia, saiba que aqui você terá uma noite muito mais tranquila do que nos bares de Navigli.

Ao visitar o 10 Corso Como, não deixe de dar uma passada na Porta Garibaldi. Lá fica o Eataly, onde você pode comprar os melhores panetones do mundo. Afinal, foram os milaneses que criaram essa maravilha natalina.

11. Teatro alla Scala

O Teatro Alla Scalla fica na Piazza della Scala, bem pertinho do Duomo e da Galeria Vittorio Emanuelle II, e é uma das principais casas de Ópera do Mundo. Com a sua inauguração em 1778 e capacidade para pouco mais de 2 mil pessoas, esta casa de ópera é uma das mais modernas do mundo. 

O teatro conta com uma arquitetura em estilo neoclássico que faz com que os turistas se vejam em outro lugar do tempo.

Além disso, o Teatro Alla Scala é uma excelente opção para ver espetáculos e conhecer o funcionamento os bastidores de uma casa dessas.

12. Igrejas

Quando a gente fala de Itália, instintivamente lembramos de Igrejas. E Milão sendo a cidade que é, com a história e importância que já teve e ainda tem, possui diversas igrejas maravilhosas que precisam ser conhecidas. 

Igreja de Sant’Ambrogio

A Basílica de Sant’Ambrogio é uma das igrejas mais antigas da cidade de Milão e é considerada a segunda mais importante da cidade, ficando atrás apenas da Catedral de Milão.

Contruída entre 379 e 386, a basílica foi idealizada pelo Bispo Ambrósio, e está localizada em uma zona de sepultamento de cristãos que foram martirizados pelo império romano.

Cerca de 11 séculos depois, a basílica foi totalmente reconstruída e segue o modelo arquitetônico românico, que é marcado por suas janelas minúsculas e torres separadas.

Para visitá-la, basta você ir à Piazza de Santo Ambrogio.

Igreja de San Maurizio: A Capela Sistina de Milão

Se Roma possui a Capela Sistina, Milão possui a Igreja de San Maurizio. Claro, a igreja milanesa não possui o teto coberto por afrescos de Michelangelo sobre o juízo final, nem a assinatura de Botticelli ou Roselli. Entretanto, suas paredes são repletas de pinturas estonteantes e vitrais que parecem irreais. 

Construída como um mosteiro feminino no início do século XVI, a igreja é composta por três partes: uma sala destinada à atender aos fiéis; uma grande sala que era de acesso exclusivo às freiras; e uma cripta que atualmente é visitada durante o percurso do museu arqueológico.

Todos os salões da igreja são repletos de afrescos, com abundantes detalhes em ouro. Tais características atribuem à Igreja de San Maurizio como Capela Sistina de Milão. 

Igreja de San Bernardino alle Ossa

Imagine entrar em uma Igreja e deparar-se com paredes de ossos. Não falo sobre sepulturas ao altar, mas sim ossos empilhados à mostra na parede. Pode parecer macabro, e talvez realmente seja. Contudo, a Igreja dos Ossos – ou Igreja de San Bernadino alle Ossa possui uma beleza e história peculiares. 

Finalizada em 1269, a igreja foi construída ao lado do que foi um ossário de leprosos. Basicamente, muitos morreram de lepra no século XII, e foi necessário construir um ossário adjacente ao cemitério no qual estavam os corpos dos acometidos pela doença. Os ossos então foram incorporados às paredes da igreja em 1642. 

Uma vez que fizeram parte de um projeto arquitetônico, os ossos branco-amarelados contrastam de forma esplêndida com as paredes escuras e estão perfeitamente alinhados ao longo das paredes e do altar.

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Sobre o Autor

Larissa

Larissa é nascida em Niterói/RJ, mas já estudou em Nova York e morou na Nova Zelândia por um ano antes de iniciar a volta ao mundo que terminou em 2016. Sonhando em viajar desde que se entende por gente, mantinha um caderno cheio de recortes de jornais e revistas sobre o Egito quando tinha 7 anos de idade. Hoje esse caderno é virtual e engloba vários destinos. Os “recortes” são produzidos por ela e pelo Carlos, semanalmente, no Vida Cigana.

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