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O que fazer em Cusco: 11 melhores atrações

O que fazer em Cusco: a Plaza de Armas com suas 2 enormes igrejas e sua fonte no meio. Um dia lindo, de céu azul

Muitos querem ir a Machu Picchu, mas poucos sabem o que fazer em Cusco, a “cidade-base” para conhecer o famoso sítio arqueológico. Cusco é uma jóia a parte de Machu Picchu e merece uma viagem dedicada somente à ela.

A cidade de Cusco está a 3400 metros acima do nível do mar, e foi uma das capitais do Império Inca, povos que viviam ali em épocas pré-colombianas.

Cusco, em aymara e quéchua, significa “umbigo do mundo”, pois os incas acreditavam que ali era o centro de tudo. E de fato, no tempo e realidade deles, a cidade realmente tinha essa importância, que será vista nesse texto.

O que fazer em Cusco: 11 atrações

O que fazer em Cusco: um dos campos dourados do Vale Sagrado dos Incas, com montanhas ao fundo e céu azul com nuvens

Desde muros feitos com pedras perfeitamente cortadas e polidas, passando por mercados a céu aberto, e indo até uma das 7 maravilhas do mundo, Cusco fornece a seus viajantes variados pontos turísticos para visitar.

Por isso, aqui estão algumas das atrações que não podem passar batido em seu roteiro de viagem:

  1. Plaza de Armas
  2. Bairro de San Blas
  3. Qqoricancha (Templo do Sol)
  4. Sacsayhuaman
  5. Mercado San Pedro
  6. Museo de Arte Precolombino
  7. Mirantes
  8. Vale Sagrado dos Incas
  9. Machu Picchu
  10. Vinicunca (Rainbow Mountain)
  11. Laguna Humantay

Leia mais: Onde ficar em Cusco e Machu Picchu, dicas dos melhores lugares para ficar hospedado.

1. Plaza de Armas

A Praça de Armas, com as 2 igrejas, uma de cada lado, e um enorme jardim a frente com flores amarelas

A Plaza de Armas era o local que desde a época dos incas servia para trocas de produtos, assim como casamentos, decisões políticas e festivais típicos. O maior festival inca, que seria o equivalente ao Ano Novo, acontece até hoje ali na última semana de junho e se chama Inti Raymi.

A praça não tinha esse nome, é claro, pois foi dado após a chegada dos espanhóis, que ali faziam a reunião de seus soldados.

Com os espanhóis, a praça que ali antes existia infelizmente teve seus prédios e templos destruídos e, por cima de suas fundações, onde é ainda possível ver paredes incas, foram construídas as igrejas ali existentes.

Considerada um dos principais pontos turísticos de Cusco, a Plaza de Armas oferece aos turistas um ambiente com uma variedade de restaurantes e igrejas coloniais belíssimas.

Fonte de Água

A fonte de água da Praça de Armas, em Cusco

A fonte de água que hoje se vê na Plaza de Armas foi doada pela cidade de Nova York em 1872. Duas fontes possuem o mesmo design, esta, e a que está no Central Park, na cidade doadora.

Esse presente se deu ao fato de Cusco ter sido o centro do mundo em determinada época, e Nova York ser o centro do mundo na época da construção da fonte.

Em 2011 a fonte ganhou a imagem dourada do primeiro rei inca, Manco Capac.

Bares e restaurantes

Uma vez que é local de fluxo turístico, os arredores da Plaza de Armas oferecem aos viajantes diversos bares e restaurantes, com preços e cardápios variados.

Por exemplo, caso você queira um local para apreciar a culinária peruana, você pode ir ao Barra Chalaca ou ao Dan Nicola. Contudo, se você não gostou da comida típica, aqui você também encontrará redes mundiais como McDonalds e Starbucks

E se você quer uma noite alto astral, regada a música e diversão, o bar Mama Africa fará você ter uma noite agitada. Esse é um dos bares queridinhos pelos viajantes em Cusco.

Igrejas

A Catedral de Cusco cheia de pessoas a sua frente, com montanhas atrás, num dia ensolarado

Na hora de saber o que fazer em Cusco, saiba que igrejas estarão no roteiro, consequência de uma cidade conquistada por europeus. As construções mais importantes da Plaza de Armas são:

  • Catedral de Cusco
  • Igreja da Companhia de Jesus

A Catedral de Cusco foi construída após a destruição do templo inca chamado Kirwarcancha e do Palácio Viracocha. Paredes incas ainda são vistas na catedral, pois são totalmente diferentes das construídas pelos espanhóis.

A igreja é em estilo gótico-renascentista, com toques de barroco, e possui um crucifixo com Jesus negro, devido a séculos exposto a fumaça das velas.

Já a Igreja da Companhia de Jesus foi construída em cima do antigo palácio inca Huyna Cápac, um dos principais palácios do Império.

A igreja jesuíta tem em sua fachada principal o estilo barroco. Enquanto sua fachada exibe uma estrutura em pedras e torres, seu interior é recheado de ornamentos. Assim, ao visitá-la você poderá admirar belas pinturas que retratam o período colonial hispânico. Além disso, como uma bela igreja colonial, seu altar está repleto de ouro.

2. Bairro de San Blas

As ruas estreitas do Bairro de San Blas, com barraquinhas vendendo artesanato
Foto de Nina Pascal pelo Unsplash

O Bairro de San Blas é sinônimo de cultura, onde se respira história em suas ruas pavimentadas de pedras e casarões dos antigos senhores coloniais.

Inclusive, se você pretende comprar alguma lembrança de sua viagem, San Blas é cheio de lojas de artesanatos e ateliês com itens que exprimem exatamente o que é a cultura cusquenha. Aqui, é possível encontrar produtos para diferentes preços e gostos. Basta procurar e pechinchar.

Além disso, caso você esteja a procura de uma área boêmia e agitar a sua vida noturna em Cusco, com certeza esse é o seu bairro. Com bares e restaurantes em todos os cantos, com certeza você irá encontrar aquele que combina com seus gostos.

Em San Blas, existem outros pontos turísticos que você deve conhecer:

Pedra dos Doze Ângulos

A Pedra dos 12 Ângulos vista a noite

A Pedra dos Doze Ângulos faz parte de um extenso muro na estreita Rua Hatun Rumiyok. Ela realmente tem 12 ângulos.

Os incas eram conhecidos pela perfeição de suas contruções com pedrasperfeitamente polidas numa época com poucos recursos para tal. Além disso, as pedras possuíam tantos ângulos para serem encaixadas perfeitamente umas nas outras sem a necessidade de liga entre elas.

Igreja de San Blas

Construída para a catequização de índios, a Igreja de San Blas não é tão chamativa quanto as igrejas nobres, mas tem seu charme.

Com arquitetura barroca, sua fachada é simples e expõe uma cruz de cedro em uma de suas paredes de entrada. Já em seu interior, a charmosa igreja mostra todo seu encanto com o “El Pulpito”: um altar de estilo barroco talhado em cedro e adornado com folheados a ouro impressionantes.

3. Qqoricancha (Templo do Sol)

O interior do Coricancha, o antigo Templo do Sol, com muros perfeitamente erguidos pelos incas

O Coricancha (Qqoricancha) foi o principal templo religioso do Império Inca. Secular antes mesmo da chegada dos espanhóis à cidade, o templo também era um centro religioso e político do então império.

Imponente, o significado de seu nome já entrega uma das principais belezas do templo. Isso porque Qqoricancha significa, em tradução livre “recinto de ouro”.

Anterior à colonização, as paredes do templo possuíam uma grossa camada de ouro em seu interior. Em sua área aberta, haviam estátuas de animais feitas de ouro maciço. Claro, essas estátuas foram confiscadas pelos colonos e enviados à Espanha.

Com a colonização, os espanhóis reconheceram o quão importante era o templo para a sociedade que vivia ali. Por isso, o templo foi destruído e no lugar ergueu-se a Igreja de São Domingo e o Convento de São Domingo.

Uma vez que o templo era um lugar fortificado e extremamente ornamentado, a transição entre a construção inca à construção hispânica levou aproximadamente um século. Ainda assim, os alicerces utilizados nessa construção não foram modificados.

O Templo do Sol

Enquanto o templo foi destruído pelos espanhóis nos anos 1500, em 1950 um terremoto atingiu Cusco e destruiu grande parte da edificação espanhola.

Além disso, o terremoto revelou partes do maior templo inca: O Templo do Sol. Graças à habilidade arquitetônica dos incas, o que restou do templo sobreviveu a 2 terremotos.

Após o terremoto, trabalhos de escavação foram iniciados na tentativa de recuperar a antiga construção, bem como encontrar objetos raros. Assim, o museu alocado na edificação exibe diversos artigos, desde cerâmicas e tecidos até múmias.

Hoje, o maior templo inca continua magnífico mesmo sendo “apenas” ruínas. Ao visitá-lo, você irá se maravilhar com sua fonte hexagonal em seu pátio, além de ser possível admirar o empilhamento perfeito das pedras colocadas ali uma a uma. Quando você estiver lá, imagine suas paredes cobertas de ouro e outros metais preciosos, assim como na época hegemônica do Império Inca. 

Para planejar seu roteiro turístico, considere visitar o templo juntamente com o convento de Santo Domingo, já que ambos estão localizados na mesma propriedade. Assim, você ainda conseguirá pelo menos ter uma ideia da diferença entre a arquitetura inca e hispânica.

4. Sacsayhuaman

Um homem na frente de uma pedra enorme de 11 ângulos em Sacsayhuaman

Sacsayhuaman é mais um dos importantes sítios arqueológicos em Cusco. Está a 2 km da cidade e em uma altitude de 3700m em relação ao nível do mar. Suas altas muralhas sugerem que ali era uma fortaleza para o exército inca.

Assim como outras fortificações nativas, grande parte da construção original foi destruída pelos colonos. Contudo, por ser um local consideravelmente afastado, ao invés da substituição por um templo cristão, os remanescentes de Sacsayhuaman foram cobertos de terra pelos europeus.

Apenas em 1938 o templo começou a ser redescoberto a partir de escavações. Sua estrutura é em pedras poligonais que se encaixam como peças de um quebra-cabeça.

Estudada por especialistas durante as escavações e análises de historiadores, foi descoberto que os ziguezagues das pedras evidenciam a noção acurada dos alinhamentos astronômicos entre Lua, Sol e Terra.

A ruína por si só não é o único fator que impressiona os viajantes.

Isso porque ela está localizada sobre um terreno relativamente plano, repleto de fauna e flora local. Aqui, ao realizar uma visita guiada você irá aprender mais sobre a história dos incas e como um grande império caiu frente à potência militar europeia.

5. Mercado San Pedro

O interior do Mercado de San Pedro, cheio de turistas e barracas de comidas
Foto de Ashim D’Silva pelo Unsplash

Em cidades turísticas, é muito comum que haja segregação entre turistas e moradores.

Normalmente, mercados, bares e restaurantes visitados pelos viajantes não fazem parte da rotina dos cidadãos locais. Felizmente, o Mercado Central de São Pedro não segue esse regra.

Construído originalmente por Gustave Eiffel (o mesmo que projetou a Torre Eiffel de Paris), estar no mercado San Pedro é como inserir-se em uma mistura maravilhosa de aromas, sabores e cores.

Aqui é possível encontrar tudo o que você deseja. As barracas artesanais fornecem bolsas, bonecas de pano e diversos artigos manufaturados típicos peruanos. Também são muito famosas as feiras livres, onde tendas de agricultores e barracas de comidas típicas (deliciosas, por sinal) dividem espaço entre si. 

6. Museo de Arte Precolombino

O Museu de Arte Pré-Colombiano é o principal museu de Cusco e fica no Centro Histórico.

Como o nome já diz, é lar de artefatos do período pré-colonial. Além disso, ali é o mesmo espaço em que antes estava instalado uma construção magnífica dedicada à cerimônias nativas. Durante a colonização o edifício foi demolido e substituído por um casarão colonial típico das elites colonialistas.

Inaugurado em 2003 após intensas reformas, itens em exposição são datados desde de 1500 a.C até 1532 D.C. Ou seja, um milênio inteiro de história.

Esses itens contam a história peruana e estão organizadas em 10 salas: Origens, Madeira, Concha, Prata, Ouro, Sul, Norte, Centro, Antes dos Incas e Os Incas. 

7. Mirantes

A cidade de Cusco vista do alto de um dos mirantes de Sacsayhuaman

Cusco é uma cidade à cerca de 4 mil metros acima do nível do mar. Além disso, seu relevo acidentado faz com que diferentes pontos da capital da região de Cusco seja propício para apreciar o dia.

Por isso, os mirantes que listamos a seguir merecem sua atenção e valem a pena constar na hora de saber o que fazer em Cusco:

Plaza San Cristóbal

A Praça de São Cristóvão é uma típica praça colonial, completamente construída em pedras e com uma cruz em destaque ao meio. Nela, estão localizadas a Igreja de San Cristóbal e um interessante mirante de mesmo nome.

Desse mirante, você terá uma vista privilegiada dos vales da cidade de Cusco. A vista impressiona em qualquer hora do dia ou da noite. 

Cristo Blanco

Outro mirante com uma vista maravilhosa é o Mirante do Cristo Branco. Nesse mirante está instalada uma estátua de Jesus Cristo com os braços abertos, similar à do Cristo Redentor do Rio de Janeiro (mas muito menor).

O Cristo Branco está a dez minutos a pé do sítio arqueológico de Sacsayhuaman, e de lá você terá uma visão privilegiada da Plaza de Armas e de todo o centro histórico de Cusco.

Mirador de San Blas

O bairro de San Blas é repleto de ladeiras, oferecendo à seus frequentadores vistas privilegiadas de Cusco.

Por isso, é claro que esse bairro deveria ter também seu próprio mirante, que fornece aos apreciadores de paisagens uma visão panorâmica de Cusco.

8. Vale Sagrado dos Incas

A cidade de Ollantaytambo, que faz parte do Vale Sagrado dos Incas, vista do alto de seus terraços.

Em meio à Cordilheira dos Andes peruanos, existem numerosos vales que dão espaço ao curso dos rios. Devido às terras férteis, esses vales foram muito importante para os povos originários e possuem diversos monumentos arqueológicos. 

O Valle Sagrado se encontra no caminho para a bela Machu Picchu, e pode fazer parte do seu roteiro de viagem quando decidir subir a trilha. Por isso, listamos aqui alguns dos pontos do Valle Sagrado dos Incas que você precisa adicionar à sua lista:

Terraços de Moray

Um dos magníficos Terraços de Moray, com suas curvas perfeitas e enigmáticas

Os terraços de Moray parecem coisas vistas somente em filmes sobre alienígenas. Mas na verdade são áreas agrícolas de forma circular, onde cada degrau tem uma temperatura diferente, sendo possível plantar alimentos que requerem cuidados diferenciados.

Além disso, entre um terraço e outro, passa um rio subterrâneo, que irriga as plantas que eram cultivadas ali. E isso tudo foi pensado durante o Império Inca, antes dos europeus chegarem.

Os terraços estão localizados à 50km de Cusco e valem muito a pena entrar na sua lista do que fazer em Cusco.

Salinas de Maras

As Salinas de Maras, em meio a montanhas avermelhadas, com várias piscinas de sal

Próximo a Moray estão as Salinas de Maras. Em meio ao relevo montanhoso, centenas de poços são formados e possuem água cristalina e salgada. A paisagem é incrível e diferente de tudo que já viu.

Ali, os incas cultivavam sal através da evaporação destas piscinas. Ainda hoje o sal é extraído dali.

Ruínas de Pisac

As Ruínas de Pisac, com vários terraços ao longo da planície

Pisac é uma cidade localizada à 33km de Cusco e abriga um dos maiores sítios arqueológicos da região do Valle Sagrado. Nesse sítio, situado sobre montanhas íngremes e rochosas, estão as ruínas de Pisac.

Essas construções de extensão exorbitante possui terraços agrícolas, túneis, pontes, cemitérios e até mesmo torres. 

E, assim como toda a Trilha Inca, a beleza da paisagem impressiona à qualquer um que passe por aqui, seja pela primeira ou décima vez: o encaixe perfeito entre as pedras, o contraste entre o verde gramíneo e o cinza metálico, é de tirar o fôlego.

Ollantaytambo

A cidade de Ollantaytambo, cheia de terraços, casas e montanhas

A cidade de Ollantaytambo está localizada à 2/3 do caminho entre Cusco e Machu Picchu. O significado do nome dessa cidade já diz o que acredita-se ter sido sua finalidade: local de descanso.

Assim, imagina-se que a mesma surgiu como um ponto de parada para aqueles que saíam de Cusco com destino a Machu Picchu e vice-versa.

Na cidade, você poderá conhecer o Sítio Arqueológico de Ollantaytambo. O local já foi palco de batalhas entre incas e espanhóis, durante a colonização. Um outro ponto interessante é que a cidade nunca deixou de ser habitada, e ainda conserva muito da tradição inca.

Urubamba

A cidade de Urubamba é a maior cidade do Vale Sagrado.

Nela, estão as ruínas do palácio de Quispiguanca com traços arqueológicos que consistem em uma muralha bem conservada, um terraço, e algumas estruturas danificadas.

Apesar de não serem ruínas tão imponentes quanto as outras, fazer uma parada em Urubamba é muito recomendável à viajantes que possuem como destino Machu Picchu. Isso porque uma pausa por aqui pode ajudar (e muito) na aclimatação necessária para prosseguir a subida a fim de evitar o mal de altitude.

9. Machu Picchu

As ruínas de Machu Picchu num lindo dia de sol

Esse é o principal ponto turístico do Peru e é também a atração mais famosa da América do Sul.

A cidadela inca de Machu Picchu teve suas construções descobertas em 1911. Mesmo sendo apenas restos do que foi no período do império inca, a arquitetura da cidade impressiona a todos que a visitam.

Localizada a 74 quilômetros do centro de Cusco, Machu Picchu foi construída sobre montanhas com arquitetura castelar é tão única que foi reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade.

Além disso, claro, ela é considerada uma das 7 maravilhas do mundo moderno. 

Como chegar a Machu Picchu

Mesmo em Cusco, chegar à ruína peruana mais famosa não é fácil. Existem 2 formas:

  • Fazendo a Trilha Inca a pé
  • Indo de ônibus e de trem
  • Indo com grupo fechado

O caminho original é pela Trilha Inca e a subida só pode ser realizada a pé. Para chegar até lá, são necessários quatro dias de viagem e subir até altitudes elevadas.

O ponto de maior altitude da trilha é a montanha Warmiwañusqa, a 4.200 metros acima do nível o mar. Caso você goste de se aventurar e queira realizar a trilha, não deixe de contratar um guia – eles conhecem bem a região e podem te dar o suporte necessário tanto para montar o roteiro certo quanto prezar por sua segurança durante os passeios.

Entretanto, se você não pretende se aventurar por dias a fio subindo e descendo montanhas, existem ônibus e trens que fornecem conforto e distrações aos viajantes que querem conhecer uma das 7 maravilhas do mundo.

Inclusive, se você optar pela segunda opção, terá a oportunidade de conhecer outros sítios arqueológicos importantes da civilização Inca.

Para uma viagem confortável, existem duas empresas responsáveis pelo translado de turistas de Cusco a Machu Picchu: a Peru Rail e a Inca Rail. Os preços das viagens são variáveis conforme o roteiro e a época do ano.

Para quem não quer perder tempo organizando a ida à Machu Picchu, o melhor dos mundos é sair de Cusco com guia e grupo fechado, já com os ingressos incluídos.

10. Vinicunca (Rainbow Mountain)

Vinicunca, com suas montanhas nas cores do arco íris
Foto de McKayla Crump pelo Unsplash

Listada pela National Geographic como um dos 100 lugares para visitar antes de morrer, a “Rainbow Mountain” como muitos chamam não é conhecida há muito tempo.

A montanha que hoje atrai milhares de viajantes todos os anos e que chamam a atenção por suas pedras multicoloridas estava encoberta por crostas de gelo e só foi descoberta recentemente, após o seu degelo.

Embarcar em uma jornada para a Vinicunca é um exemplo perfeito para o que muitos gostam de falar “o caminho é tão importante quanto o destino”. Durante o percurso, você poderá apreciar a bela paisagem montanhosa peruana.

Além disso, você poderá se maravilhar com pacas, lhamas e cavalos espalhados por toda a cordilheira. Também, você ficará fascinado com a população local e com seu modo de vida simples e tradicional.

O caminho é um pouco desgastante. E, apesar de existirem dois roteiros de viagem possíveis, em ambos os casos você precisará pegar um ônibus de Cusco até um vilarejo local e depois realizar o resto da subida a pé.

Embora seja possível realizar o trajeto sem a ajuda de instrutor, contratar um guia turístico é recomendável. Tenha em mente que a caminhada requer grandes esforços devido à altitude.

Além disso, não se esqueça de separar roupas térmicas. Pois o tempo pode variar de forma súbita, podendo haver em um mesmo dia chuva, neve e sol. 

11. Laguna Humantay

A linda Lagoa Humantay, de cor de esmeralda, entre montanhas nevadas
Foto de Willian Justen pelo Unsplash

A Laguna Humantay é outra beleza natural agraciada aos peruanos. Essa laguna é uma das mais altas do mundo e está a aproximadamente 5 mil metros acima do nível do mar. 

A paisagem contrasta com as mais belas paisagens, unindo-as de forma estonteante. Assim, no mesmo instante você verá: um lago de águas verde esmeralda, tão translucidas que parece um espelho; colinas com vegetação verde iluminadas pelo sol e montanhas encobertas por geleiras. É de tirar o fôlego!

E falando em tirar o fôlego, o caminho para esse paraíso digno de Adão e Eva requer muito fôlego, pois a altitude realmente faz muita diferença e o preparo físico em dia é necessário.

Para chegar ao vale do lago, você pode optar passar pela Vila Salkantay ou então fazer um pequeno desvio ao voltar de Machu Picchu, passando pela tradicional Trilha Inca.

Contudo, se você não quer dedicar quatro dias de sua viagem para fazer a trilha, existem roteiros de viagem de um dia de duração com saída diretamente de Cusco. A caminhada por aqui é de fácil à moderada, mas não se esqueça da elevada altitude.

Por isso, certifique-se de se aclimatar durante o caminho.

Boleto Turístico de Cusco: vale a pena?

Talvez você tenha percebido que em Cusco, um ponto turístico leva a outro, que leva a outro, e que no fim, todos conversam entre si. E na hora de saber o que fazer em Cusco, fica difícil cortar várias atrações da lista.

Pensando nisso, e a fim de facilitar a vida dos turistas, são vendidos um passe livre para a entrada em um tipo selecionado de pontos turísticos.

Existem três circuitos encobertos pelo Boleto Turístico de Cusco:

  • Circuito I – City Tour/Saqsayhuaman: esse circuito vale para os parques arquelógicos de Saqsayhuaman, Puka Pukara e Tambomachay, e Chenco;
  • Circuito II – Cidade e Vale Sul: abrange vários museus, e os parques ecológicos de Tipon e Pikillacta;
  • Circuito III – Vale Sagrado: esse é o circuito que engloba o Valle Sagrado dos Incas. Ele engloba os parques arqueológicos Ollantaytambo, Písac, Chinchero e Moray.

Além da opção de escolher cada um dos circuitos, você também pode optar pelo passe integral, que engloba todas as atrações. Os valores são relativamente baixos: ao comprar o boleto integral por R$ 130,00, você recebe um passe com validade de dez dias corridos; já ao comprar apenas para um circuito, você pagará o valor parcial de R$84,00 reais e poderá usar o passe por até 2 dias.

Assim, o boleto turístico pode ser uma boa opção para você que quer conhecer boa parte de Cusco com economia. Entretanto, alguns pontos sobre o boleto devem ser levados em consideração:

  • O boleto turístico do Vale Sagrado não contempla Machu Picchu;
  • O boleto turístico é nominal e intransferível, dessa forma só você pode usá-lo;
  • Transportes e guias não são contemplados com o bilhete, então devem ser pagos a parte;
  • Alguns locais contemplados pelo bilhete apenas fornecem um desconto parcial para o portador, sendo necessário pagar parte da entrada. Por isso, não deixe de se informar exatamente sobre as regalias para cada lugar, e também ter dinheiro em mãos.
  • Os bilhetes só podem ser comprados pessoalmente, dessa forma, adquira-o ao chegar na cidade, ou no dia posterior. Na própria Plaza de Praças existem 2 pontos de vendas. 

Como lidar com a altitude

Uma mulher correndo em Sacsayhuaman

Os destinos oferecidos por uma viagem a Cusco são variados, e sabemos como o dia de um turista é prazeroso porém cansativo.

Como a cidade está localizada a 3400m acima do nível do mar, a disponibilidade de oxigênio é muito menor do que a que estamos acostumados aqui no Brasil. Além disso, os passeios podem ter muitas subidas e trilhas, o que certamente dificulta mesmo para quem está com o preparo físico em dia.

Por isso, é necessário que antes de passar suas férias em Cusco, tenha em mente de que alguns cuidados serão necessários lá:

Consuma comidas leves

Pense que ainda que você opte por não fazer as trilhas, uma simples ida à uma lanchonete pode ser uma verdadeira prova para seus pulmões. Afinal, você provavelmente precisará subir e descer ladeiras para chegar em seu destino e o ar rarefeito devido à altitude não irá ajudar você.

Por isso, procure não consumir alimentos muito pesados e gordurosos. 

Hidrate-se

Tudo bem que é importante manter-se hidratado independente de onde você esteja. Entretanto, aqui em Cusco você deve se hidratar ainda mais. Isso porque a alta altitude faz com que você transpire mais, gerando uma perda maior de água do que seu corpo está acostumado.

Folha de coca

O ato de mastigar a folha de coca, ou até mesmo tomar o chá de coca é milenar para os peruanos, e também é recomendável para os viajantes que não estão acostumados com essas altitudes.

Isso porque a folha de coca ajuda na absorção de oxigênio e atua como estimulante, similar a uma xícara de café ou um energético. Só se prepare para o gosto amargo.

Respeite seu corpo

Ao chegar em Cusco, é importante que você já não saia querendo conhecer os prédios históricos, subir ladeiras, fazer a trilha de Machu Picchu.

Ao comprar sua passagem, escolha um voo que chegue na cidade peruana ao fim da tarde. Dessa forma, você poderá ter uma bela noite de descanso em seu quarto de hotel e permitir que seus pulmões acostumem-se com a baixa disponibilidade de oxigênio.

Inclusive, talvez seja interessante pegar leve nos primeiros dias na cidade: tente não fazer consumo exacerbado de álcool ou fumo. Seu corpo irá te agradecer – e o resto da sua viagem também.

Onde ficar em Cusco

Os terraços de Ollantaytambo

Para Cusco, a melhor região de hospedagem é o Centro Histórico da cidade. Isso porque é nele que ficam os principais pontos turísticos, e também há fácil acesso à táxis.

Mas cuidado! Como já dissemos aqui, Cusco é repleta de morros e ladeiras. Assim, mesmo rotas que parecem ser rápidas pelo mapa, podem se tornar um verdadeiro suplício de sobe e desce. 

Por isso, para te ajudar nessa árdua tarefa, selecionamos para você três hotéis ideais para turistas:

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Sobre o Autor

Larissa Pereira

Larissa é nascida em Niterói/RJ, mas já estudou em Nova York e morou na Nova Zelândia por um ano antes de iniciar a volta ao mundo que terminou em 2016. Sonhando em viajar desde que se entende por gente, mantinha um caderno cheio de recortes de jornais e revistas sobre o Egito quando tinha 7 anos de idade. Hoje esse caderno é virtual e engloba vários destinos. Os “recortes” são produzidos por ela e pelo Carlos, semanalmente, no Vida Cigana.

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