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Opções de hospedagem alternativas na Nova Zelândia (incluindo 3 gratuitas)

opções de hospedagem alternativas na nova zelândia, vida cigana

Como qualquer país desenvolvido, a Nova Zelândia é muito bem servida em opções e quantidades de hospedagem. Hotéis e albergues são facilmente encontrados em praticamente todas as cidades do país, mas te proporcionam uma noção quase estéril da cidade visitada. Com alguns meses de experiência em terras kiwis, sabemos que, apesar de bem prático, este tipo de acomodação está longe de proporcionar ao turista a verdadeira idéia do que é morar na Nova Zelândia.

Nós não rejeitamos a idéia de arranjarmos acomodação em hotéis e albergues. O Vida Cigana tem parceira com o Booking.com e sempre fazemos reservas por ele, especialmente quando temos pouco tempo disponível para resolver onde ficar hospedado, mas aos poucos temos experimentado as demais opções que o país nos oferece.

Listamos aqui algumas opções de hospedagem alternativas amplamente disponíveis na Nova Zelândia (incluindo 3 gratuitas)

Bachs

Aquilo que nós brasileiros definiríamos como casa-na-praia ou casa-no-campo, o neozelandês chama genericamente de “Bach”, uma casa com quarto, sala, cozinha e banheiro independentes, em geral em lugares isolados. Podem ser simples cabanas na floresta até mansões a beira mar, mas terão sempre o mesmo nome. Bach, de acordo com a Lonely Planet, é a forma curta e simpática para “bachelor”, pois este tipo de acomodação antigamente era muito usado por homens solteiros que iam caçar ou pescar em áreas remotas.

Hoje os bachs atendem a todo tipo de público e muitos são anunciados em sites agregadores locais, como o Book a Bach e o Holiday Houses, num esquema muito similar ao que a Airbnb já implanta em todo o mundo. Os kiwis, no entanto, ainda utilizam mais o esquema local ao da empresa americana, mas aos poucos é possível notar a mudança chegando.

Vantagens: por um preço razoável você tem uma unidade independente e completa para seu dia-a-dia; dependendo da localização escolhida pode ser a única com algum tipo de conforto num raio de muitos kilômetros.

Desvantagens: não há muito contato com a realidade local além do proprietário e às vezes nem isso, visto que é possível resolver tudo pela internet; sem uma pesquisa decente entre as demais opções, o valor cobrado pode não compensar o que é oferecido.

Bed and Breakfasts

Ao longo de qualquer estrada neozelandesa que você viaje, de tempos em tempos, notará placas indicativas com uma cama em um “B&B” acima. A população local gosta de viver em casas com amplos jardins e muitas vezes constroem nestes espaços unidades separadas das suas, que alugam para viajantes. Ou, em alguns casos, este sinal por representar que há alguém disponibilizando um quarto em sua própria casa para compartilhar com quem esteja de passagem.

É o mesmo sistema implantado mundialmente pela Airbnb, mas aqui ele segue o esquema das plaquinhas na estrada. Há inclusive um guia dedicado a este tipo de acomodação local que é disponibilizado gratuitamente nos i-Sites (os centros de informação turística) de cada cidade. Aos poucos, no entanto, é possível notar um fluxo de migração tanto destas hospedagens quanto dos Bachs para dentro do site da Airbnb.

Vantagens: é possível ter o contato com uma família local, receber dicas e fazer amizades ao longo do caminho; caso sua “Bed” realmente venha com um “Breakfast” o custo benefício pode ser enorme, visto que em locais remotos dificilmente você encontrará um supermercado na esquina.

Desvantagens: pesquisar é palavra de ordem, pois há quem cobre o mesmo valor de um hotel apenas para deixar você dormir em um dos quartos da casa; não necessariamente o preço inclui o café da manhã e muitos cobram valores extras pelo serviço.

DOC Campsites e Freedom Camping

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O McLaren Falls, próximo a Tauranga, inclui banheiros e chuveiros quentes!

Aos que preferem viajar acampando ou a bordo de uma campervan ou motorhome, o Governo Neozelandês oferece, através do Departamento de Conservação (DOC), mais de 250 locais diferentes espalhados pelo país, onde você pode montar sua tenda ou estacionar seu veículo e passar a noite por um preço extremamente camarada ou mesmo de graça. A infra-estrutura oferecida, no entanto, pode variar bastante em cada um deles, podendo contar apenas com um banheiro básico ou virem completos, com pontos em que tenha água canalizada, banheiro com descarga e chuveiro com água quente.

No Site da DOC é possível visualizar cada um deles, e nos i-Site são distribuídos folhetos gratuitos com a estrutura oferecida, fundamentais para ajudar no planejamento de uma viagem.

Também é pelo site do DOC que você deverá se informar onde é possível passar a noite ao ar livre, o chamado “freedom camping”. Isto é permitido apenas em alguns locais no país, e se te pegarem fora deles, uma multa será emitida imediatamente.

Vantagens: é gratuito, ou quase gratuito; com um pouco de pesquisa é possível encontrar algumas jóias escondidas, com acesso a lagos e cachoeiras, por preços ínfimos.

Desvantagens: os gratuitos só servirão para os que viajam num motorhome, com o próprio banheiro e cozinha, mas o aluguel destes veículos custará muito mais que a diária dos campings que não são gratuitos (mas com algum planejamento dá pra alugar um motorhome por US$1)

Holiday Parks

Aos que não querem stress com a busca e planejamento em cada opção de camping do DOC, a Nova Zelândia oferece uma opção de campings privados, que seguem sempre um mesmo padrão e são uma escolha segura a qualquer momento. Os “Holiday Parks” são locais com toda a infra-estrutura necessária a todos os estilos de acampamentos, e que servem mesmo àqueles que não curtem tanto dormir em veículos e barracas.

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Ao fundo, os trailers disponíveis para aluguel em um Holiday Park

Estes locais oferecem, além de simples áreas para camping, vagas para motorhomes (com fonte de energia para recarregar as baterias internas), trailers estacionados para quem não tem o próprio, mas gostaria de experimentar, cabanas e até apartamentos completos para comportar famílias grandes. Na área externa têm cozinhas e banheiros (sempre com água quente) comunitários, lavanderia, salão de jogos, piscina e o que mais vier. Todos os que se hospedam ali têm acesso a todas as áreas, mesmo os que só estão acampando, o que torna os Holiday Parks os favoritos da família Kiwi em férias.

Há grandes associações de Holiday Parks no país, como a Top 10 e o Kiwi Holiday Parks, e todas oferecem planos de desconto a membros freqüentes.

Vantagens: o custo benefício pode ser excelente para quem não viaja em economia extrema; são muito bem localizados; aos que viajam com motorhomes são fundamentais para recarregar baterias e esvaziar banheiros; neles há um senso de comunidade e dá para encontrar viajantes de várias “tribos” diferentes.

Desvantagens: cobram por pessoa e não por vaga; nos mais completos os valores podem ficar próximos a um hotel/albergue regular.

House e pet sitting

House sitting é uma troca onde proprietários deixam suas casas e animais sob os cuidados de viajantes que desejem passar um tempo na cidade onde moram. É o que nos garante viajar do modo permanente.

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Nossa casa por três semanas, em Whitianga

Já explicamos extensivamente como, através de house sitting, é possível conseguir hospedagem gratuita em todo o mundo e solucionamos dúvidas freqüentes que possam ocorrer a quem ainda não iniciou neste universo. Demos dicas de como conseguir seu primeiro house sitting antes de sair do Brasil e explicamos porque house sitting pode fazer você voltar a crer na humanidade.

Vantagens: é gratuito, a casa vem com cozinha equipada e pode dar direito ao uso do carro da família. Caso você seja um amante de animais ainda te proporciona a experiência de ter seu bichinho enquanto viaja. Há diversos sites especializados que facilitam o contato entre proprietários e candidatos a ocupantes (nós temos parcerias com o Trusted HouseSitters e o House Carers)

Desvantagens: não há sites gratuitos que façam o serviço; em algumas cidades os anúncios podem ser bem concorridos e a vaga ser preenchida muito rapidamente; não oferece “arrumadeira” ou “serviço de quarto”, é você mesmo quem tem que dar conta dos serviços domésticos e cuidados com os animais.

Couchsurfing

Talvez a forma de acomodação gratuita mais conhecida, Couchsurfing é uma comunidade de viajantes, quase uma rede social, onde uns oferecem estadia aos outros em troca de terem a chance de receber em suas casas pessoas de diferentes origens e culturas. Há, no entanto, uma concepção distorcida pelos que veêm de fora de que couchsurfing seja apenas acomodação grátis. Conseguir um anfitrião que te receba por lá faz com que sua viagem deva seguir restrições de dias e horários determinados por eles. São hospedagens curtas e em geral seu tempo nelas será dedicado à socialização com seu anfitrião.

Vantagens: é gratuito integralmente, não se paga nem para se associar à comunidade. Você tem contato com um morador local ávido em conhecer um viajante como você e determinado a te dar as melhores dicas da cidade em que mora. A troca cultural também ocorre no sentido inverso, e você pode ser apresentado ao seu país de destino a partir de um ponto de vista impossível de se conseguir de outra maneira.

Desvantagens: não há muito conforto, pois em geral são oferecidos sofás ou colchões infláveis; é mais popular em cidades grandes; é difícil iniciar, já que a aceitação de seus pedidos pelos hosts depende de avaliações anteriores feitas por outros membros da comunidade; seu roteiro e horários deverão funcionar de acordo com as possibilidades de seu anfitrião e muitos determinam que só receberão hóspedes quando não estão trabalhando e com uma quantidade máxima de “diárias” pré-determinada.

WWOOF e Farm Helpers

WWOOF é uma sigla para World Wide Opportunities on Organic Farms, ou Oportunidades em todo o mundo em fazendas orgânicas. É uma associação que disponibiliza o contato entre fazendeiros (com produções orgânicas) e viajantes dispostos a trabalhar voluntariamente nestes locais em troca de hospedagem e alimentação. A carga horária pode variar de 4 a 6 horas diárias e o trabalho pode ser de qualquer tipo que haja disponível na fazenda em questão: capinar, arar a terra, colher frutas, tirar leite, produzir queijo, embalar e empacotar produtos, entre outros. Além do WWOOF, na Nova Zelândia existe outra associação, a FHiNZ (Farm Helpers in New Zealand, ou Ajudantes de fazendeiros na Nova Zelândia), que parte dos mesmos princípios.

Vantagens: acomodação e refeições gratuitas por todo o período de estadia e trabalho; contato direto com o dia-a-dia de uma fazenda e uma experiência de trabalho voluntário para contar aos netos.

Desvantagens: tornar-se membro da associação não é gratuito e para cada país que você queira trabalhar, uma nova taxa de associação será cobrada, já que o cadastro não é universal; seu serviço não é remunerado e o trabalho em fazenda pode ser bem puxado; seguros viagem e coberturas médicas cobrarão mais caro para incluir atividades em fazendas.

Farm e Country Stays

Aos que se interessam em ter uma experiência em fazenda, mas não encaram o fato de ter que colocar a mão na massa, algumas fazendas oferecem opção de estadia sem que seja necessário trabalhar. Mas cobram por isso, evidentemente. Os chamados farm stays ou country stays são opções de estadia em locais bem remotos, isolados até mesmo para a realidade rural da Nova Zelândia, e por isso, incluem todas as refeições no preço cobrado pela diária, visto que o hóspede teria que viajar horas até o restaurante ou supermercado mais próximo. Na Nova Zelândia temos o Rural Holidays, que faz o papel de buscador deste tipo de hospedagem.

Vantagens: ter uma vivencia real do que é a vida no campo; provar da velha hospitalidade do interior e ter à disposição a melhor comida caseira possível. Pode ser ótima opção para curtas estadias em áreas remotas.

Desvantagens: hospedagens que incluem todas as refeições cobram seu preço e isto não é barato; estar tão isolado significa passar a maior parte de seu tempo em um só local; o isolamento também gera a necessidade de alugar um carro, pois não há transporte público, e as conseqüentes despesas com combustível pelos grandes deslocamentos.

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Sobre o Autor

Carlos

Carlos nasceu em Petrópolis/RJ. Quando tinha 20 anos decidiu que, sozinho, viajaria para o lugar mais distante que pudesse com o primeiro dinheiro que conseguiu acumular. Após muita pesquisa e economia, saiu do país pela primeira vez e rodou por quatro países. De ônibus. Nos anos seguintes dificilmente havia um em que não estivesse planejando outra viagem. Hoje o produto destas pesquisas é compartilhado publicamente aqui, no Vida Cigana.

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