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Chile

O que fazer em Santiago: Top 22 atrações para um roteiro de viagem

O que fazer em Santiago: Santiago vista do alto do mirante do Sky Costanera, com os prédios embaixo e a Cordilheira dos Andes cheia de neve ao fundo. A foto foi tirada durante o pôr do sol

Ao planejar o que fazer em Santiago o visitante irá se deparar com inúmeras atrações, para todos os tipos de viajantes.

Neste artigo vamos listar as 22 mais interessantes para que você inclua o melhor da cidade em seu roteiro.

Santiago para todos os perfis e roteiros de viagem

A capital chilena é muito versátil, cujas atrações servem aos mais variados perfis de turistas.

A cidade reúne o que há de mais antigo nas Américas até a mais moderna arquitetura.

Santiago também é uma cidade que se preocupa com sua memória e seu passado, com vários endereços históricos mantidos a base de trabalho voluntário.

Além disso, Santiago é uma cidade extremamente agradável. Mantém um clima gostoso em todas as estações do ano, mesmo no inverno. Seus moradores são simpáticos e solícitos e suas paisagens de tirar o fôlego.

A capital do Chile encanta a todos que a visitam e durante nossa passagem por lá não foi diferente. Planejando bem o que fazer em seu roteiro todo turista que desembarca na cidade certamente terá a mesma percepção.

Tendo todas essas informações iniciais na cabeça, veja abaixo o que dá pra fazer em Santiago durante uma viagem. Seguindo nossas dicas você vai se apaixonar pela cidade da mesma forma que aconteceu conosco.

Leia mais: Entenda porque sempre vale a pena fazer Seguro Viagem para o Chile

O que fazer em Santiago: as 22 principais atrações

A mansão do vinhedo Concha y Toro nas margens de um lago, com a Cordilheira dos Andes atrás
A vínicola da Concha y Toro

Na hora de planejar o que fazer em Santiago tenha em mente que você estará visitando uma cidade cosmopolita.

São prédios que datam desde a fundação da cidade ao lado de outros moderníssimos, que parecem vindos do futuro. Santiago possui tanto museus dedicados à arte indígena de antes da colonização como também memoriais políticos de quando o país viveu sob regime militar de Pinochet. Tudo extremamente bem organizado e apresentado.

Para quem vai atrás de compras, Santiago também agrega vários shoppings centers com as mais variadas lojas mundialmente conhecidas e restaurantes renomados.

As atrações turísticas da cidade, porém, não se resumem às listadas abaixo.

Aqui separamos as melhores e as que consideramos mais interessantes. Incluímos ainda algumas ainda um pouco desconhecidas do grande público, para que esta lista não se torne um roteiro padrão de todos os turistas. Nosso objetivo é que com ela o roteiro de cada viajante possa ser adaptado de acordo com a Santiago que queira conhecer.

Assim, as nossas principais dicas do que fazer e visitar em Santiago durante sua viagem são:

  1. Plaza de Armas
  2. Museu Histórico Nacional
  3. Catedral Metropolitana de Santiago
  4. Mercado Central de Santiago
  5. Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana
  6. Paseo Bandera
  7. Palacio de la Moneda
  8. Centro Cultural La Moneda
  9. Londres 38
  10. Igreja de São Francisco de Assis e Museu Colonial
  11. Cerro Santa Lucía
  12. Centro Gabriela Mistral
  13. Museu de Belas Artes
  14. La Chascona
  15. Patio Bellavista
  16. Cerro San Cristóbal
  17. Centro Cultural Matucana 100
  18. Museu da Memória e dos Direitos Humanos
  19. Estádio Nacional
  20. Sky Costanera
  21. Templo Bahá’í
  22. Vinhedo Concha y Toro

Para incluir todas as atrações em sua viagem, serão necessários no mínimo 5 dias inteiros na cidade.

Idealmente, para não ficar com o roteiro corrido, reserve 7 dias para visitar com calma tudo o que Santiago tem a oferecer.

1.     Plaza de Armas

O que fazer em Santiago: A Plaza de Armas no centro de Santiago, com a igreja ao fundo e palmeiras no meio da praça, que está com várias pessoas caminhando

O centro de toda cidade colonizada por espanhóis se desenvolve no entorno da Plaza de Armas, a praça principal da cidade. E no centro histórico da capital chilena não é diferente.

Em volta da praça está localizado o conjunto arquitetônico que contém seus edifícios mais antigos, entre eles:

  • A Catedral Metropolitana
  • O Museu Histórico Nacional
  • O Portal Fernández Concha
  • O edifício do Correio Central da cidade.

A praça de armas de Santiago foi projetada no século XVI.

2.     Museu Histórico Nacional

O que fazer em Santiago: O interior do Museu Histórico Nacional, com um grupo de pessoas em seu átrio ouvindo informações do guia

O Museu Histórico Nacional é um dos mais importantes e completos sobre a história do Chile.

Sua exposição permanente explica desde a época da chegada dos europeus na localidade até acontecimentos mais recentes do século XX.

O museu funciona desde 1982 no antigo Palacio de la Real Audiencia, um edificio construído em 1808. Durante a independência do Chile foi ali que ocorreram as primeiras reuniões dos governantes do novo país.

A visitação é gratuita. Visa atender a toda população local e internacional, apresentando toda a história do país de forma simples e com objetos reais e ilustrados.

De toda a coleção, um dos objetos mais importantes provavelmente é o que sobrou dos óculos do ex-presidente Salvador Allende durante a tomada do Palacio de la Moneda pelos militares.

Além das exposições, é possível também subir em sua torre central, em grupos organizados por limite de espaço, para ter uma vista panorâmica da Plaza de Armas.

3.     Catedral Metropolitana de Santiago

O que fazer em Santiago: O interior da Catedral Metropolitana, na Plaza de Armas. Toda bem escura

A principal igreja católica do Chile foi construída entre os séculos XVIII e XIX. A forma atual já é a quinta levantada no mesmo lugar, depois de terremotos e incêndios que sofreram as versões anteriores.

O estilo da catedral é neoclássico, sendo dedicada a Assunção da Virgem Maria. Encontra-se na Plaza de Armas como o seu prédio mais imponente.

4.     Mercado Central de Santiago

O que fazer em Santiago: o interior do Mercado Central com sua estrutura de metal e várias barraquinhas de comida e passeios

O Mercado Central de Santiago é um patrimônio do Chile. Foi construído em meados do século XIX e eleito pela National Geographic o quinto melhor mercado do mundo.

O edifício que abriga o mercado foi construído em ferro escocês, que ainda marca o interior do recinto.

O mercado hoje é uma das atrações turísticas mais visitadas da cidade. Conta com inúmeros restaurantes, sem grandes variações no cardápio entre um e outro, e com o preço não tão mais acessível quando comparados aos que ficam fora de lá.

Sendo franca, a experiência de visitar o mercado central de Santiago é um tanto estressante, pois a cada passo andado, algum atendente irá te abordar para tentar te carregar para o restaurante dele. E no final das contas, a comida nem é lá tão boa para justificar a ida.

A visita vale por ser um ponto turístico e histórico. O mercado está em muitas listas do que fazer em Santiago, mas comer lá não consideramos essencial.

Além do prédio em si, o mais interessante em seu interior são as bancas de vendas de frutos do mar de todos os tipos e super frescos. Ótimas para tirar fotografias.

5.     Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana

O que fazer em Santiago: o átrio principal do Museu de Arte Pré-Colombiana, com várias mesas com pessoas tomando café, uma galeria de fotos de pessoas descendentes de indígenas no topo do prédio

O Museu Chileno de Arte Precolombiana reúne inúmeros artefatos indígenas de diversas tribos da América do Sul e Central de antes da chegada dos colonizadores. Fica localizado atualmente no antigo Palacio de la Real Aduana, construído em 1805.

A coleção apresentada no museu foi reunida pelo arquiteto e colecionador Sergio Larraín García-Moreno, que demorou 50 anos para chegar ao que temos hoje. Inclui peças de até 10 mil anos atrás.

É um museu incrível para entender a formação dos povos indígenas nas Américas antes da invasão europeia.

6.     Paseo Bandera

O que fazer em Santiago: O Paseo Bandera, no Centro da cidade, com suas ruas extremamente coloridas, com o chão pintado de váriass cores

Antes de ser um passeio público, o Paseo Bandera era a Calle Bandera, uma rua comum na cidade. Em 2013, com a construção da linha 3 do metrô de Santiago, a rua foi fechada e ficou inutilizada até 2017, quando um escritório de arquitetura pegou os 400 metros disponíveis ali e os transformou num moderno espaço urbano, usando a verba de várias empresas que patrocinaram o projeto.

O Paseo Bandera é um dos locais mais interessantes do centro de Santiago. Lá as pessoas podem parar para descansar em bancos e espreguiçadeiras, alugar bicicletas e até recarregar seus celulares. E o mais legal é que o espaço é super fotogênico, com asfalto e paredes extremamente coloridos.

7.     Palacio de la Moneda

O que fazer em Santiago: O Palacio de la Moneda, um dos maiores símbolos do Chile, com sua arquitetura sóbria em tons de bege e branco, e várias bandeiras chilenas em frente ao Palácio

O Palácio de la Moneda é a sede da presidência do Chile, um dos edifícios mais importantes da América do Sul.

Inaugurado em 1805 para ser a Casa da Moeda da colônia espanhola, foi projetado por um arquiteto italiano que propôs montar suas paredes com enormes blocos de pedra para sobreviver aos terremotos, o que fez o palácio ser um dos poucos prédios coloniais de pé ainda hoje.

Em 1845, com a Independência do Chile, a Casa da Moeda passou a ser a residência dos presidentes da república.

Em 1973 o Chile sofreu um golpe militar. Com apoio americano, Augusto Pinochet bombardeou o edifício histórico e tomou a presidência de Salvador Allende, que se suicidou. As imagens do La Moneda sendo bombardeado são as mais representativas da ditadura chilena.

Muito do palácio foi modificado durante a ditadura. Um dos locais removidos por Pinochet foi a Sala da Independência, que poderia gerar revoltas devido ao seu simbolismo, e por ter sido o local onde Allende tirou sua vida.

O que fazer em Santaigo: a estátua de Salvador Allende em frente a uma bandeira chilena e ao lado do Palacio de la Moneda
Estátua de Allende ao lado do Palácio e em frente ao Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos

Depois que a democracia foi reestabelecida, o Palácio voltou a funcionar como antes, com seus aposentos restaurados.

Para conseguir fazer uma visita interna ao Palacio de la Moneda é preciso passar por um processo bastante burocrático. É obrigatório agendar pela internet uma data com pelo menos um mês de antecedência.

Além da visitação, em dias alternados acontece a cerimônia da Troca de Guardas, que é bastante popular em Santiago e também entre os turistas. É preciso ver a agenda a cada mês, pois eles mudam entre dias pares e ímpares dependendo da época do ano.

8.     Centro Cultural La Moneda

O que fazer em Santiago: o interior do Centro Cultural La Moneda, com sua arquitetura moderna e clean

O Centro Cultural La Moneda é um dos prédios mais incríveis de Santiago. Fica no subsolo do Palacio de la Moneda, mas possui uma arquitetura completamente oposta, com um visual incrivelmente moderno, com paredes de concreto e rampas com guarda-corpo em vidro. Muito bonito visualmente.

Foi construído em 2006 e conta com várias exposições de renomados artistas, além de sala de cinema que exibe filmes artísticos e um setor de documentação de materiais culturais.

9.     Londres 38

O que fazer em Santiago: uma das salas de dentro da casa na rua Londres 38, com as paredes brancas bem encardidas, janelas do lado esquerdo e uma nota ao lado direito

Londres 38 foi um casarão da aristocracia chilena e hoje é um centro de memórias.

A casa, localizada na Rua Londres, número 38, entre 1973 e 1975, foi usada como centro de tortura e assassinato daqueles que eram presos por se colocarem contra a ditadura de Augusto Pinochet.

O local foi escolhido pela DINA, o centro de inteligência chilena na época, pois era bem escondido, podendo passar despercebido pelos locais.

Hoje, o que resta são cômodos vazios, em constante mapeamento e investigação para saber a real gravidade do que aconteceu ali. Os chilenos, após a ditadura, lutam para que locais como este sejam preservados e abertos ao público como uma forma de não esquecer o que aconteceu.

Nos anos de funcionamento, pela Londres 38 passaram aproximadamente 2 mil pessoas. Destas, 98 foram mortas ou nunca encontradas. 14 dessas vítimas foram mulheres, 2 delas executadas grávidas.

10.         Igreja de São Francisco de Assis e Museu Colonial

Construída em 1613, a Igreja de São Francisco de Assis é o edifico mais antigo do Chile ainda de pé. Foi fundada pela ordem franciscana e resistiu a 4 terremotos, mas sua torre foi várias vezes reconstruída até a forma atual.

Ao lado da igreja fica o Museu Colonial, que abriga inúmeras relíquias ligadas à igreja desde a época de sua fundação, incluindo vários objetos do antigo convento que aqui ali funcionava.

O convento, depois dos tantos terremotos que a região sofreu, foi demolido e vendido para a criação do atual bairro Paris-Londres.

11.     Cerro Santa Lucía

O que fazer em Santiago: o alto do Cerro Santa Lucía com um artista pintando a Cordilheira dos Andes que está no fundo da imagem

O Cerro Santa Lucía é um parque público e o local onde a cidade de Santiago foi fundada, em 1541.

A área teve papel importante durante a Reconquista Espanhola, quando a Espanha tomou de volta o Chile, depois que o país havia se emancipado. Nesse período foram construídos ali pelos espanhóis castelos e fortes para defender a cidade.

Em meados do século XIX, a marinha dos Estados Unidos chega até Santiago para explorar o potencial astronômico do país (até hoje o Chile é tido como um dos melhores pontos do mundo para observar o céu). No Cerro Santa Lucía foi construído o Observatório Astronômico Nacional, um dos mais importantes do mundo na época. Hoje já não é mais utilizado devido à poluição luminosa na qual Santiago desenvolveu durante os anos.

Hoje é um passeio público com fontes, árvores nativas e áreas abertas, de onde é possível ter lindas vistas da cidade, com a Cordilheira dos Andes ao fundo.

12.     Centro Gabriela Mistral

O que fazer em Santiago: o centro cultural a noite

O Centro Cultural Gabriela Mistral foi um dos locais que mais curtimos quando estávamos em Santiago. O edifício por si só é lindíssimo, com uma arquitetura bem moderna e atual. Por ali as apresentações e exposições artísticas são constantes.

Mas o mais legal é ver como o espaço é usado pela população, pois ali são disponibilizadas aulas de dança, atuação e música. Tanto de dia como de noite você verá pessoas ensaiando em algum dos espaços abertos do prédio. Para deixar tudo ainda mais bacana, ele ainda possui um café público bem legal, com clima de coworking.

Do lado de fora, perto da estação de metrô Universidad Católica, acontece uma feirinha todos os dias.

13.     Museu de Belas Artes

O Museu de Bellas Artes, em Santiago, é um dos museus mais importantes do Chile e de toda a América Latina.

De arquitetura neoclássica e cobertura com estruturas de metal, o edifício abriga mais de 3 mil obras de arte de todo o mundo, incluindo inúmeras obras artísticas chilenas.

14.     La Chascona

La Chascona é uma das casas onde viveu o poeta chileno Pablo Neruda, ganhador do Nobel de Literatura.

A casa fica no bairro de Bellavista, em Santiago, e foi construída para a amante de Neruda, Matilde Urrutia, que veio a ser sua esposa futuramente. O nome Chascona, em quéchua, foi dado em referência ao cabelo de Matilde, que era bem bagunçado.

A casa começou a ser construída em 1953 e inicialmente era um projeto do arquiteto catalão Germán Rodríguez Arias, mas Neruda insistentemente interferia nas obras e modificava as idéias de Arias.

O terreno escolhido fica nos pés do Cerro San Cristóbal e, quando comprado, era possível ter uma vista magnífica da Cordilheira dos Andes. Hoje, a popularização do bairro levou a que inúmeros prédios fossem sendo erguidos ao redor, tapando a vista parcialmente.

Durante o golpe militar a casa foi invadida e parcialmente destruída, pois Neruda era um conhecido ativista de esquerda.

Tempos depois Matilde Urrutia conseguiu reconstruir a casa magnificamente, com móveis idênticos aos originais ou recuperados, que vieram de vários cantos do mundo. Hoje a casa é um museu e patrimônio nacional, sendo uma das 3 casas construídas por Neruda na região.

De arquitetura bem exótica a visita é bem interessante para entender os gostos peculiares do poeta. 

15.     Patio Bellavista

O que fazer em Santiago: O Patio Bellavista no pôr do sol com suas várias lojas e restaurantes vibrantes

O Patio Bellavista é um shopping center a céu aberto, bem moderno e bastante frequentado por turistas e locais por ser um lugar bem badalado. Fica perto de La Chascona no famoso bairro de Bellavista e conta com várias lojas e restaurantes.

O lugar é bem bonito, especialmente à noite, quando as luzes são acessas e dão um toque ainda mais descolado ao espaço. O Patio Bellavista fica bem pertinho de La Chascona, então é um ótimo lugar para almoçar após visitar a casa de Pablo Neruda.

16.     Cerro San Cristóbal

O Cerro San Cristóbal é o segundo ponto mais alto da cidade e fica dentro de um dos maiores parques urbanos do mundo, o Parque Metropolitano de Santiago. É bastante visitado por turistas e locais, pois de lá se tem altas vistas da cidade e ainda é possível andar de teleférico.

Existem 2 maneiras de ir até o Cumbre, que é o ponto alto do Cerro San Cristóbal: de funicular e de teleférico. Dá para intercalar um no outro, por exemplo, subir de funicular até o topo do cerro (Cumbre) e ir até as outras 2 estações de teleférico (Tupahue e Oasis), voltar ao topo do cerro e descer de funicular. Dessa forma o turista usa os 2 meios de transporte e volta ao mesmo lugar por onde subiu. Aconselho a fazer essa rota, pois ao voltar, você estará mais perto do metrô do que descendo de teleférico. O teleférico não funciona nas segundas.

O passeio é muito agradável e indicado para crianças também, que irão amar ver a cidade durante o passeio de teleférico.

Para quem não quer subir nem de uma forma nem de outra, é possível ir até o topo de carro, de bicicleta ou a pé, a subida só é um pouco puxada, pois são 280 metros de altura.

17.     Centro Cultural Matucana 100

O que fazer em Santiago: o centro cultural em um antigo prédio reformado e com características contemporânea

O Centro Cultural Matucana 100 é um local que reúne diversas tendências e ramificações artísticas em um mesmo lugar.

Focado em arte contemporânea, o centro possui uma arquitetura incrível, com seu prédio principal tendo sido construído em 1907 como a Central Nacional de Abastecimento.

O espaço foi incorporado a um projeto arquitetônico contemporâneo e inaugurado em 2001.

No espaço, além de exposições e apresentações artísticas, ainda ocorrem festivais de música e cinema.

18.     Museu da Memória e dos Direitos Humanos

O Museu da Memória e dos Direitos Humanos numa arquitetura super contemporânea

Um dos melhores museus do Chile e importantíssimo para o mundo, o Museu da Memória e dos Direitos Humanos é parada obrigatória ao listar o que fazer em Santiago.

O edifício do museu em si já é um marco, com uma arquitetura esplendorosa e marcante, projetada por um escritório de arquitetura brasileiro, de São Paulo.

O museu foi inaugurado em 2010 e retrata o período do regime militar que foi imposto no país de 1973 a 1990. Em especial, a exposição é feita focando nas violações aos direitos humanos durante esses anos e em memória dos que morreram e foram vítimas dos militares.

O acervo foi montado basicamente de objetos mantidos pelo Palacio de la Moneda e contém aparatos de tortura, cartas de presos, testemunhos de sobreviventes, dentre inúmeros outros objetos, mas apresentados de forma bastante organizada e planejada. É um museu triste, mas extremamente necessário, principalmente nos dias de hoje.

O interior do museu, onde 2 pessoas estão sentadas no memorial

O destaque especial vai para o memorial para os que pereceram durante a ditadura, que é lindíssimo. Funciona como se fosse uma capela flutuando no meio do prédio, com velas ao redor e as fotos das vítimas na parede à frente.

Outros pontos altos da visita são os vídeos e áudios do dia 11 de setembro de 1973, quando a ditadura militar foi instaurada; e os comerciais feitos durante plebiscito nacional em 1988, numa tentativa de reabertura da democracia.

19.     Estádio Nacional

O interior do Estadio Nacional, com a maioria da arquibancada reformada e só um setor mantido da forma original

O Estádio Nacional é o mais importante do Chile e foi o palco da Copa do Mundo de 1962, onde o Brasil conquistou o bicampeonato.

Sua importância hoje, no entanto, se deve mais a acontecimentos políticos do que esportivos.

Durante a ditadura, o estádio serviu de campo de concentração de opositores do regime durante 2 meses, em 1973. Mais de 400 mil pessoas foram presas no local. Muitas foram torturadas e cerca de 400, mortas.

As arquibancadas originais onde os prisioneiros ficavam durante a ditadura. Ao fundo está escrito na parede Un pueblo sin memoria es un pueblo sin futuro

Diante de denúncias, a ONU e a Cruz Vermelha decidiram visitar o lugar para fiscalizar o que acontecia, mas o governo conseguiu encobrir tudo. O uso político do estádio só foi dissipado quando, às pressas, o Chile precisou remover os presos para que o estádio pudesse ser usado num jogo contra a União Soviética, uma partida que valia pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 1974.

A partida nunca chegou a acontecer. Os soviéticos nem viajaram ao Chile, recusando jogar uma partida no país em meio ao golpe, quanto mais no Estádio Nacional. Oficialmente a partida terminou com um WO e ficou conhecida como o “jogo fantasma”.

O que fazer em Santiago: o interior dos vestiários do estádio nacional

Por conta da preparação para partida, alguns presos foram liberados, mas a maioria foi transferida para outras prisões espalhadas pelo país. Após estes dois meses o estádio não foi mais utilizado como prisão, mas as marcas deste período ficaram eternizadas.

O governo do Chile, como forma de não esquecer o que aconteceu no local, mantém intacto a Escotilha e o setor 8 das arquibancadas, da mesma forma que foram usadas durante o regime ditatorial. Durante os jogos atuais, é muito simbólico ver o estádio inteiro ocupado, exceto nesta pequena área do setor 8, vazio e sombrio.

Família cujo pai ficou preso no estádio, em 1973 e hoje

Além disso, 2 dos vestiários que serviam de cela para os presos também são mantidos da forma como foram deixados, um masculino e outro feminino. Os lugares possuem indicações, marcas deixadas pelos presos nas paredes, buracos de bala, e muitos outros detalhes silenciosos, que mesmo num lugar vazio, pesam bastante.

O restante do complexo do estádio foi renovado, e hoje abriga os jogos da seleção do Chile, da Universidad de Chile e os mais famosos shows de artistas internacionais.

No Estádio Nacional são oferecidos tours gratuitos diários de terça a sábado, às 10h e 12h, com voluntários dispostos a manter a lembrança viva do lugar. É só chegar no horário de onde o tour sai, em um escritório perto da saída do metrô Estadio Nacional, na Avenida Grecia. As visitas valem muito a pena apesar do tema ser bastante triste, e mesmo sendo feitas em espanhol, dá para acompanhar bem.

20.     Sky Costanera

Santiago vista do topo do Sky Costanera, com a Cordilheira dos Andes ao fundo, a sombra do edifício sobre os prédios abaixo

O Sky Costanera é o mirante mais alto da América Latina. A uma altura de 300 metros, de lá de cima é possível ver Santiago em 360 graus, incluindo vistas para a Cordilheira dos Andes que são de tirar o fôlego.

O ideal é ir próximo ao pôr do sol para ver as cores do céu maravilhoso de Santiago, e depois a cidade toda iluminada a noite.

Além do mirante, o Sky Costanera faz parte de um complexo que ainda abriga um shopping center imenso, muito visitado por brasileiros que vão até Santiago, pois conta com as mais diversas lojas internacionais.

21.     Templo Bahá’í da América do Sul

O Templo Bahá'í em Santiago, com sua arquitetura inusitada em forma de flor e o espelho d'água em frente. Foto tirada durante o pôr do sol

O Templo Bahá’í, em Santiago, foi uma das maiores descobertas que tivemos na cidade.

O templo funciona num prédio lindíssimo, numa localização muito privilegiada, aos pés da Cordilheira. O projeto é de um escritório de arquitetura canadense e já ganhou vários prédios mundiais.

Sério, o lugar é muito bonito, como se fosse uma flor nascendo nos pés da Cordilheira dos Andes. Além disso, o lugar conta com um espelho d’água magnífico e vários jardins na encosta da montanha. Tire muitas fotos, principalmente durante o pôr do sol, mas somente do exterior. É proibido fotografar o interior do edifício.

A fé Bahá’í ainda é bastante desconhecida no Brasil e é uma das religiões mais novas do mundo. Ela abraça muitas outras religiões e agrega personalidades de várias outras religiões, como Moisés, Krishna, Buda, Jesus Cristo, Maomé, entre outros. Foi fundada na Pérsia no século XIX.

Mesmo o templo sendo de uma religião específica, ao chegar lá, um anfitrião irá explicar por alto do que se trata, e deixar bem claro que, independente do que você acredite ou não, todos são bem vindos lá.

O que fazer em Santiago: O templo bahá'í em primeiro plano com toda Santiago lá embaixo durante o pôr do sol

É um lugar que ainda está sendo descoberto aos poucos pelos turistas, pois fica um pouco afastado da cidade, mas é só chamar um táxi que ele te leva até lá.

Caso queira ir de transporte público, terá que combinar metrô (linha 1) mais ônibus (D11). O ônibus irá parar na portaria do templo, mas o visitante depois terá que subir mais 2 quilômetros a pé. Caso esteja de carro, lá em cima tem estacionamento e é gratuito.

22.     Vinhedo Concha y Toro

O que fazer em Santiago: dentro da vinícula no subsolo com vários barris no escuro

Ir a Santiago e não visitar um vinícola é um absurdo! Pertinho da capital, indo de transporte público mesmo é possível visitar uma das maiores vinícolas do país, a da Concha y Toro.

A maioria dos brasileiros já provou vinhos dessa vinícola em particular, principalmente da marca El Casillero del Diablo, bem conhecido por aqui e a mais famosa delas.

Tours saem constantemente em inglês, espanhol e português, mas é preciso comprar com antecedência para não ir à toa.

O guia leva os visitantes pela majestosa casa da família Concha y Toro, com a Cordilheira dos Andes bem atrás; passa por seus vinhedos, suas adegas, tudo isso provando 3 tipos de vinhos diferentes. No final ainda conhecemos a lenda do Casillero del Diablo, que é explicada num show de luzes e sons.

Existem outros tours mais complexos, com mais provas de vinhos e degustação de queijos, para quem se interessar.

Para chegar até a Concha y Toro é só pegar o metrô até a última parada da linha 4, Puente Alto, e de lá, pegar um táxi até a vinícola. Também existe a opção a quem prefira ir em tour fechado saindo do hotel.

Salve estas dicas de Santiago no Pinterest!

Saiba o que fazer em Santiago, desde suas atrações mais famosas até as mais desconhecidas e descoladas, para todos os tipos de viajantes e bolsos. Descubra uma Santiago vibrante e se apaixone pela cidade como nós.
Todas as dicas para você saber o que fazer em Santiago, com atrações para todos os gostos. Tudo bem detalhado e descritivo, com lindas fotos da cidade para você se inspirar.
 

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Sobre o Autor

Larissa

Larissa é nascida em Niterói/RJ, mas já estudou em Nova York e morou na Nova Zelândia por um ano antes de iniciar a volta ao mundo que terminou em 2016. Sonhando em viajar desde que se entende por gente, mantinha um caderno cheio de recortes de jornais e revistas sobre o Egito quando tinha 7 anos de idade. Hoje esse caderno é virtual e engloba vários destinos. Os “recortes” são produzidos por ela e pelo Carlos, semanalmente, no Vida Cigana.

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