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O que fazer em Moscou, a capital da Rússia em 6 regiões

O que fazer em Moscou: a Catedral de São Basílio com suas paredes coloridas e o céu azul com nuvens atrás.

Se você vai visitar a Rússia e quer saber o que fazer em Moscou está no lugar certo. Preparamos um guia com todas as principais atrações da cidade divididas por regiões e temáticas para ajudar a montar seu roteiro.

A Rússia é o maior país do mundo e sua capital não ficaria atrás, claro. Moscou é enorme e repleta de coisas para fazer. É uma cidade tão exótica que chega a ser mágica, devido aos seus edifícios e história bastante peculiares. Passamos 2 semanas na capital da Rússia durante a Copa do Mundo de futebol de 2018 e adoramos conhecer mais a fundo esta cidade tão única.

Moscou pode ser imensa, mas seu amplo sistema de transporte público é muito bem distribuído pela cidade, levando o turista a qualquer ponto de interesse. E o melhor de tudo, Moscou apresenta algumas das estações de metrô mais bonitas do mundo. Cada estação parece o salão de um palácio real fazendo com que seu deslocamento pela cidade também se torne parte fundamental do passeio.

O que fazer em Moscou

O que fazer em Moscou
A vista do alto do Parque Zaryadye

Ao procurar o que fazer em Moscou o visitante nunca ficará entediado. A capital russa é muito rica em atrações turísticas que estão espalhadas por todos os cantos da cidade. E além disso, a Rússia é um lugar único no mundo, com uma arquitetura própria que, de tão exótica, parece saída de um desenho animado.

Abaixo, iremos listar o que tem para fazer na cidade focando em regiões e temas específicos, para diferentes tipos de viajantes. Claro que há sempre a opção de fazer um tour rapidinho com os famosos ônibus hop on/hop off caso prefira, mas encorajamos os turistas a explorarem a cidade por conta própria.

  1. A região da Praça Vermelha e Kremlin
  2. Missão Espacial Soviética
  3. Estações de metrô
  4. Monumentos da União Soviética
  5. Rússia Imperial
  6. Compras

1.      A região da Praça Vermelha e Kremlin

O que fazer em Moscou: A Praça Vermelha cheia de turistas
A Praça Vermelha vista do interior da Catedral de São Basílio

A zona mais conhecida de Moscou com certeza é a Praça Vermelha. Como ali se concentram grande parte das atrações da cidade, a área está constantemente repleta de turistas. A origem de seu nome é um tanto controversa, sendo a palavra russa para “vermelha” a mesma para “bonita”. Muitos acham que ela se chama vermelha devido aos muros do Kremlin, que são de cor terracota, ou por causa do comunismo soviético, mas na verdade deve ser somente pela beleza da Catedral de São Basílio, localizada no centro da praça.

O que fazer em Moscou
Uma pintura mostrando a Praça Vermelha durante a Segunda Guerra Mundial – Museu da Grande Guerra Patriótica

A Praça Vermelha é a mais famosa de toda a Rússia. Durante a União Soviética, ali eram feitos grandiosos desfiles militares. Na praça também ficam localizadas muitas das maiores atrações da cidade, como a Catedral de São Basílio, o grandioso Kremlin de Moscou, o Mausoléu de Lênin, o Museu Histórico do Estado, o histórico shopping center GUM e a Praça Zaryadye.

A Praça Vermelha é tão grande que é difícil dizer onde ela começa e onde termina. Durante a Copa circular por ali era mais confuso ainda, com a praça completamente lotada de turistas, estandes da FIFA espalhados e barraquinhas de comida.

Numa visão geral, a praça é delimitada ao norte pela Catedral de São Basílio, à direita pelo Kremlin, à esquerda pelo GUM e ao sul pelo Museu Histórico do Estado. Caso queira otimizar o tempo e ir nos pontos certeiros, o melhor é fazer um tour guiado pela praça com a visita à catedral incluída.

Catedral de São Basílio

O que fazer em Moscou: A Catedral de São Basílio

Visitar a Catedral de São Basílio é indispensável para quem está montando um roteiro do que fazer em Moscou. Ela é o cartão postal não somente da cidade, mas de todo o país. Quem nunca viu aquele edifício colorido, cheio de cúpulas em formato de gotas e paredes com texturas bem exóticas e associou à Rússia? Então, esta imagem é da catedral. E realmente, ela é linda e surpreendente.

Foi construída no século XVI a mando do czar Ivan IV para comemorar o domínio do império sob as cidades de Kazan e Astracan. Era o edifício mais alto de Moscou, até o Campanário de Ivan, o Grande, ter sido construído. A igreja foi projetada para parecer uma enorme fogueira, com suas labaredas subindo aos céus, e na sua forma original, era composta de 8 pequenas capelas distintas ao redor da torre principal. Durante a visita é possível visitar cada uma delas e entender como funcionavam na sua origem.

Kremlin de Moscou

O que fazer em Moscou: O Kremlin

Muitos conhecem o Kremlin de Moscou somente como “Kremlin”, simplesmente. Mas esta palavra em russo significa “fortaleza”. Como o Kremlin de Moscou é com certeza o mais importante e conhecido da Rússia, acabou adotando internacionalmente a alcunha.

O complexo do Kremlin conta com cinco palácios e quatro catedrais, entre outros edifícios, todos magníficos, circundados por sua muralha rubra construída no século XV. Seu interior é tão gigantesco que parece constituir uma nova cidade, com sinais de trânsito, calçadas e prédios de diferentes épocas, indo do império aos anos soviéticos. O turista pode se sentir perdido em meio a tantos prédios reunidos num só lugar, então contratar um tour guiado pode ser uma ótima opção para otimizar seu dia.

Uma visita ao Kremlin inclui:

  • O Palácio das Facetas, o mais antigo do complexo;
  • O Palácio do Arsenal do Kremlin, onde ficam as obras de arte, jóias e objetos da realeza;
  • A Igreja da Deposição das Vestes, construída no século XV e cujo nome remete a uma tradição do século V na qual as vestes da Virgem Maria foram transferidas da Palestina até Constantinopla (esta última sede da Igreja Ortodoxa na época);
  • O Campanário de Ivan, o Grande, o edifício mais alto do Kremlin, que possui o maior sino do mundo. Pesando 222 toneladas, o sino foi derrubado durante um incêndio em 1701;
  • A Catedral da Anunciação, em homenagem à anunciação de Nossa Senhora, a igreja é coroada com inúmeras cúpulas douradas;
  • A Catedral do Arcanjo Miguel, onde os czares foram sepultados até o século XVII (após isso, o lugar solene passou a ser a Catedral de Pedro e Paulo, em São Petersburgo);
  • A Catedral da Dormição, onde Ivan, o Grande, foi coroado. Nela também estão os túmulos dos patriarcas da Igreja Ortodoxa Russa.

Além desses edifícios, dentro do Kremlin ainda se encontram o Grande Palácio do Kremlin, o Palácio dos Terems, o Palácio Estatal do Kremlin (o edifício mais novo do complexo) e o Palácio do Entretenimento, que são fechados ao público por ainda serem utilizados pelo governo, mas que podem ser vistos por fora.

O que fazer em Moscou: A praça das catedrais dentro do Kremlin
A Praça das Catedrais, dentro do Kremlin

Além disso, do lado de fora do Kremlin, mais especificamente em suas muralhas, fica a Necrópole da Muralha do Kremlin, onde estão enterradas as personalidades mais conhecidas da Rússia soviética, como Stalin e o cosmonauta Yuri Gagarin. Completa o conjunto o Túmulo do Soldado Desconhecido, com sua chama eterna, que simboliza e homenageia todos os soldados que morreram durante a Segunda Guerra Mundial. Ser enterrado na muralha do Kremlin era a maior honra que um soviético poderia receber após a morte.

O que fazer em Moscou: As muralhas do Kremlin
O túmulo de Stalin em tons mais claros
O que fazer em Moscou: A Praça Alexandre
A Praça Alexandre com sua fonte emblemática

Para encerrar, bem ao lado das muralhas do Kremlin fica o Jardim de Alexandre, um dos primeiros parques públicos de Moscou, que no verão e primavera fica absurdamente bonito, repleto de flores coloridas que formam padrões no gramado. A área conta ainda com ótimos restaurantes ao redor (procure por algum que venda medovik, um maravilhoso bolo russo feito de mel) e uma fonte com esculturas de cavalos selvagens.

Mausoléu de Lênin

Se os heróis soviéticos estão sepultados na muralha do Kremlin, por que Lênin não está lá? Na verdade, seu corpo está bem em frente à muralha, mas Lênin possui um edifício somente para ele, o Mausoléu de Lênin, onde seu corpo embalsamado é mantido desde sua morte, em 1924.

Lênin é um grande herói na Rússia até hoje, pois ele foi o responsável pela Revolução que libertou o país das mãos do czar e deu voz ao povo. Ainda hoje, anos após a queda da União Soviética, Lênin é respeitado e cultuado no país. Seu mausoléu, no entanto, é uma atração cuja visita é questionável.

A entrada para o Mausoléu é gratuita e é proibido fotografar, comer, falar ou parar em seu interior, sendo preciso seguir a fila e seu movimento contínuo. Em seu miolo fica o corpo embalsamado de Lênin, uma visão um tanto mórbida do líder soviético, ali, deitado eternamente da mesma forma em que morreu. A visita serve de curiosidade apenas aos turistas. Não é chocante, só mórbido mesmo.

Museu Histórico do Estado

O que fazer em Moscou: O Museu Histórico do Estado

O Museu Histórico do Estado é um lindo edifício vermelho de telhados brancos localizado numa das extremidades da Praça Vermelha. Em seu interior está uma das maiores exposições sobre a história da Rússia, que apresenta de artefatos pré-históricos até obras de arte adquiridas pelos Romanov, últimos czares da Rússia. O museu é riquíssimo, com uma vasta coleção, valendo a pena para quem quer saber mais a fundo sobre a história da Rússia. Sua construção, no século XIX, foi feita justamente com esse intuito: espalhar a cultura russa pelo mundo.

GUM

O que fazer em Moscou: o shopping center GUM

GUM é um shopping Center em plena Praça Vermelha em Moscou. Centros de compras não são lugares turísticos propriamente, mas este não é um shopping center qualquer, pois é um edifício histórico construído durante o império para ser um mercado municipal, que abastecia a cidade. Sua arquitetura é famosa e magnífica, apresentando uma mistura de elementos medievais russos com estruturas de metal em estilo britânico.

Durante a União Soviética, ele também foi usado como mercado e era um dos únicos do país que não possuía limite de consumo para seus clientes, o que gerava filas absurdas que atravessavam toda a Praça Vermelha.

Hoje o GUM oferece o que há de melhor na moda e culinária mundial, com várias lojas renomadas e restaurantes bem avaliados. Vale a pena dar um passeio rápido por lá e observar sua linda cobertura de vidro.

Parque Zaryadye

O que fazer em Moscou: O Parque Zaryadye

O Parque Zaryadye foi uma grande surpresa em nossa passagem por Moscou. Tire todas as pré impressões que você tem sobre a Rússia na cabeça, pois o Zaryadye é totalmente diferente. É um parque público moderno, construído em 2017 e o primeiro local aberto construído em 50 anos no país, desde a queda da União Soviética. Foi eleito pela revista Time como um dos melhores lugares do mundo para visitar em 2018.

O Zaryadye é simplesmente incrível, de onde é possível ter as melhores vistas de Moscou. Possui pontes flutuantes, caminhos gramados, além de uma imensa estrutura coberta de vidro, o anfiteatro, com uma floresta dentro.

Se tiver andando por lá em um dia de sol, nada melhor do que sentar em qualquer canto do parque e só aproveitar o dia. É lindo mesmo e fica bem ao lado da Praça Vermelha!

2.      Missão Espacial Soviética

O que fazer em Moscou

Durante a Guerra Fria, no período da corrida espacial, a União Soviética conseguiu muitos feitos de destaque: foi o país a colocar o primeiro satélite artificial, o primeiro ser vivo e o primeiro homem em órbita. Boa parte da história espacial soviética sobreviveu à queda do bloco e está disponível para visitação em Moscou. Afinal, quem nunca ouviu falar em Yuri Gagarin, o primeiro homem a ir ao espaço, ou a cachorrinha Laika, o primeiro ser vivo a orbitar a Terra?

Museu dos Cosmonautas

O que fazer em Moscou: O interior do Museu dos Cosmonautas
Uma estátua de Yuri Gagarin com uma réplica do Sputnik ao lado

O Museu dos Cosmonautas era uma das atrações que eu mais queria ver em Moscou. Para quem se interessa sobre foguetes, cosmonautas e missões no espaço, não existe lugar melhor. É uma atração que considero imperdível e que não deve ficar de fora de sua lista do que fazer em Moscou.

O museu apresenta objetos originais e algumas réplicas posicionadas em ordem cronológica em relação à linha do tempo da corrida espacial, incluindo alguns objetos da NASA também. A réplica do Sputnik, o primeiro satélite artificial, a réplica da nave que levou a cachorrinha Laika para o espaço, além dos uniformes usados por Yuri Gagarin e outros cosmonautas russos estão lá.

No salão do museu podem ser vistas naves espaciais e inclusive entrar em um modelo para ver como era por dentro (repare o banheiro e seu vaso sanitário super estranho). Para encerrar, uma galeria de pôsteres soviéticos com foco no espaço está exposta na saída do museu.

O que fazer em Moscou: O Monumento aos conquistadores do espaço

O que fazer em Moscou

O Museu dos Cosmonautas fica no subsolo de um enorme edifício. Acima dele fica o grandioso e impactante Monumento aos Conquistadores do Espaço. Eu não tenho palavras para descrever esse monumento, de tão lindo e imenso que ele é. Com uma estética puramente soviética, o monumento de 107 metros em aço simboliza um foguete indo ao espaço e formando uma elipse de fumaça. Na base da escultura estão representadas todas as personalidades que tornaram a ida ao espaço possível, incluindo Laika, a cachorra pioneira.

Atrás do monumento fica o Beco dos Cosmonautas, uma rua de pedestres que une o museu à estação de metrô, com bustos dos conquistadores do espaço.

Monumento à Laika

O que fazer em Moscou: A estátua da cachorrinha Laika

Histórias sobre a ida ao espaço não podem deixar a Laika de fora, óbvio! Quem não se emociona com a história da cachorrinha vira-lata recuperada das ruas de Moscou para ser treinada para ser o primeiro ser vivo enviado ao espaço?

A saga de Laika é muito controversa, e por isso, bem escondida na Rússia. Os russos tentam esquecer a história, pois causa revolta no mundo até os dias de hoje: Laika estava fadada a morrer em nome da ciência. Não existia nenhum protocolo para fazer a nave voltar. Seu intuito era de somente comprovar ser possível levar algum animal para o espaço e se certificar de que a União Soviética entraria para a história. Durante sua viagem, Laika morreu devido ao mau funcionamento da nave em que estava – que superaqueceu – aliado ao estresse devido à enorme turbulência pela qual o foguete passou ao sair da atmosfera.

A pouca divulgação desta história na Rússia se dá porque, depois de Laika, vários outros animais foram para o espaço, retornando são e salvos. Em todo o país, os museus destacam as imagens de Belka e Strelka, outras duas cachorras que foram ao espaço (e que inclusive estão empalhadas no Museu dos Cosmonautas), mas estas trazidas de volta.

Mas Laika não morreu em vão e eu queria muito poder estar em algum lugar que remetesse diretamente a ela. Acabei descobrindo que em Moscou existe o pouco conhecido Monumento à Laika, localizado no mesmo ponto onde ela foi treinada para ir ao espaço.

O edifício ainda existe, mas hoje é utilizado por outros órgãos do governo. Em frente à entrada foi colocada uma estátua de Laika com sua roupinha espacial, em cima de um foguete que se transforma em uma mão humana, como se ela estivesse abrindo caminho para toda a humanidade.

O lugar é bem humilde em consideração ao que Laika fez à humanidade. Sua estátua é pequena e num lugar bem escondido. Para visitar, ela se encontra ao lado do Parque Petrovsky, em frente à Estação de Rádio Serebryanyy Dozhd. É só entrar pelo portão que já verá a estátua.

3.      Estações de metrô

O que fazer em Moscou: O interior da estação Mayakovskaya
A estação Mayakovskaya

As estações de metrô da Rússia estão entre as mais bonitas do mundo. Tanto as de Moscou quanto as de São Petersburgo são de deixar qualquer um com o queixo caído. Stalin, durante seu regime, mandou construir as mais belas estações de metrô para que elas pudessem propagar o enorme poder e bom gosto do mundo soviético. Eram os Palácios do Povo.

Hoje as estações de metrô de Moscou do tempo soviético estão entre as atrações mais visitadas da cidade, inclusive com tours guiados bem organizados por elas. É possível visitar cada uma por conta própria, só evite o horário do rush, quando ficam lotadas e é praticamente impossível parar para observar seus detalhes.

Algumas delas serviram também de abrigo durante a Segunda Guerra Mundial, pois elas são extremamente profundas, sendo a Park Pobedy a terceira mais profunda do mundo.

Na lista de estações de metrô em Moscou que valem a visita, indicamos:

  • Mayakovskaya (Маяковская)
  • Komsomolskaya (Комсомо́льская)
  • Prospekt Mira (Проспект Мира)
  • Kievskaya (Ки́евская)
  • Dostoyevskaya (Достоевская)
  • Novoslobodskaya (Новослободская)
  • Park Pobedy (Парк Победы)
  • Elektrozavodskaya (Электрозаводская)
  • Ploshchad Revolyutsii (Пло́щадь Револю́ции)

4.      Monumentos da União Soviética

O que fazer em Moscou: O interior do Museu da Guerra Patrótica
O salão principal do Museu da Guerra Patriótica

Moscou se tornou a capital da União Soviética após a Revolução Russa em 1917 (antes a capital era São Petersburgo) e se manteve assim desde então. No entanto, após a abertura do país, a maioria dos monumentos dedicados ao regime socialista foi retirada de seus postos ou foram esquecidos em guias turísticos.

O regime soviético era conhecido por suas esculturas colossais, com braços e pernas robustos, mostrando e valorizando o trabalhador. Muitos deles ainda permanecem secretos, mas para entender bem a história complexa do que foi a União Soviética e do que é a Rússia hoje, é importante destacar essas atrações em uma visita a Moscou.

Além dessas esculturas, bustos de políticos estavam por todas as partes, e hoje foram agregados em um só lugar, o Parque Gorky e Museu do Parque das Artes (Muzeon Park of Arts).

Fora a visita ao parque a céu aberto, outras esculturas como a do Operário e a Mulher Kolkhoz e atrações soviéticas como o Museu da Grande Guerra Patriótica e o Bunker 42 podem ser incluídas em seu roteiro caso seu interesse pelo passado do país seja grande.

Parque Gorky e Museu do Parque das Artes

O que fazer em Moscou: Parque Gorky e Museu do Parque das Artes

O Parque Gorky é imenso e super frequentado durante os meses de temperatura mais amena na Rússia. Em um local arborizado, na orla do rio Moscou, pessoas passeiam em barcos pelo laguinho ao lado de um parque de diversões. É um trecho de caminhada que forma um lindo passeio, bem moderno, com vários canteiros e bancos para observar o dia passar.

Porém, a maioria dos turistas vai até lá para ver o museu a céu aberto chamado de Parque das Artes. Lá estão grande parte das esculturas das décadas soviéticas, movidas após a queda do regime. São estátuas imensas e esquecidas, em meio a descampados no parque. Muitos chamam de cemitério das esculturas. Ali podem ser vistos de bustos de políticos a letreiros do governo, tudo em grande escala.

Operário e a Mulher Kolkhoz

O que fazer em Moscou: O Operário e a Mulher Kolkhoz

Próximo ao Museu dos Cosmonautas, o Operário e a Mulher Kolkhoz é uma enorme estátua em aço de um homem e uma mulher numa típica posição vista em obras soviéticas. Ele segura o martelo e ela a foice.

Criada para participar da Exposição Universal de 1937, em Paris (cuja primeira deu origem à Torre Eiffel), a estátua simboliza a união entre trabalhadores e camponeses. Durante a exposição que a originou, o Pavilhão Soviético esteve localizado de frente ao Pavilhão Alemão (sob regime nazista). O arquiteto nazista observou o projeto soviético na época e decidiu colocar uma águia com a suástica para ficar de frente à estátua do Operário e a Mulher Kolkhoz. Como a exposição atrasou e os primeiros pavilhões a ficarem prontos foram esses dois, e logo a frente da Torre Eiffel, eles ganharam destaque e já mostravam a rivalidade entre os países, que explodiria logo em seguida.

Após a exposição, a estátua foi trazida para Moscou, seu pedestal em estilo art déco ganhou uns metros a mais, e hoje funciona um museu em seu interior, contando a história e curiosidades do monumento em si.

Museu da Grande Guerra Patriótica

O que fazer em Moscou: O Museu da Grande Guerra Patriótica
Nessas paredes estão escritos os nomes dos heróis soviéticos que lutaram na Segunda Guerra

Este é um dos museus mais legais e impactantes de Moscou, que retrata bem a participação da União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial (que na Rússia é conhecida como Grande Guerra Patriótica).

Os soviéticos foram fundamentais para a dissolução do nazismo, pois foram os responsáveis pela libertação de vários países invadidos por Hitler. Foram também os primeiros a entrar em Berlim, com a tomada do Reichstag e hasteamento da bandeira soviética simbolizando a queda da Alemanha nazista.

O tema é extremamente sensível na Rússia, pois foi a URSS o país com a maior baixa de soldados durante o período. Basta ver os nomes de todos os soldados soviéticos reconhecidos por sua participação na guerra expostos nas paredes de uma das salas mais impactantes da visita.

O museu apresenta também muito material bélico da época e cenários extremamente realistas de cidades arrasadas pela guerra. Foi uma das surpresas durante nossa passagem pela cidade e que precisa ser incluída na sua lista do que fazer em Moscou.

Ao programar seu dia por lá, aproveite que ele fica em frente ao Park Pobedy, um parque público muito agradável na cidade, imenso e perfeito para piqueniques, de onde é possível ver a parte moderna de Moscou, com seus arranha-céus ao longe.

Bunker 42

O que fazer em Moscou: O Bunker 42

O Bunker 42 foi um abrigo antiaéreo construído durante a Guerra Fria, que até hoje é mantido em caso de algum perigo futuro – pelo menos isso é o que o guia fala! Fica a 20 andares de profundidade e é uma visita que eu não aconselho caso você seja claustrofóbico. Eu tenho uma leve claustrofobia e me senti um pouco mal enquanto descia as escadas até o fundo do bunker. Não existem janelas nem ar corrente lá embaixo, então esteja avisado! O lugar é tão fundo que é possível ouvir o metrô passando por cima de nossas cabeças.

Lá dentro se encontra um pequeno museu sobre a Guerra Fria em um dos seus compartimentos e toda a história do local é contada para entendermos exatamente onde estamos. Simulações de guerra e do que aconteceria com o mundo caso uma guerra nuclear acontecesse são mostradas no bunker. Tudo é muito bem rígido, com locais onde fotografias não podem ser feitas, especialmente nas áreas onde exibem as plantas técnicas do bunker que, caso eles precisem usar no futuro, ninguém pode ter acesso.

Além do passeio, existe um restaurante lá que vale a visita pelo menos para dar uma olhada, pela curiosidade.

É um passeio interessante, mas bem caro para o padrão moscovita. E quando fomos, durante a Copa, estava tão concorrido que o guia não sabia como lidar com mais de 20 pessoas a metros e metros de profundidade. Quem sabe eles não melhorem depois dessa enxurrada de turistas pós Copa?

A visita é feita obrigatoriamente em tours com horários pré-programados. Os tours são em inglês, mas existe também a opção de fazer tours em espanhol, sendo bom agendar com antecedência.

A indicação deste passeio nós devemos à Fernanda, do Vontade de Viajar, que descobriu a atração e publicou em português pela primeira vez.

5.      Rússia Imperial

Uma lista do que fazer em Moscou não pode deixar de fora as atrações imperiais da cidade. Mas, ao contrário de São Petersburgo, as atrações reais em Moscou não são tão impactantes, pois os czares moravam na outra cidade. Ainda assim, existem lugares do tempo imperial que valem a pena serem vistos durante sua passagem por Moscou como o Teatro Bolshoi, a Catedral do Cristo Salvador, o Convento e Cemitério Novodevichy e o Grande Palácio Tsaritsyno.

Leia mais: Veja o que fazer em São Petersburgo, a cidade imperial da Rússia

Teatro Bolshoi

O que fazer em Moscou: O Teatro Bolshoi

O Teatro Bolshoi foi fundado e seu edifício construído a mando da Imperatriz Catarina II, no século XVIII. Antes da Revolução, pertencia ao conjunto de Teatros Imperiais da Rússia. Ali, em seu palco, foi oficialmente formalizada a criação da União Soviética, em 1922. Abriga o balé Bolshoi, um dos mais antigos e renomados do mundo sendo palco das premières de inúmeros balés importantes no mundo.

O ingresso para o balé é bem caro, mas caso esteja viajando com orçamento folgado, certamente vale colocar como um ponto interessante para acrescentar em seu roteiro. Para quem quer apenas conhecer o interior do prédio histórico sem assistir a uma apresentação, um tour guiado de 2 horas pode ser contratado.

Catedral do Cristo Salvador

O que fazer em Moscou: A Catedral do Cristo Salvador

A Catedral do Cristo Salvador é, junto a de São Basílio, a mais importante de Moscou. Foi construída a mando do imperador Alexandre III para honrar os soldados que morreram após as invasões napoleônicas na cidade.

A catedral que é vista hoje é uma réplica idêntica a que existia exatamente no mesmo local e foi dinamitada em 1933 pelos soviéticos, que viam no prédio a imagem da Rússia czarista. No seu lugar foi construída uma piscina pública que um dia foi a maior do mundo. Em 2000 a piscina foi destruída e a catedral reerguida.

Convento e Cemitério Novodevichy

O que fazer em Moscou: O Cemitério Novodevichy

Este convento é o único em Moscou que se mantém intacto desde o século XVII. Fica nas margens do Rio Moscou e possui lindas vistas da cidade. Hoje é patrimônio mundial da UNESCO.

Mas, o que chama mesmo a atenção dos turistas é o cemitério localizado logo ao lado. Lembra que eu falei lá no início deste texto que ser enterrado nas muralhas do Kremlin era a maior honra que se poderia ter? Num nível abaixo estava o privilégio de ser enterrado no Cemitério Novodevichy.

Ali se encontram os túmulos de Nikita Khrushchev, o único dos líderes soviéticos a não ser enterrado no Kremlin sob o pretexto de traição; o presidente Boris Yeltsin, o escritor Nikolai Gogol, entre outros. Só é um pouco confuso achar cada uma das lápides, mas o cemitério em si é bonito e fotogênico, com estátuas bem excêntricas.

Grande Palácio Tsaritsyno

Caso queira visitar um palácio por dentro nos moldes dos que existem em São Petersburgo (que são imbatíveis), ao sul de Moscou fica o Grande Palácio Tsaritsyno, construído a mando da imperatriz Catarina, a Grande.

No final das contas, ninguém chegou a morar no palácio, que ficou abandonado por 200 anos até ficar completo em 2007. Possui enormes jardins e campos majestosos que durante o verão ficam repletos de turistas. É possível chegar até lá de metrô, num trajeto que dura 40 minutos.

6.      Compras

Para quem curte fazer compras, Moscou parece muito com o Brasil nesse quesito, com ruas cheias de quinquilharias e barraquinhas montadas aqui e ali. Tudo pode ser negociado na hora e, dependendo do lugar, é possível sair com objetos que vão desde as tradicionais bonecas matrioskas a pôsteres comunistas.

Rua Arbat

A Rua Arbat é o melhor local para isso! É uma rua de pedestres de um quilômetro de extensão, repleta de lojas que vendem suvenires de todos os tipos. É uma das ruas mais antigas de Moscou, sendo datada do século XV, mas que foi totalmente destruída durante as invasões napoleônicas no século XVIII. Foi reconstruída, mas em estilo contemporânea à época, e hoje vive inundada de turistas.

Mercado Izmailovsky

O que fazer em Moscou: As matrioskas
Matrioskas

Caso prefira ir a uma região menos saturada de turistas e com preços mais acessíveis, vale ir até o Mercado Izmailovsky, um pouco fora da cidade, mas com estação de metrô na porta. Lá é possível ver artesãos fazendo bonecas matrioskas ao vivo e você ficará perdido com tantas opções para escolher.

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Sobre o Autor

Larissa

Larissa é nascida em Niterói/RJ, mas já estudou em Nova York e morou na Nova Zelândia por um ano antes de iniciar a volta ao mundo que terminou em 2016. Sonhando em viajar desde que se entende por gente, mantinha um caderno cheio de recortes de jornais e revistas sobre o Egito quando tinha 7 anos de idade. Hoje esse caderno é virtual e engloba vários destinos. Os “recortes” são produzidos por ela e pelo Carlos, semanalmente, no Vida Cigana.

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