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Nova Zelândia

12 inusitados costumes da Nova Zelândia (aos olhos de um brasileiro)

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Mudar de país e passar a viver em um local com tradições diferentes e sob outra cultura, sempre causa certo estranhamento. Os costumes da Nova Zelândia são mais ocidentalizados que as demais culturas das Ilhas do Pacífico, tendo incorporado diversos hábitos herdados de sua colonização britânica, deixando muito mais sutis as diferenças culturais e fazendo que seja mais fácil aos estrangeiros assimilarem.


Entenda porque decidimos viver na Nova Zelândia


Ainda assim, ao vivenciar a rotina local um brasileiro ainda pode perceber uma série de inusitados costumes da Nova Zelândia e de seu povo.

1. Ninguém almoça na hora do almoço

Quando escrevemos sobre a alimentação no país, contamos que é um costume da Nova Zelândia não almoçar durante o dia. Ao menos não com o “conceito” de almoço que conhecemos. Por volta do meio-dia eles comem apenas um sanduíche (ou nem isso) e deixam para fazer a refeição principal do dia, o jantar, que eles chamam de “tea” (chá), lá pelas cinco ou seis horas da tarde.

Leia mais: Saiba como é a alimentação na Nova Zelândia

2. A bebida que acompanha a refeição do meio-dia é uma tigela de café

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O neozelandês que optar por comer um sanduíche ou ter uma refeição leve como almoço, em geral pedirá uma bebida quente para acompanhar, quase sempre um café. E virá em tamanhos enormes, podendo ser servido, sem qualquer exagero, em tigelas de sopa. Para eles é estranho pedir bebidas frias como acompanhamento.

3. Ninguém liga para a data de validade dos alimentos

Não se joga fora comida nem mesmo caso esta tenha passado da validade. Nas diversas casas que já moramos por house sitting sempre encontramos coisas guardadas na despensa com a validade expirada há anos, mas mantidas lá por não estarem estragadas ainda. (ou estragadas mesmo, e esquecidas no fundo do armário)

Notamos algumas vezes no supermercado que alguns produtos nem mesmo vem com a data de vencimento registrada, como é normal no Brasil. Talvez não exista lei por aqui que obrigue a estampar a data na embalagem.

4. A conta no restaurante é paga no balcão, e em geral, antes de ser servida.

Na maior parte dos restaurantes não há atendimento de garçons à mesa. É você quem deve se dirigir ao caixa para fazer o pedido e pagar por ele antes de consumir.

Ainda que o local funcione com o pagamento após o serviço, ao terminar a refeição é você que deve ir ao caixa para acertar a conta. Não há o hábito de “pedir a conta” e trazê-la à mesa.

5. Caixas de supermercados sempre vão querer puxar conversa com os clientes

Entrar na fila do caixa para pagar suas compras de supermercado pode gerar longas conversas jogadas fora. Eles sempre perguntam “como foi seu dia” ou dizem algo como “você deve está cansado”, “ainda bem que está a caminho de casa e poderá descansar e ver o jornal”. Tudo de um jeito bem amigável e divertido. E é falta de educação não estimular a conversa.

Caso queira fugir do processo, para quem tenha poucos volumes existe uma opção de self-check out – um caixa self-service onde você mesmo registra e paga pelo que comprou.

6. O dia termina muito mais cedo

Fora das maiores cidades é difícil encontrar o comércio de rua aberto após as quatro da tarde. E se o dia for de pouco movimento lá pelas três e meia já tem vendedor fechando as portas.

Mesmo em Auckland, a hora do rush acontece entre quatro e cinco da tarde, e não entre seis e sete como no Brasil.

O “One News”, uma espécie de Jornal Nacional da TV neozelandesa, o grande noticiário que encerra o dia, vai ao ar às seis em ponto.

7. Ninguém usa dinheiro em papel, mas ter moedas é fundamental

Do mesmo modo que os cartões de débito no Brasil substituíram o uso corrente de papel moeda, na Nova Zelândia o substituto é chamado Eftpos, cuja única diferença para o modelo brasileiro é que funciona apenas como débito – o que ao menos nos livra de ter que responder o tradicional “é crédito ou débito?” na hora de pagar qualquer coisa, mas impede que ele seja usado em compras na internet.

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Como é muito simples, mesmo para turistas, abrir uma conta bancária na Nova Zelândia e ter um cartão Eftpos, o dinheiro de papel está quase sumindo no país. No entanto ter moedas no bolso ainda é fundamental para colocar nos parquímetros dos estacionamentos, que além delas, só aceitam cartões de crédito ou que você opte por incluir a despesa na sua fatura do seu celular (caso seja pós-pago).

8. A cultura do automóvel é ainda mais forte que no Brasil

O sistema de transporte público é muito ineficiente nas cidades grande e inexistente nas pequenas. Ter um automóvel é um requisito básico ao neozelandês e todos têm seu veículo próprio. Mesmo nas áreas mais pobres que já moramos pudemos observar que é um costume da Nova Zelândia e de seu povo comprar um carro mesmo antes de uma casa. Entre os que têm condições melhores, é normal ter mais de um veículo na garagem, com casos às vezes de o número de automóveis ser maior que o de integrantes da família.

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Leia mais: Saiba como alugar um carro gastando apenas US$1 por dia (ou menos)

9. É um costume da Nova Zelândia que você mesmo abasteça seu carro.

Ter frentistas em um posto de gasolina é extremamente raro e em alguns não há sequer algum ser humano trabalhando. Na própria bomba (ou em um local separado) existem leitores de cartão que liberam a gasolina depois de você ter inserido seu Eftpos ou cartão de crédito e digitado a senha.

Caso esteja inseguro, opte pelos postos que têm uma loja de conveniência associada. Com o movimento fraco você pode pedir uma ajuda ao vendedor em sua primeira vez.

10. A mão inglesa do trânsito também vale nas calçadas e trilhas

Ter o sistema de trânsito invertido não é exatamente uma novidade, visto que diversos países funcionam desta forma, mas chega a ser divertido ver como, mesmo ao andar em calçadas e trilhas, os locais mantém-se do lado esquerdo do fluxo. E mais inusitado ainda perceber como é fácil identificar turistas recém-chegados, já que caminham sempre do lado oposto.

11. É normal sair de casa descalço ou ainda de pijama

Não existe muita paranóia com “o que os outros vão pensar” e ninguém se preocupa em se arrumar para sair de casa, caso precise apenas ir ao supermercado, caminhar com o cachorro na orla ou circular pela vizinhança. É normal ver pessoas circulando tranquilamente descalças ou em seus pijamas.

12. Neozelandeses adoram carpetes e se pudessem colocariam até no banheiro.

Não houve uma casa, hotel ou albergue que tenhamos passado uma noite em toda Nova Zelândia que não tivesse os pisos revestidos por carpetes. Mesmo nas casas com o mais fino design, lá vai estar o danado cobrindo o chão, pode ter certeza. Até quando moramos em um ônibus, adivinhem que material estava lá no piso?

Imaginar uma casa inteira acarpetada pode ser o mais perfeito filme de terror para um brasileiro (ou para alérgicos), mas é um dos costumes da Nova Zelândia manter as casas assim. Carpetes isolam a perda de calor, mantém a casa aquecida por mais tempo e diminuem os gastos com energia. Ao chegar, liberte-se de seus traumas de país tropical.

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Sobre o Autor

Larissa

Larissa é nascida em Niterói/RJ, mas já estudou em Nova York e morou na Nova Zelândia por um ano antes de iniciar a volta ao mundo que terminou em 2016. Sonhando em viajar desde que se entende por gente, mantinha um caderno cheio de recortes de jornais e revistas sobre o Egito quando tinha 7 anos de idade. Hoje esse caderno é virtual e engloba vários destinos. Os “recortes” são produzidos por ela e pelo Carlos, semanalmente, no Vida Cigana.

18 Comentários

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  • Ola Larissa, gostei demais da sua visao sobre a cultura aqui da Nova Zelandia. Muito legal mesmo! Temos uma fabrica de Coxinha e Pao de Queijo por aqui, estamos em mais de 50 supermercados pelo pais e temos uma loja aqui no centro de Auckland. Quando estiver na area, nos avise que sera um prazer conhece-la. Quando quiser, visite http://www.durello.co.nz. Grande abraco, e bons “recortes” pra voce e pro Carlos!

    • Oi Marcelo! Que ótimo saber que existem produtos brasileiros de tão boa qualidade aí desse lado do mundo! Eu olhei seu site e fiquei com água na boca, mesmo estando no Brasil hahaha Com certeza iremos procurá-los quando estivermos de volta e espero que mais pessoas descubram suas coxinhas e pães de queijo aqui pelo blog!

  • Boa tarde!
    Você saberia dizer se tem algum banco em Auckland que tem aqui no Brasil? Meu filho vai para lá em novembro estudar, e precisarei enviar dinheiro pra ele todos os meses. Fui verificar a transferência do meu banco para algum banco de lá, indicarão o Santander, porém o valor da transferência ´e bem alto. Você poderia dá algum ou algumas dicas?
    Grata

  • Gente, vcs são incríveis! Estou muito curiosa, vou acompanhar vcs nessa jornada,,pelo menos com os olhinhos (por enquanto! ). Um grande abraço, parabéns

  • Conheci o site de vcs há pouco e estou devorando!
    Vou pra Christchurch em Agosto e fico, inicialmente, por 5 meses!
    Conheceram essa cidade? Gostaria de saber se é dificil arrumar trabalho por lá (digo qualquer trabalho mesmo, cleaner, attendant, ou em fazendas, como voces! Será que é mais fácil em Auckland, por ser maior? O que estão achando??

  • Deu para conhecer um pouco dos costumes da NZ apesar de estranho achei muito interessante deve ser um pais muito bom de viver, a validade dos produtos eu concordo com eles aqui no Brasil há um exagero eu tomo até remédio fora da validade se eu ver que está bom jogar as coisas boas fora porque a data já passou é bobeira pois tem muita gente passando necessidades no Brasil e muitos produtos vão para o lixo por causa da data de validade

    • Não é tão caro quanto no Brasil, Bruno. Muitos turistas compram para rodar o país e revendem ao sair. Um carro usado pode ser comprado até por NZ$2000.

  • A maioria dos ‘costumes’ citados não é exclusividade da Nova Zelândia. Concordo que alguns Cafés seguem a descrição feita – onde clientes dirigem-se ao balcão para fazer o pedido e pagam antes de comer; mas restaurantes têm, sim, garçons e você é servido na mesa – e só paga ao término da refeição. Postos de gasolina self-service são comuns praticamente no mundo ocidental inteiro – somente em países onde o sistema é ‘servil’ – como o Brasil, por exemplo – é que há frentistas. Sistema de transporte público ineficiente?! Não creio que isto se aplique a Auckland e às demais cidades grandes. Não se levarmos em consideração que os ônibus/trens atendem às necessidades dos usuários e são quase que invariavelmente pontuais – além de serem substancialmente mais baratos do que as diárias ou mensalidades dos estacionamentos! Não é à toa que cansamos de ver até mesmo os mais abastados muitas vezes optando pelo transporte público ao invés do carro pela conveniência e praticidade do primeiro. Fica muitos anos à frente do transporte público no Brasil como um todo – este sim, precário, mal administrado e ineficiente. Estas são somente minhas observações, que faço com o intuito de oferecer aos leitores uma noção um pouco mais ampla da realidade – por favor, não levem como ofensa meus comentários. Um grande abraço!

    • Oi Kris,

      Nosso intuito foi escrever sobre curiosidades que nos chamam a atenção como brasileiros, não necessáriamente que sejam exclusivas da Nova Zelândia. Por isso incluímos entre outros o caso da ausência de frentistas: sabemos que é usual não ter, mas nem por isso um brasileiro recém-chegado não se espantaria com isso.

      Concordamos que, quando existe, o transporte público é realmente bem organizado e conservado, mas na maior parte das cidades é inexistente. Mesmo em Auckland, moramos em duas casas diferentes que, na periferia, não eram atendidas por transporte público. Em Napier, que é considerada grande aos padrões kiwis, só vimos uma linha de ônibus circulando, e taxis só apareciam em dia de jogo no estádio. Em Coromandel, mesmo com todas as praias extremamente turísticas, é necessário pagar shuttle privado para ir até elas sem carro. E isso na Ilha Norte. Na Sul já moramos em Manapouri, que nem ônibus interurbano tinha, mesmo com o Milford e Doulbtful Sound ali do lado.

      De todo modo, é sempre interessante ver que pessoas diferentes podem ter percepções distintas de um mesmo país, não?
      Um abraço,

House Sitting

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