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Hungria

Como visitar as 3 melhores Termas de Budapeste

Termas de Budapeste: O terraço de Rudás, em Buda

As termas de Budapeste são as atrações que tornam a capital da Hungria um destino singular na Europa. Budapeste foi construída em cima da maior bacia de águas termais do mundo e conta com mais de 30 termas diferentes espalhadas pela cidade. Por conta disso recebeu o apelido de cidade do spa.

Durante nossa passagem pela cidade visitamos 3 termas diferentes – as que são consideradas as melhores da cidade. Neste texto fazemos um panorama de qual é a mais adequada para os diferentes tipos de público, além de explicar como visitar cada uma delas.

Leia também: Onde ficar em Budapeste: os 6 melhores bairros e hotéis.

A história das termas de Budapeste

Termas de Budapeste: O teto da terma de Széchenyi
A entrada de Széchenyi

As termas de Budapeste são famosas desde antes dos romanos ali chegarem. Antes do século I a.C., quando os latinos chegaram, os celtas que ali viviam já haviam descoberto as centenas de fontes de águas termais da localidade e usufruíam de seus benefícios.

Após a chegada dos romanos, o vale onde Budapeste hoje se encontra recebeu a denominação de Aquincum, palavra para água, em latim. Logo a fama de Budapeste não ficou restrita ao Império Romano, sendo espalhada por toda a Europa e parte da Ásia.

Mas foi somente com a chegada do Império Otomano, no século XVI, que as nascentes foram finalmente canalizadas e suas bacias transformadas em piscinas – as famosas termas. Os turcos eram amantes das casas de banho e descobriram o paraíso onde hoje está Budapeste.

Atualmente, as termas de Budapeste mais famosas e ainda ativas são as que foram construídas no século XIX. É cada uma mais linda do que a outra! Visitamos 3 diferentes e vamos especificar cada uma delas para diferentes tipos de turistas.

Saiba mais: Passeio de Barco em Budapeste: As melhores vistas da cidade de dia e de noite.

As Termas de Budapeste: uma para cada perfil de viajante

Termas de Budapeste: Gellért
O setor original de Gellért, do século XIX

A população local de Budapeste leva realmente a sério o hábito de freqüentar as piscinas de águas termais após o trabalho para relaxar. Muitos deles as utilizam como os antigos clubes brasileiros, onde famílias iam se divertir durante os finais de semana e feriados. Os locais também usam as casa de banho para fazer natação, pois têm piscinas próprias para isso, jogar xadrez ou cartas enquanto se banham nas águas quentinhas das termas, ou então aproveitam para relaxar nas saunas espalhadas pelos edifícios.

E não só os residentes de Budapeste freqüentam esses lugares. Os turistas, europeus em sua maioria, usam os feriados e finais de semana para ir até a cidade e aproveitar de sua grande variedade de fontes termais.

Assim, ao organizar seus dias em Budapeste, por que não dedicar um pouco mais de tempo para a cidade, incluindo um dia de banho em suas águas termais? Sigam nossos conselhos e destinem uma parte de seu roteiro a visitar alguma das termas de Budapeste. Depois de um dia andando de um lado pro outro, não há nada como relaxar numa piscina quentinha.

As 3 principais opções de termas em Budapeste são:

Széchenyi

Termas de Budapeste: Széchenyi. a mais famosa

Széchenyi foi aberta em 1913 num edifício em estilo neo-barroco abrigando a maior das casas de águas termais da Europa.

Realmente, o lugar é enorme e parece um labirinto. A gente se perdeu lá dentro várias vezes até gravar o caminho que leva às piscinas externas.

O espaço interno conta com 15 banheiras e 3 piscinas no total, com águas que vão até os 38°C. Além disso, suas águas são medicinais, com uma série de minerais que ajudam em vários problemas de articulação.

Por ser a maior e contar com piscinas de águas quentes também na parte externa do edifício, Széchenyi se tornou a mais famosa das termas de Budapeste. Hoje, a maioria dos turistas que visitam a cidade atrás de um local com águas termais acabam colocando-a no roteiro.

Széchenyi, por ser a maior e mais frequentada, está constantemente cheia e com um ar de displicência. Seus frequentadores andam livremente, às vezes sem a higiene necessária, calçando chinelos vindos da rua. Além disso, por serem muitas piscinas, os vigias ou salva-vidas parecem poucos para a grande quantidade de visitantes.

No geral, Széchenyi é bastante frequentada por um público mais jovem e festeiro, além dos turistas. Caso queira ir numa balada nas termas de Széchenyi, elas acontecem aos sábados, após o fechamento para o público comum. No inverno a festa acontece em outra das termas de Budapeste, a Lukacs.

Como e quando visitar Széchenyi

Termas de Budapeste: Széchenyi a noite

As termas de Széchenyi ficam no meio do Parque da Cidade, ao final da Avenida Andrássy. Uma visita ao local pode ser combinada com a Praça dos Heróis e as atrações do bairro de Terézváros. Para chegar até lá, use a Estação Széchenyi Fürdo, da linha M1 do metrô, que tem a saída logo na porta do edifício.

Em comparação com as demais termas de Budapeste, Széchenyi talvez seja a mais recomendada para quem visita a cidade durante o inverno. Como fica bastante frio em Budapeste, esta é uma das termas que conta com piscinas grandes de águas aquecidas em seu exterior. Além disso, todo seu entorno fica repleto de neve, com as termas vaporizadas ali no meio, numa cena bonita e quase surreal.

Você pode reservar seu ingresso para as Termas de Széchenyi pelo Get your Guide. Assim você evita filas e leva a confirmação pelo celular. O valor é o mesmo do cobrado diretamente na bilheteria e oferece cancelamento gratuito se feito com até 24 horas de antecedência. Há ingressos com direito a uso de cabines privadas ou armários para guardar seus pertences.

Gellért

Termas de Budapeste: Gellért, a mais bonita

Gellért foi construída entre 1912 e 1918, e ainda conta com alguns setores originais da época. Sua arquitetura é toda em estilo art-nouveau, repleta de esculturas e paredes coloridas. Um de seus setores foi restaurado depois de ter sido bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial. É incrível saber que estamos nos banhando em piscinas de mais de um século e com tanta história envolvida.

Gellért possui uma quantidade de piscinas adequada para seu público, que é menor do que Széchenyi, com águas que vão até os 40°C. Das 3 termas que visitamos em Budapeste, Gellért foi a que mais gostamos. Grande, muito organizada e limpa. O público que freqüenta o espaço é mais idoso e local, tornando o lugar bastante tranquilo.

Além das piscinas de águas quentes, Gellért possui uma enorme piscina de águas geladas na parte externa, ótima para o verão europeu. Esta ainda tem ondas criadas artificialmente, o que atrai muitas famílias com crianças. Eu adorei, pois não sou muito fã de piscinas aquecidas, gosto mais das que refrescam, ainda mais durante os dias quentes.

Como e quando visitar Gellért

Termas de Budapeste: A piscina exterior

As termas de Gellért funcionam dentro de um hotel, o famoso Danubius Hotel Gellért, mas os dois empreendimentos funcionam de maneira independente. Os hóspedes do hotel ganham descontos no ingresso das termas ou mesmo podem entrar gratuitamente, dependendo do pacote de banhos termais adquirido.

O conjunto hotel/termas fica do lado Buda da cidade, na base do Gellért Hill – um dos caminhos que levam até a Cidadela – bem próximo da Ponte da Liberdade (Szabadság híd) e da Estação Szent Gellért tér, da linha M4 do metrô de Budapeste.

O destaque especial fica por conta da piscina de ondas em seu exterior, algo bem divertido para um país que não tem mar. Dê preferência para visitá-la durante o verão, visto que as piscinas externas são de águas frias.

Você pode reservar seu ingresso para o Spa Gellért usando o site do Get your Guide. Assim você faz sua visita apenas apresentando a confirmação no celular. O preço do ingresso no site é o mesmo que é cobrado na bilheteria. Reservando por lá você pode pagar com cartão de crédito ou Paypal e é permitido solicitar o cancelamento gratuito, caso necessário, com até 24 horas de antecedência.

Rudás

Termas de Budapeste: Rudás, a mais jovial

Rudás é uma das mais antigas termas de Budapeste, com parte de suas instalações construídas pelos turcos em 1520! E Rudás é a única das termas da cidade que ainda permite que seja desfrutada do modo como os turcos faziam: nus!

Rudás é dividida em três áreas, denominadas: “thermal bath”, “swimming pool” e “wellness”. O espaço “thermal bath” é onde ficam as instalações mais antigas e onde é permitido nadar nu seguindo uma separação entre homens e mulheres em dias específicos. Os homens podem usar toda segunda, quarta, quinta e sexta. Mulheres são permitidas às terças. Já os fins de semana são liberados para público misto, mas todos devidamente vestidos.

Caso vá num dia em que não possa entrar nesse setor “thermal bath”, restarão a área de piscina “swimming pool” e o espaço de “wellness”, que possui uma sala com 4 piscinas e mais o terraço.

O legal de Rudás, aliás, é justamente este seu terraço. Descoberto e com uma piscina circular de águas quentes, conta com vista para todo o lado Peste da cidade. Durante a noite, fica mais lindo ainda ver a cidade de lá.

Como e quando visitar Rudás

Termas de Budapeste: a piscina de raias

Assim como Gellért, Rudás fica do lado Buda da cidade, de frente para o Rio Danúbio. As duas termas são próximas e é tranqüilo caminhar de uma a outra. Não há estações de metrô na entrada de Rudás, mas por estar localizada bem perto da Ponte Erszébet, é possível atravessá-la caminhando a partir do centro de Peste.

Como nem todos os freqüentadores podem acessar as 3 áreas em um só dia, em Rudás existem pacotes com preços diferentes para cada uma das áreas, além de um “all in”, que libera o acesso às três. Caso queira economizar, escolha o “wellness” para ter direito a acessar o terraço. Caso queira nadar como veio ao mundo, prefira o “thermal baths”, mas programe seu roteiro para visitar Rudás no dia da semana correto.

Dicas para freqüentar as termas de Budapeste

Termas de Budapeste: As cabines individuais
As cabines individuais de Gellért
  • Leve sua roupa de banho, assim como toalha, shampoo e sabonete. As termas oferecem aluguel disso tudo, até roupão, mas o preço final pode ficar salgado.
  • Caso queira entrar nas piscinas com raias, leve toca de natação. Não é permitido entrar nessas determinadas piscinas sem os cabelos protegidos. Caso não tenha, elas também podem ser alugadas nos locais.
  • Leve chinelos específicos para andar lá dentro. A Gellért, por exemplo, não deixará você caminhar pelas áreas das piscinas de chinelos caso você tenha vindo da rua com eles. Eles dão uma proteção para os sapatos nesse caso.
  • Todas as termas possuem armários onde é possível guardar seus pertences. Já Széchenyi e Gellért também oferecem a opção de alugar cabines, onde é possível se trocar de forma discreta.
  • Todas elas possuem bares em seu interior, caso queira comer algo rápido ou beber alguma coisa, mas apenas Rudás tem um restaurante completo dentro das termas.
  • Tome cuidado ao fotografar na área das piscinas, você pode ser repreendido, afinal, não é todo mundo que quer aparecer seminu nas suas fotos de viagem.

Budapest Card

Como dica final, as três termas de Budapeste citadas aqui oferecem descontos no ingresso a quem tem o Budapest Card. O cartão dá direito a viagens ilimitadas no transporte público de Budapeste, além de acesso gratuito a museus e descontos em atrações da cidade, como as termas.

*O Vida Cigana visitou as termas de Széchenyi, Gellért e Rudás a convite do BGYH – Budapest Gyógyfürdői és Hévizei Zrt. Os relatos aqui apresentados, no entanto, foram feitos de maneira independente.

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As termas de Budapeste são as atrações que tornam a capital da Hungria um destino singular na Europa. Budapeste foi construída em cima da maior bacia de águas termais do mundo e conta com mais de 30 termas diferentes espalhadas pela cidade.
Destinem uma parte de seu roteiro a visitar alguma das termas de Budapeste. Depois de um dia andando de um lado pro outro, não há nada como relaxar numa piscina quentinha. As 3 principais opções de termas em Budapeste são: Széchenyi: a mais famosa e mais badalada; Gellért: a mais bonita e organizada; Rudás: a mais antiga e aconchegante

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Sobre o Autor

Larissa

Larissa é nascida em Niterói/RJ, mas já estudou em Nova York e morou na Nova Zelândia por um ano antes de iniciar a volta ao mundo que terminou em 2016. Sonhando em viajar desde que se entende por gente, mantinha um caderno cheio de recortes de jornais e revistas sobre o Egito quando tinha 7 anos de idade. Hoje esse caderno é virtual e engloba vários destinos. Os “recortes” são produzidos por ela e pelo Carlos, semanalmente, no Vida Cigana.

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